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[Resenha] A Contadora - Freida McFadden

12 de agosto de 2026

Hello meu povo!
Eis que finalmente me rendi a uma história da aclamada Freida McFadden. Quem acompanha suas publicações sabe bem que a mulher é uma verdadeira máquina de escrever e, apenas três anos após seus livros aterrissarem em solo brasileiro já contamos com uma vasta gama de títulos à nossa disposição. Também pudera, né? Publicada freneticamente por duas grandes editoras nacionais e dona de um ritmo de produção invejável, como não dominar a mente e o bolso dos leitores? E, sendo eu completamente apaixonada por suspense, é óbvio que não consegui me manter imune a essa febre. Em meio a tantas opções, não me permiti pensar muito sobre por onde começar. Queria fugir do óbvio e, por isso, A Empregada, maior sucesso da escritora, não foi sequer cogitado neste primeiro momento. No fim das contas, tive uma experiência razoável. Não me tornei fã "ainda", mas pretendo continuar explorando sua bibliografia. Assim como Harlan Coben, Robert Bryndza, Charlie Donlea e tantos outros nomes do gênero, Freida chegou trazendo uma coleção robusta para não deixar ninguém passando vontade.

A Contadora (The Coworker)
Autor (a): Freida McFadden @FMcFadden
Publicação: Record
ISBN: 9788501922052 | Skoob
Gênero: Suspense
Ano: 2024
Páginas: 308
Minha avaliação: 3/5★
Dawn Schiff é uma pessoa estranha. Ou ao menos é o que pensam todos os funcionários da Vixed, a empresa de suplementos alimentares onde Dawn trabalha como contadora. Ela não consegue entender ironia, parece nunca saber a coisa certa a dizer, não tem nenhum amigo e seu dia é perfeitamente cronometrado. Por isso, quando Dawn não aparece no escritório certa manhã, sua colega de trabalho Natalie Farrell, uma mulher linda e carismática, a melhor vendedora da Vixed por cinco anos consecutivos, fica surpresa. E essa surpresa se transforma em horror depois que ela atende uma ligação anônima e perturbadora na mesa de Dawn. Isso muda tudo. Ao que parece, Dawn não era só uma pessoa esquisita e sem traquejo social: ela foi alvo de algo terrível causado por alguém próximo. E agora Natalie está irremediavelmente ligada à contadora quando se vê presa em um jogo de gato e rato que a leva a se perguntar: quem é a verdadeira vítima nessa história? Mas uma coisa é certa: alguém odiava Dawn Schiff. O suficiente para matá-la.

[Resenha] Corte de Espinhos e Rosas - Sarah J. Maas

12 de novembro de 2025

Olá meu meu povo!
Minha vida com livros se resume facilmente em antes e depois de Corte de Espinhos e Rosas. Ler esta obra foi, sem sombra de dúvidas, meu divisor de águas literário. Meu primeiro contato com a escrita da Sarah J. Maas abriu meus horizontes para um gênero que eu acreditava não gostar, e ao qual, até então, sequer havia dado uma chance real. Já nas primeiras páginas, entendi que havia encontrado um estilo de história capaz de fazer vibrar cada célula do meu corpo: a escrita, o enredo, a ambientação, os personagens... Era tudo atraente demais para se manter indiferente. E hoje, cerca de seis anos após esta experiência ímpar, decidi revisitar este universo. Imaginem a minha surpresa ao perceber que o meu eu de hoje amou tudo tanto quanto ou talvez até mais que o meu eu do passado. Sarah ainda é um fenômeno, sua bibliografia cresce com o passar dos anos e eu sigo fã, do tipo que anseia por suas novas publicações e que leria até sua lista de compras. Corte de Espinhos e Rosas é o primeiro livro de uma série em andamento, mas, indo além do óbvio, é meu primeiro amor fantástico.

Corte de Espinhos e Rosas (A Court of Thorns and Roses) 
Autor (a): Sarah J. Maas @SJMaas
Publicação: Galera
ISBN: 9788501105875 | Skoob
Gênero: Fantasia +16
Ano: 2015
Páginas: 434
Minha avaliação: 4/5★
Depois de anos sendo escravizados pelas fadas, os humanos conseguiram se libertar e coexistem com os seres místicos. Cerca de cinco séculos após a guerra que definiu o futuro das espécies, Feyre, filha de um casal de mercadores, é forçada a se tornar uma caçadora para ajudar a família. Após matar um féerico transformado em lobo, uma criatura bestial surge exigindo uma reparação. Arrastada para uma terra mágica e traiçoeira que ela só conhecia através de lendas, a jovem descobre que seu captor não é um animal, mas Tamlin, senhor da Corte Feérica da Primavera. À medida que ela descobre mais sobre este mundo onde a magia impera, seus sentimentos por Tamlin passam da mais pura hostilidade até uma paixão avassaladora. Enquanto isso, uma sinistra e antiga sombra avança sobre o mundo das fadas e Feyre deve provar seu amor para detê-la... Ou Tamlin e seu povo estarão condenados.

Releitura nunca foi um hábito para mim. Eu costumava acreditar que as primeiras impressões deveriam permanecer, não importa quão boa ou ruim uma história fosse; contudo, o tempo traz experiências e reformula nossas crenças e opiniões. Minhas percepções atuais me fizeram entender que vivências pessoais contribuem ativamente para a nossa visão de mundo e, dessa forma, o que parecia preto antes pode parecer branco em algum momento no futuro. Ainda assim, nada disso é uma matemática exata. Mas a possibilidade existe, sabe? Muitas vezes, as coisas se transformam e precisamos estar dispostos a enxergá-las de todas as formas possíveis. Então, hoje eu releio livros e revejo opiniões. Neste caso em específico, confesso que tive muito receio de não amar esta obra como na primeira vez, mas meu temor se provou infundado. Ao mesmo tempo em que alimentei a sensação de estar na companhia de um velho amigo, parecia que eu o estava lendo pela primeira vez.

[Resenha] Lore Olympus I: Histórias do Olimpo - Rachel Smythe

4 de novembro de 2025

Olá pessoas!
Não é por acaso que faz mais de um ano que não posto uma resenha aqui. Tirando o fato de que minha vida anda corrida, eu já não consigo mais escrever um texto completo que me agrade. É isso mesmo que vocês estão lendo. Sempre fui extremamente autocrítica com os meus textos e ainda assim, sei que estão longe da perfeição que gostaria de apresentar, acontece que antes eu conseguia pelo menos considerá-los minimamente bons. Hoje em dia, no entanto, escrevo retalhos de textos e não importa o que eu faça não consigo uni-los e torná-los aceitáveis para mim. Isso tem me frustrado em um nível acima da média. Hoje decidi me desprender um pouco desta cobrança que venho despejando sobre meus ombros ao longos dos anos, mas estejam avisados que definitivamente este texto não passou com honras pelo meu crivo. Lore Olympus I, é o primeiro livro de uma série que se originou como uma webtoom, uma espécie de quadrinho criado pra ser lido online, e tornou-se um fenômeno vencedor dos prêmios Eisner de Melhor Webcomic e Harvey.

Lore Olympus I: Histórias do Olimpo (Lore Olympus I) 
Coleção: Lore Olympus #01
Autor (a): Rachel Smythe
Publicação: Suma HQ
ISBN: 9788556511515 | Skoob
Gênero: Fantasia / HQ +16
Ano: 2022
Páginas: 384
Minha avaliação: 5/5★
Perséfone, a jovem Deusa da Primavera, acabou de chegar no Olimpo. Criada no reino mortal pela mãe de pulso firme, Deméter, ela recebe a permissão para viver no mundo dos deuses enquanto se prepara para seguir a vida como uma virgem sagrada. Quando a amiga Ártemis leva Perséfone para uma festa, sua vida muda completamente: lá ela conhece Hades, e o charmoso e incompreendido líder do Submundo desperta nela uma chama. Agora, Perséfone precisa aprender a lidar com as relações e as políticas confusas que regem o Olimpo, enquanto descobre seu lugar e seu próprio poder.

Preciso admitir que embora possua certa fascinação pela temática, não sou uma leitora assídua de mitos gregos, ainda assim, devido as inúmeras histórias disponíveis nos mais variados formatos posso dizer que possuo um conhecimento considerável a respeito de alguns deles, inclusive Hades e Perséfone possuem um lugar mais do que especial em meu coração. Sendo assim, eu estava pronta para gostar desta HQ, mas a Rachel Smythe entregou muito mais do que eu fui capaz de imaginar. Ambientado em uma sociedade moderna, Lore Olympus possui uma narrativa encantadora, divertida e sensível. Fiquei maravilhada com a caracterização dos personagens e suas personalidades, comovida com seus dilemas e ansiosa para acompanhar o desenrolar de suas histórias. O prenúncio de romance é envolvente e nos faz ansiar por mais a cada virar de páginas. No que se refere aos protagonistas como indivíduos, fica evidente que ainda há muito para se evoluir, tanto Perséfone como Hades possuem questões importantes que deverão ser melhor trabalhadas ao longo dos próximos volumes da série. 

[Resenha] Penitência - Kanae Minato

4 de março de 2024

Hey pessoal!
Este tem sido um ano de boas leituras, o que tem me deixado otimista ao ponto de desencalhar algumas histórias que estão na estante há tempo demais. Tenho Penitência desde que foi publicado aqui no Brasil e já havia tentado lê-lo em uma outra oportunidade mas a leitura não havia evoluído como eu gostaria, então eu adiei a experiência por uns cinco anos. E provando por A + B que sim, existe tempo certo pra tudo, eu finalmente pude me render a trama deste livro. A narrativa que não funcionou pra mim antes, me fez completamente cativa agora, a escrita de Kanae Minato é detalhista e até um pouco desinteressante no início, contudo passado a fase introdutória, cada informação descrita tem seu grau de relevância ampliado. Ao mesmo tempo em que eu precisava descobrir tudo sobre o crime principal, também me vi completamente absorta pelas vidas das quatro testemunhas. E o último capítulo soou para como um bônus, a resposta para a maioria dos meus questionamentos vinda diretamente da fonte. Este foi o primeiro livro da Kanae que li, mas sem sombra de dúvidas não será o último.

Penitência (Shokuzai) 
Autor (a): Kanae Minato @KMinato
Publicação: Gutenberg *Cortesia
ISBN: 9788582356074 | Skoob
Gênero: Mistério +18
Ano: 2019
Páginas: 192
Minha avaliação: 4/5★
Um arrepiante suspense psicológico sobre a vida de quatro mulheres, unidas para sempre por um dia terrível em sua infância. Quinze anos atrás, uma menina de 10 anos foi assassinada em uma pacata cidade do interior do Japão. Quatro garotas que estavam com a vítima pouco antes de ela ser morta falaram com o suspeito, mas, por algum motivo, nenhuma delas conseguia se lembrar do rosto dele, e o caso foi arquivado. A mãe, inconformada com a perda da filha, queria vingança, e ameaçou as garotas: “Eu nunca vou perdoar vocês. Façam o que for preciso para encontrar esse assassino. Se não conseguirem, cada uma terá que pagar uma penitência”. Mesmo com esse fardo sobre os ombros, as protagonistas, Sae, Maki, Akiko e Yuka, conseguem chegar à vida adulta. Mas uma série de tragédias as espera.

Não me recordo de já ter lido qualquer outro livro ambientado no Japão. Sempre vejo desafios literários que instigam o leitor a se aventurar por histórias de outras nacionalidades, mas confesso que quando escolho uma leitura, saber onde se passa é o último dos fatores que busco analisar. Minha experiência com Penitência, me fez absorver melhor a importância e o privilégio de poder conhecer tramas como esta. Estamos tão acostumados com arcos que se desenvolvem nos EUA e no Brasil, que pouco ou nada sabemos a respeito da enorme carga cultural que compõem as obras que se passam em outros países. Kanae Minato, tem uma escrita clara que transpira raízes e tradições, fui completamente absorvida pelo cenário descrito e me senti parte daquela região rural, daquele "lugar onde o ar brilha de tão limpo". Também me peguei pesquisando sobre as bonecas francesas, querendo visualizar melhor este símbolo de status tão notável, além disso, não pude deixar de me maravilhar pelas discrepâncias de comportamento, pensamentos e modo de agir dos moradores do interior em relação aos moradores da capital. Óbvio que tais diferenças são comuns em todo lugar, mas nesta história específica, me senti no melhor de dois mundos.

[Resenha] A sombra da terra do nunca - Nikki St Crowe

20 de janeiro de 2024

Hey meu povo!
Como anda o ritmo de vocês neste comecinho de ano? Por aqui as coisas estão fluindo preguiçosamente, este mês eu já criei e recriei várias metas, já organizei e desorganizei vários cronogramas e por ai vai. Estamos em fase de ajustes e, como eu assumidamente possuo uma enorme dificuldade com planejamentos a longo prazo, não consegui definir nada ainda. Dito isso, vamos ao que interessa! Não faz muito tempo que finalizei a leitura de A sombra da terra do nunca, e por ter várias considerações a fazer decidi não esperar para falar dele aqui. O segundo livro da série Vicious Lost Boys começa exatamente onde O Rei da Terra do Nunca parou, e embora este nos apresente um pouco (bem pouquinho mesmo) mais do universo fantástico de Neverland, Nikki segue deixando a desejar em pontos cruciais da história. Obviamente este não é o primeiro dark romance que leio, mas acredito que seja o primeiro cuja execução me desagradou tanto. Ainda assim, não posso negar que mesmo quando o enredo se mostra odioso, a escrita da autora ainda consegue te manter cativo.

A sombra da terra do nunca (The Dark One) 
Coleção: Vicious Lost Boys #02
Autor (a): Nikki St Crowe @NikkiStCrowe
Publicação: Universo dos Livros 
ISBN: 9786556096209 | Skoob
Gênero: Fantasia +18
Ano: 2023
Páginas: 256
Minha avaliação: 2/5★
O segundo volume da série Vicious Lost Boys dá sequência à releitura sombria, perversa e sexy da história de Peter Pan, Wendy e os Garotos Perdidos – todos já mais velhos –, perfeita para fãs de romances dark com relacionamentos quentes e conturbados e com personagens impiedosos ​​e moralmente ambíguos. Winnie Darling passou a maior parte da vida se sentindo morta por dentro. Mas quando conheceu Peter Pan e a Terra do Nunca, tudo mudou e ela finalmente se sentiu viva. Mas nem tudo são flores na mágica e ensolarada ilha. Há algo mais sombrio e sinistro assombrando a floresta, e uma guerra se aproxima. Se Peter Pan não conseguir recuperar sua sombra e assumir seu trono de direito, toda a Terra do Nunca estará em perigo, assim como o sombrio coração de Winnie.

Eu sou completamente apaixonada por narrativas dinâmicas e enredos cheios de reviravoltas que te obrigam a devorar capítulo após capítulo, mas ao contrário do que pode parecer, a agilidade da trama nem sempre remete a uma leitura de qualidade. A Nikki possui uma escrita aprisionadora, e apresenta plots twists dignos de atenção, contudo ela não consegue manter e/ou equilibrar todos os elementos que se propõe a escrever. Temos aqui um dark romance se desenvolvendo em um universo fantástico, um mundo cheio de possibilidades as quais a autora não parece disposta a explorar. A impressão que eu tenho é que a terra do nunca, suas sete ilhas, o povo das fadas, os piratas e toda a magia mencionada, são apenas um reles pano de fundo para a história que a Nikki realmente quer contar, e neste caso seria uma mulher sem qualquer propósito de vida, completamente desesperada para chamar e manter a atenção de quatro homens através do sexo. A relação partilhada por Winnie, Peter Pan e os meninos perdidos, é tão vazia, superficial e muitas vezes humilhante que dificilmente trará ao leitor contentamento. O comportamento degradante da protagonista é só um dos inúmeros fatores desta equação que tinha tudo para ser um sucesso mas que a cada novo livro se torna ainda mais desastrosa.

[Resenha] Divinos Rivais - Rebecca Ross

4 de janeiro de 2024

Olá pessoal!
Hoje eu quero falar sobre a melhor história que li ano passado. Antes de tudo preciso admitir que comprei este livro primeiramente pela estética e segundamente pelo hype gigantesco que ele está tendo, e posso falar? Nunca fui tão feliz com uma aquisição. Já faz alguns anos que busco "romantasias" que consigam equilibrar de forma satisfatória os elementos românticos e fantásticos que dão vida a trama, mas poucas vezes alcancei este feito. Felizmente, posso dizer que Divinos Rivais atendeu muito bem as minhas expectativas e me proporcionou uma experiência de leitura incrível. O primeiro título da duologia Letters of Enchantment se tornou um fenômeno mundial entre os leitores do gênero, em parte por desenvolver um romance arrebatador e em parte porque a autora soube como tornar sua história extremamente atrativa, revelando informações de forma muito bem pensada e retendo-as de maneira estratégica. Além disso, não posso deixar de mencionar o trabalho primoroso que a editora Alt dedicou a diagramação deste livro tornando a edição nacional uma verdadeira obra de arte.

Divinos Rivais (Divine Rivals) 
Coleção: Letters of Enchantment #01
Autor (a): Rebecca Ross @_RebeccaRoss
Publicação: Alt 
ISBN: 9786585348164 | Skoob
Gênero: Fantasia
Ano: 2023
Páginas: 464
Minha avaliação: 5/5★
Após séculos adormecidos, os deuses estão em guerra novamente. No entanto, a única preocupação de Iris Winnow, uma jovem jornalista de dezoito anos, é manter sua família unida e em segurança. Enquanto a mãe de Iris sofre para superar um vício e o irmão está desaparecido em meio às trincheiras da guerra, a melhor forma de a garota atingir seu objetivo é conquistando a vaga de colunista no jornal onde trabalha, a Gazeta de Oath. Enquanto isso, para lidar com suas preocupações, Iris escreve cartas para o irmão. Porém, misteriosamente, elas vão parar nas mãos de Roman Kitt, seu insensível e fascinante rival na redação do jornal. Quando ele passa a responder anonimamente as cartas, os dois criam uma conexão mágica que seguirá Iris até a linha de frente da batalha, em uma busca por seu irmão, pela salvação da humanidade e pelo amor.

Já nem me lembro a última vez que fiquei tão satisfeita ao acompanhar a construção de um casal, Roman e Íris são maravilhosos separados, mas juntos são esplêndidos. Sempre que faço uma leitura como esta costumo esperar alguns dias para escrever a respeito pois tenho plena consciência de que durante meus surtos apaixonados perco completamente minha objetividade, então deixo a empolgação diminuir. Mas sinto informar-lhes que desta vez não foi possível, este livro não sai da minha cabeça e cada vez que penso nele (o tempo todo) eu consigo amá-lo ainda mais. A Rebecca Ross foi certeira aqui, e se existe algum defeito nesta obra eu simplesmente não consegui encontrar. Os personagens são carismáticos e possuem histórias de vida bem desenvolvidas, o cenário é interessante, o enredo é viciante e a narrativa é espetacular. Divinos Rivais, despertou em mim uma fome desmedida que me fez devorá-lo em pouco tempo, e ao finalizá-lo desejei voltar ao início e passar por todo o processo de novo, e de novo. Os elementos fantásticos que compõem a trama também são de tirar o fôlego, a guerra travada entre dois deuses é misteriosa e desoladora, e a cada novo fragmento revelado se faz mais intrigante. 

[Resenha] M de Monstra - Talia Dutton

4 de dezembro de 2023

Hey pessoas!
Eu estou tão, mas tão orgulhosa de mim. Já faz alguns anos que eu comecei a desacreditar que poderia postar aqui de forma frequente como antes. Quando criei o blog, há mais de dez anos, era tudo tão fácil e natural, sabe? Eu simplesmente não soube lidar com as mudanças que minha rotina sofreu com o passar do tempo e achei que jamais conseguiria conciliar as coisas. Felizmente, eu me reorganizei e encontrei o caminho de volta. Eu sei que ainda está muito cedo para cantar vitória, mas é impossível não vibrar a cada nova publicação que vai ao ar. Eu estou amando estar neste espaço novamente, e considero cada texto escrito uma enorme conquista. Pensando neste momento maravilhoso que estou vivendo decidi trazer hoje mais uma publicação incrível da Suma HQ, esta em especial me inspirou a não desistir de quem eu sou e daquilo que gosto, e me forçou a dar mais um passo quando tudo o que eu queria era parar. M de Monstra é a obra de estreia da ilustradora e cartunista Talia Dutton, foi inspirada no clássico Frankenstein, e trás lições de valor inestimável. 

M de Monstra (M Is for Monster) 
Autor (a): Talia Dutton @Agent_Talia
Publicação: Suma *Cortesia
ISBN: 9788556511669 | Skoob
Gênero: Drama / HQ
Ano: 2023
Páginas: 224
Minha avaliação: 5/5★
Depois de perder a irmã mais nova, Maura, em um trágico acidente de laboratório, a dra. Frances Ai promete trazê-la de volta à vida. Entretanto, quem reaparece nessa tentativa claramente não é Maura. A criatura, que decide se chamar M, não tem recordações da vida de Maura e só quer seguir seu próprio caminho. Na esperança de retomar a rotina que tinham juntas, Frances quer que M seja como a irmã: uma cientista dedicada com quem dividia seus planos no laboratório. Buscando recuperar suas memórias, Frances cerca M de lembranças do passado de Maura ― porém, por mais que a doutora insista, M reluta em assumir uma identidade que não é a sua.

Eu ainda não li Frankenstein mas, assim como a maior parte da população mundial, conheço a história de uma das criaturas mais populares da literatura. Sendo assim, iniciei a leitura de M de Monstra pelo menos com uma percepção básica da história. Sabia que uma vida havia sido criada por meio de uma experiência científica, mas não imaginava que havia tanto para se esmiuçar a partir disso. Óbvio que a relação criador/criatura é amplamente trabalhada nesta narrativa, mas esta é apenas a ponta do iceberg, Dutton explorou com maestria temas como, identidade, individualidade, família, luto e o peso das expectativas. No final das contas, esta é uma leitura breve, cativante e comovente. A dualidade da situação me pegou desprevenida, ao mesmo tempo em que nos sensibilizamos com os conflitos e as inseguranças de M, também entendemos e nos compadecemos com o desespero e os sentimentos de perda e culpa que dominam Frances, bem como nos solidarizamos com as dores de Maura, que partiu de forma tão repentina e precoce. Indo além das ilustrações belíssimas que lembram o século XX, Talia possui uma escrita sensível que convence sem muito esforço. 

[Resenha] O Rei da Terra do Nunca - Nikki St Crowe

28 de novembro de 2023

Olá pessoas!
Eu ando consumindo literatura fantástica desenfreadamente, quem me vê nos dias de hoje nem imagina que houve um tempo em que eu fugia desse tipo de leitura. Meu vício atual são as popularmente denominadas "romantasias", aquelas fantasias que te apresentam tudo o que você tem direito mais uma boa dose de romance. Confesso que nem sempre este combo rende um bom resultado, não é todo mundo que consegue criar um mundo fantástico rico e interessante e ainda desenvolver um casal de tirar o fôlego, geralmente a balança acaba pendendo mais para um lado, e tudo bem sabe? Eu sigo buscando, e felizmente o mercado editorial tem servido muitas histórias assim. O Rei da Terra do Nunca é um lançamento recente da editora Universo dos Livros, o primeiro livro da série Vicious Lost Boys chegou aqui prometendo tudo, e eu obviamente não pude deixá-lo passar despercebido. Já adianto que sim, esta é uma daquelas narrativas aprisionadoras e que dá pra ler em um curto espaço de tempo, a Nikki definitivamente sabe bem como falar com o leitor, isto é inegável.

O rei da terra do nunca (The Never King) 
Coleção: Vicious Lost Boys #01
Autor (a): Nikki St Crowe @NikkiStCrowe
Publicação: Universo dos Livros 
ISBN: 9786556093741 | Skoob
Gênero: Fantasia +18
Ano: 2023
Páginas: 208
Minha avaliação: 3/5★
Uma releitura sombria, perversa e sexy da história de Peter Pan, Wendy e os Garotos Perdidos – todos já mais velhos –, perfeita para fãs de romances dark com relacionamentos quentes e conturbados e com personagens impiedosos ​​e moralmente ambíguos. As histórias estavam todas erradas… Hook nunca foi o vilão. Por dois séculos, todas as mulheres da família Darling desapareciam quando completavam dezoito anos. Às vezes, ficavam longe por um dia, uma semana ou até um mês. Mas sempre retornavam destruídas. Agora, na tarde do aniversário de dezoito anos de Winnie Darling, sua mãe está trancando todas as janelas e portas. Mas não adianta nada. A noite chegará, e o rei da Terra do Nunca irá pegá-la. E, dessa vez, ele e os Garotos Perdidos não a deixarão ir embora. 

Desde pequena eu nunca fui muito fã do Peter Pan, nem da Alice no país das maravilhas, nem do Mágico de Oz, nem do Soldadinho de chumbo... e assim foi e ainda é com muitos outros contos infantis. E por isso eu, obviamente, não conheço estas histórias em detalhes, sei a ideia geral de todas elas e só. Então eu não tinha sequer como imaginar tudo o que o universo fantástico de O Rei da Terra do Nunca poderia me ofertar mas me joguei mesmo assim, porque como disse antes, falou que é fantasia com romance eu estou dentro. E olha só a ironia de tudo, não demorou muito para que eu me percebesse completamente fascinada pela Neverland concebida pela Crowe, eu fiquei completamente apaixonada pelas possibilidades que foram surgindo, pelas nuances descritas e pelas criaturas místicas que lá habitam. No final das contas parece que eu deveria ter dado mais atenção a história do Peter Pan, não é mesmo? Devido meu conhecimento limitado da trama original, não sei discernir o que foi inspiração e o que foi criação própria, mas afirmo que todo universo e seus componentes deveriam ter tido mais destaque, ainda mais por este ser o livro de apresentação da série. É aquele lance da balança, sabe? Aqui ela pendeu mais para o romance.

[Resenha] Está tudo bem - Mike Birchall

24 de novembro de 2023

Olá pessoas!
Ano passado a editora Suma deu início a uma nova modalidade de publicação e desde então a Suma HQ tem nos presenteado com títulos incríveis que foram produzidos com uma qualidade editorial inquestionável. Está tudo bem, é o lançamento mais recente deste selo, a série mais popular do Webtoon na categoria horror é inspirada em 1984, de George Orwell, e foi indicada ao prêmio Harvey. Este volume reúne os primeiros dezesseis episódios do Webtoon Everything is Fine, que até o presente momento possui um pouco mais de sessenta episódios disponíveis para leitura online, além disso o livro físico inclui conteúdo extra inédito. Quando a Suma anunciou a publicação desta obra alguns meses atrás eu me vi tomada por uma curiosidade crescente, fiquei intrigada com a forma que o Mike escolheu para apresentar sua história, personagens sob uma casca fofa protagonizando uma narrativa permeada de horror e aflição. É diferente de tudo o que eu já vi, e é genial.

Está tudo bem (Everything is Fine) 
Coleção: Está Tudo Bem #01
Autor (a): Mike Birchall @MikeBComics
Publicação: Suma *Cortesia
ISBN: 9788556511881 | Skoob
Gênero: Horror / HQ +18
Ano: 2023
Páginas: 272
Minha avaliação: 5/5★
Sam e Maggie são um casal perfeitamente normal, que mora em um bairro perfeitamente normal, com um cachorro, chamado Winston, perfeitamente normal. Todas as casas da vizinhança são iguais. As pessoas são parecidas e falam de maneira similar. Olhando de fora, está tudo bem. Mas… será que está mesmo? Já faz algum tempo que o adorável Winston está morto. Sam e Maggie começam a ter dificuldades para manter a imagem da vida suburbana perfeita. O mistério continua e, apesar de estarem tão “bem” quanto possível, eles são vigiados por câmeras e passam a questionar as próprias decisões. Reprimindo sentimentos, ocultando lembranças e vivendo estranhamente desconectados, os dois estão a apenas um equívoco de algo muito mais sinistro. Em uma sociedade controladora que pune rigorosamente os que questionam e se rebelam, o que acontece quando, na realidade, não está tudo bem?
Embora eu ainda não tenha lido 1984, por favor não me julguem, conheço a premissa básica deste clássico e pude perceber com facilidade a influência de Orwell nesta obra. Mas indo além do óbvio, pude me perder completamente nos traços e na apresentação de Birchall, o autor de Está tudo bem possui um talento inegável para o suspense. Na maior parte do tempo as informações nos são ofertadas em doses homeopáticas, o que dita um ritmo controlado ao enredo, em paralelo a isto vão surgindo pequenos alertas vermelhos que nos fazem tremer diante das páginas. É tudo tão sutil e visceral, o cenário idílico é um dos principais indícios de que está tudo errado, que esta perfeição doentia e pré-estabelecida esconde algo muito podre. Além disso, Mike consegue transpor em muitas cenas que a cegueira aparente da população nada mais é do que um subterfúgio. Um jogo perigoso está sendo jogado, uns tentam manter o poder sobre controle, outros desejam sobreviver e se beneficiar, mas existe uma parcela que quer descobrir o oculto, escapar das amarras e destruir seus carrascos. 

[Resenha] Deuses de Neon - Katee Robert

20 de novembro de 2023

Olá pessoal!
A esta altura do campeonato eu meio que já aceitei que não vou conseguir postar aqui como antes, uma vez que meu ritmo de leitura caiu drasticamente. Além disso, eu ando ainda mais exigente com meus textos, as horas passadas diante do computador não rendem muitos bons frutos como antes, nada do que produzo parece bom o suficiente mesmo depois de apagá-los e reescrevê-los inúmeras vezes. Eu sempre tenho tanto a falar, sabe? Está ficando difícil sintetizar isso de forma satisfatória. Com o passar dos anos toda esta auto cobrança tem me sabotado numa intensidade cada vez maior, e isso se reflete na inconstância de postagens por aqui. Mas pode acreditar que eu estou tentando melhorar isso. Agora deixando de lado minha crise existencial e focando no que interessa, hoje estou trazendo minhas impressões a respeito de Deuses de Neon, o primeiro livro da série Dark Olympus de Katee Robert. Já adianto que esta é uma daquelas histórias que transbordam entretenimento raso, feita sob medida para fisgar e prender o leitor até a última página.

Deuses de Neon (Neon of Gods) 
Coleção: Dark Olympus #01
Autor (a): Katee Robert @Katee_Robert
Publicação: Astral Cultural
ISBN: 9786555663426 | Skoob
Gênero: Romance +18
Ano: 2023
Páginas: 352
Minha avaliação: 4/5★
Perséfone, a queridinha da sociedade, planeja fugir da reluzente e ultramoderna cidade de Olimpo e recomeçar longe da política traiçoeira das Treze Casas. Mas seus planos são ameaçados quando a mãe a envolve na armadilha de um noivado com o poderoso Zeus, com quem qualquer pessoa da cidade superior daria tudo para se casar. Qualquer pessoa, menos Perséfone. Ela então foge para a proibida cidade inferior e faz um acordo com um homem que ela acreditava ser um mito, um homem que a desperta para um mundo que ela nunca soube que existia. Hades passou a vida nas sombras e não tem intenção de ingressar na luz. Mas, quando descobre que Perséfone pode oferecer uma pequena porção da vingança que ele deseja há tantos anos, ele decide ajudá-la – claro, por um preço. No entanto, cada noite ardente que eles passam juntos desperta em Hades um sentimento por Perséfone, e agora ele é capaz de entrar em guerra com todo o Olimpo para mantê-la por perto.
Eis que surge mais uma releitura moderna do mito de Hades e Pérsefone, e embora eu não seja lá uma grande fã da mitologia grega, sou uma leitora curiosa que ama romances e por isso sou uma presa fácil dessas narrativas tão comuns. E é neste ponto que eu preciso admitir que não resisto aos estereótipos que são recorrentemente atribuídos a este casal. Quando o assunto é Hades, deus do sub mundo, guardião dos mortos, o temível e implacável, logo imaginamos um homem confiante, inatingível e extremamente poderoso, correto? Pelo menos é esta a imagem que surge diante dos meus olhos. Da mesma forma, Pérsefone possui características próprias que lhe são facilmente conferidas, a deusa da primavera, de beleza descomunal, gentil e ingênua talvez? Se existe um fato incontestável, é que esse tipo de casal clichê, homem forte-mulher frágil, está caindo em desuso. E embora eu ainda goste desta combinação (desde que haja equilíbrio, é claro), tenho sido facilmente arrebatada quando me deparo com o inverso da situação. Neste caso, Deuses de Neon serve maravilhosamente bem, indo na contramão do que se espera Katee Robert nos presenteia com um Hades e uma Pérsefone completamente fora dos padrões pré-estabelecidos.

[Resenha] Sob o mesmo teto - Ali Hazelwood

4 de fevereiro de 2023

Olá pessoas!
Como estão vocês? Eu ando meio insegura para escrever resenhas para o blog. Sempre me esforcei muito para oferecer o melhor que posso nos textos publicados aqui, e depois de um tempo afastada me sinto enferrujada e um pouco fora de lugar. Mas boas histórias tem o poder de me fazer tentar. Então esta sou eu, tentando. Li Sob o mesmo teto depois de um longo período de meias leituras, e fiquei encantada com a leveza dessa história ao ponto de querer muito falar sobre ela. Sinceramente trata-se de uma trama simples, sem muitas reviravoltas ou profundidade, um entretenimento fútil que serve muito bem ao propósito de prender e comprazer o leitor. Eu já havia tomado conhecimento de outros títulos da Ali Hazelwood que saíram pela editora Arqueiro, e sempre alimentei um interesse moderado em conhecê-los, isso sem sombra de dúvidas se intensificou após esta leitura, a autora possui uma escrita agradável, e nesta obra em específico trouxe algumas temáticas importantes que foram abordadas de forma breve, e que se melhores trabalhadas poderiam ter dado mais corpo ao enredo, mas em se tratando de um romance curtinho, penso que Sob o mesmo teto é o que deveria ser. Gostoso de ser lido, bem escrito e divertido.

Sob o mesmo teto (Under One Roof) 
Coleção: Odeio te amar #01
Autor (a): Ali Hazelwood @eversoali
Publicação: Arqueiro 
ISBN: 9786555654356 | Skoob
Gênero: Romance
Ano: 2023
Páginas: 148
Minha avaliação: 4/5★
Na primeira história da série Odeio Te Amar, a engenheira ambiental Mara acaba de conseguir seu emprego dos sonhos na agência de proteção ambiental americana em Washington. Porém, como nem tudo é perfeito, Helena, sua referência mais próxima de família, além de sua orientadora no doutorado e grande mentora, acaba de falecer. Para sua surpresa, Mara descobre que ela lhe deixou uma casa de herança. O problema é que Liam, o detestável sobrinho de Helena, já mora lá e também tem direito à propriedade. Obrigada a compartilhar a casa com um estranho que não respeita regras e ainda por cima trabalha para uma petroleira, Mara esquece que todo ecossistema necessita de equilíbrio e declara guerra. Ela não quer desistir de algo que é seu por direito e, conforme conhece melhor Liam, com todos aqueles músculos e uma boca irresistível, vai precisar se esforçar para não se entregar ao lado não sustentável da força.
Após um longo período me alimentando quase que exclusivamente de fantasias e romances adultos, eis que finalmente me deixei fisgar por um Chick-lit novamente. Eu amo comédias românticas, clichês e casais fofos, mas nos últimos anos não usei muito do meu tempo para conhecer as novidades que vêm surgindo neste nicho. Felizmente, minha procura por uma leitura leve e breve me levou a Sob o mesmo teto. Juro que não esperava muito dessa história, mas Ali Hazelwood mostrou a que veio logo nas primeiras páginas e eu não tive a menor chance. Me apaixonei perdidamente por tudo nesta trama, os personagens, a rotina descrita, o casal... Eu não fazia ideia de que precisava ler este livro, até ler este livro. Talvez os leitores assíduos do gênero considerem um exagero toda essa minha empolgação, mas venhamos e convenhamos, depois de anos estou de volta aos romances água com açúcar, e a sensação que eu tenho é a de estar revisitando um lugar antigo que havia esquecido que amava tanto. E que delícia é poder estar de volta.

[Resenha] O Banqueiro - Jas Silva

4 de setembro de 2022

Olá meu povo!
Olha só quem está chegando com uma resenha fresquinha \o/. Eu definitivamente perdi o controle da minha vida nos últimos meses. Sabe quando você deseja planejar e cumprir metas importantes, mas a exaustão e a rotina te aprisionam? Então, esta tem sido minha existência ultimamente. Nesses momentos é sempre muito difícil encontrar livros que consigam prender minha atenção, mas com o tempo eu entendi que os Romances Eróticos possuem o dinamismo capaz de me resgatar desses buracos negros da existência, e sempre que preciso recorro a este trunfo. Pode até parecer estranho mas isso tem funcionado recorrentemente ao longo dos anos. O Banqueiro, foi o primeiro livro que consegui devorar (em poucas horas diga-se de passagem) após incontáveis meias leituras. Este é um lançamento de Jas Silva, uma escritora nacional que possui uma escrita arrebatadora. Suas histórias são direcionadas a um público bem específico, sendo assim, se você curte personagens obsessivos e extremamente controladores, que possuem o mundo na palma das mãos mas não levam nem dois segundos para caírem de joelhos aos pés de uma mocinha forte e decidida com ares de inocência, se jogue sem medo pois esta história vai te prender do inicio ao fim.

O Banqueiro 
Coleção: Homens no Poder #01
Autor (a): Jas Silva @jassilva5
Publicação: Independente 
ISBN: B0B9P2W39N | Skoob
Gênero: Romance +18
Ano: 2022
Páginas: 318
Minha avaliação: 4/5★
Desde o momento em que Theodoro Trajano conhece a jovem Ava Theron, o banqueiro de 37 anos passa a ter duas certezas: a primeira, é que ele a terá em sua cama. A segunda, é que a intensa e sedutora atriz tem tudo para se transformar em seu maior erro. O que Theodoro jamais imaginou, foi que se tornaria obcecado pela garota de profundos olhos azuis e uma franja torta que o atormenta. Ava o seduz com pouco, desde o péssimo hábito em contrariá-lo em tudo, até as constantes tentativas da garota em fazer com que ele perca o controle. Quando o passado bate à porta, o misterioso e possessivo banqueiro se vê diante de um dilema. Assim como Ava, que se torna incapaz de compreender qual o seu papel na vida de Theodoro. Que, implacável, sabe exatamente o que precisa ser feito. Só há um problema: ele não vai deixá-la sair de sua vida. “Nem mesmo que Ava implore.”
Eu leio há tempo suficiente para ter cultivado algumas manias e pontos fracos, e estes últimos começam a ganhar espaço em minhas escolhas literárias. Estou numa fase em que não consigo me forçar a nada, depois dos trinta é meio triste ter que desperdiçar tempo com coisas que você acha que deveria, ao invés de com aquelas que você realmente gostaria. E é por isso que, eu faço, falo, como, leio... apenas o que eu gosto, e neste caso específico, eu sou fissurada por narrativas dinâmicas, personagens poderosos cheios de personalidade e romances conturbados. E é exatamente isto que eu busco nos romances eróticos, não vou ser hipócrita e dizer que não curto um casal com uma boa química, é óbvio que este é um ingrediente importante em qualquer romance adulto de respeito. Contudo, o erotismo propriamente dito, não é um ingrediente tãaaao ansiado por mim (confesso que pulo as descrições de sexo quando estas se repetem com muita frequência), já o drama e os conflitos, cuja intensidade nos leva a beira da insanidade, tem toda a minha atenção e respeito. 

[Resenha] Mordida - Sarah Andersen

28 de fevereiro de 2022

Olá meu povo!
Vocês estão percebendo meu esforço pra colocar esse bloguíneo nos eixos? Espero que sim, porque olha, não está sendo fácil viu? Mas ao mesmo tempo que está sendo difícil reorganizar toda a minha rotina, também é muito gostoso poder estar aqui com certa frequência novamente, e o melhor é que quanto mais eu me dedico maior é minha empolgação para seguir criando conteúdo pra vocês. É quase como se eu estivesse de volta aos primeiros anos do blog, quando o ponto alto do meu dia era vir aqui e surtar com o último livro que li. Está sendo maravilhoso e eu torço pra que essa fase dure o máximo possível, agora chega de papo, né? Vamos ao que interessa? Li muitos livros ano passado e por motivos diversos acabei não os resenhando aqui, mesmo assim suas histórias permaneceram comigo e com elas a necessidade de compartilhá-las com vocês. Então tentarei sanar essas pendências ao longo dos próximos meses. Por isso falaremos hoje sobre Mordida, o segundo webcomic da Sarah Andersen que tive o privilégio de reler este ano.

Mordida (Fangs)
Autor (a): Sarah Andersen @SarahCAndersen
Publicação: Seguinte *Cortesia 
ISBN: 9788555341441 | Skoob
Gênero: Fantasia
Ano: 2021
Páginas: 112
Minha avaliação: 4/5★
Em seus trezentos anos de vida, a vampira Elsie nunca encontrou um par perfeito. Tudo muda quando ela conhece Jimmy, um lobisomem encantador, com uma forte tendência a sair correndo por aí na lua cheia. Cada qual com seus hábitos incomuns, juntos eles levam uma vida de casal deliciosamente macabra, curtindo filmes de terror e livros de suspense, fazendo passeios à sombra e saciando seu apetite voraz em jantares refinados (sem alho!). Com traço gótico, humor ácido e repleto de romantismo, Mordida retrata os dramas reais de se apaixonar por alguém perfeito para você – mas ao mesmo tempo muito diferente. Em edição de luxo, com capa dura de tecido e laterais pintadas de preto, este é um livro de morrer.
Depois de conquistar uma legião de fãs com a coleção de tirinhas Sarah's Scribbles, a renomada ilustradora e cartunista Sarah Andersen reúne em sua webcomic mais recente um compilado que dá vida ao romance sobrenatural protagonizado por uma vampira centenária e um lobisomem despojado. E ao mesmo tempo em que encontramos aqui muitas referências ao tom sarcástico da autora, também percebemos uma evolução considerável em suas ilustrações, que por sua vez são marcadas por traços mais definidos, organizados e menos caricatos. Diferente da pequena descabelada de olhos esbugalhados que nos acostumamos a acompanhar nos últimos anos, temos aqui personagens com características mais genuínas. Eu nunca neguei que sou uma grande admiradora dos quadrinhos da Sarah, em especial devido a sua capacidade excepcional de entreter ao mesmo tempo em gera identificação com suas tiradas irônicas e humor ácido, e este é sem sombra de dúvidas mais um trabalho que depõe a favor das inegáveis habilidades da artista.

[Resenha] Desejo Insaciável - Kresley Cole

16 de fevereiro de 2022

Olá meu povo!
Como andam as experiências literárias de vocês? Por aqui ando tendo tombos épicos. O fato é que, recentemente consegui assinar o Kindle Unlimted por uma bagatela, e como vou ter este recurso disponível pelos próximos nove meses, decidi usufruir deste meu beneficio. Ultimamente tenho preferido ler histórias fantásticas, protagonizadas por fadas, vampiros, bruxas... Mas e os lobisomens? Não sei se ando procurando errado, mas tenho tido dificuldade para encontrar narrativas do tipo. Parece que os féericos caíram no gosto popular e ninguém mais quer escrever sobre lobisomens e vampiros. Eu sempre li de tudo um pouco, mas existem algumas tramas que eu consigo devorar com facilidade, então em dias tediosos quando nada consegue manter meu interesse, eu busco por esses curingas da literatura que mandam a ressaca embora instantaneamente. Raramente são histórias excepcionais, mas sempre muito ágeis, repletas de reviravoltas e impossíveis de largar. E foi juntando a fome com a vontade de comer que encontrei Desejo insaciável disponível no KU e me joguei de cabeça na maior decepção do ano.

Desejo Insaciável (A Hunger Like No Other)
Coleção: Imortais #01
Autor (a): Kresley Cole @kresleycole
Publicação: Valentina
ISBN: 9788565859844 | Skoob
Gênero: Fantasia +18
Ano: 2016
Páginas: 352
Minha avaliação: 1/5★
Depois de suportar anos a fio torturas constantes comandadas pela Horda dos vampiros, Lachlain MacRieve, líder do clã dos Lykae, fica enfurecido ao descobrir que sua parceira, há tanto tempo profetizada e pela qual espera há mais de um milênio, é uma vampira, assim como seus captores. Na verdade, Emmaline Troy é metade Valquíria, metade vampira. Jovem delicada e etérea que, com seu jeito todo especial de ser, é a única que pode suavizar a fúria que incendeia o faminto Lykae. Uma vampira prisioneira de sua fantasia mais selvagem... A doce Emmaline decide sair pelo mundo em busca da verdade sobre seus pais desaparecidos. Em Paris, um poderoso espécime Lykae a encontra, determina que ela será a sua parceira por toda a eternidade e a leva para o castelo escocês dos seus ancestrais. Lá, o pavor que Emmaline sente do Lykae – e da sua insaciável fome de prazer – faz com que ele inicie um lento e envolvente jogo de sedução e ela liberte suas mais sombrias fantasias.
Este livro contém assuntos sensíveis/gatilhos: violência, abuso físico e psicológico e tentativa de suicídio.

Já faz um bom tempo que sou constantemente aprisionada por histórias péssimas, e isso não está, sob hipótese alguma, relacionado aos personagens ou ao enredo. Preciso admitir que o magnetismo que tais tramas tem sobre mim se deve única e exclusivamente a narrativa ágil de alguns autores, eu não consigo resistir a uma leitura fluída, mesmo quando o que está sendo contado me faz querer enfiar a cabeça em um buraco. E desta vez não foi diferente. Ainda não havia lido nada da Kresley, e ao invés de me ater as críticas decidi dar um voto de confiança as informações interessantes que obtive através da sinopse. Não demorou muito para que eu percebesse que mais uma vez eu havia caído em minha própria armadilha, e mesmo desejando muito não consegui abandonar a história mais sem pé nem cabeça que tive a oportunidade de ler nos últimos anos. E isso só pra começar.

[Resenha] Anne de Green Gables - Lucy Maud Montgomery

12 de fevereiro de 2022

Olá amorecos!
Como estão? Espero que todos bem. Por aqui as coisas estão caminhando aos trancos e barrancos, mas seguindo, do jeitinho que deve ser. Mês passado eu descobri que a editora Principis havia lançado o livro Anne de Green Gables na versão quadrinhos, e não pude resistir a esta capa. Me diz se não é a coisa mais linda que você viu hoje. Mas indo além do óbvio, eu preciso dizer que esta edição é uma obra de arte, e confesso que fiquei impressionada com um trabalho de tanta qualidade ofertado há um preço bem abaixo do que costumamos encontrar no mercado atualmente. Faço votos de que isso se popularize e nós pobres leitores possamos voltar a consumir bons livros há preços acessíveis. No mais, preciso parabenizar a todos os colaboradores que tornaram esta HQ possível, a história de Anne contada de forma tão singela e alegre, tal qual ela merece.

Anne de Green Gables (Anne of Green Gables)
Autor (a): Lucy Maud Montgomery
Ilustrador: Mario Cau
Publicação: Principis
ISBN: 9786555524598 | Skoob
Gênero: HQ
Ano: 2021
Páginas: 96
Minha avaliação: 5/5★
Os irmãos Marilla e Mathew Cuthbert buscavam um garoto para lhes ajudar nas tarefas, mas, por uma brincadeira do destino, receberam em sua casa a espirituosa Anne Shirley, uma ruivinha falante e cheia de imaginação. Diante de Green Gables, ela não cabe em si de tamanha alegria por finalmente ter uma família. Escola, amigos, sonhos, travessuras e aprendizados. Uma nova vida está começando para Anne e para todos que fizerem parte da sua história.
Eu me apaixonei pela Anne assistindo a adaptação que está disponível na Netflix, e desde então quis conhecer tudo sobre sua história. Confesso que demorei tempo demais para escolher uma edição, buscava em meio a tantas editoras e tantos lançamentos algo que me agradasse em qualidade e preço. E finalmente, depois de muito pesquisar, comecei minha coleção. Ainda não tenho todos os títulos, mas estou quase lá e assim que estiver tudo certo pretendo lê-los e contar mais a respeito de tudo isso pra vocês. Por hora, vamos nos ater a esta belezinha que mal chegou por aqui e já se tornou um dos meus queridinhos. Estou completamente apaixonada por esta HQ, que a meu ver tem o melhor de dois mundos. Aqui vocês encontram a maravilhosa história da menina Anne, narrada pela icônica Lucy Maud Montgomery, e se encantam pelos traços impecáveis do talentosíssimo ilustrador Mario Cau.

[Resenha] A outra face - Sidney Sheldon

4 de fevereiro de 2022

Hello meu povo!
Quando o assunto é autor favorito, existe um nome que não sai do meu top um. Sidney Sheldon foi o primeiro escritor pelo qual me apaixonei, foi através de uma de suas histórias que descobri minha obsessão pela leitura e por isso, o tenho na mais alta conta. E apesar disso, o passar implacável dos anos me levou a negligenciar suas obras. Sempre sonhei em ler/ter tudo do Sidney, mas por estar sempre atenta as novidades acabei me perdendo de alguns objetivos antigos. Contudo, estou determinada a resgatar alguns projetos que deixei pra trás, e isso nos trás ao post de hoje. A outra face, vencedor do prêmio Edgard Allan Poe na categoria romance de estreia e romance do ano, foi publicado na década de setenta e é o responsável por apresentar ao mundo um dos maiores escritores de suspense de todos os tempos.

A Outra Face (The Naked Face)
Autor (a): Sidney Sheldon
Publicação: Record 
ISBN: 9788501094360 | Skoob
Gênero: Suspense
Ano: 2011
Páginas: 239
Minha avaliação: 3/5★
A outra face é um thriller psicologicamente intenso. Vencedor do Edgar Allan Poe, um dos mais importantes prêmios para escritores de mistério e suspense, o livro conta a história de Judd Stevens. Psicanalista bem sucedido, ele se vê subitamente imerso numa rede de intrigas que pode lhe custar a liberdade... e a vida. Duas pessoas de seu circulo pessoal foram assassinadas. Terá sido obra de algum de seus pacientes? Talvez um neurótico movido por uma louca compulsão? Entre os suspeitos estão uma atriz decadente e ninfomaníaca, um pai de família com tendências homossexuais, um empresário problemático, uma jovem misteriosa e, por que não, até mesmo o próprio Dr. Stevens... Se não conseguir penetrar na mente deste perigoso assassino, o psicanalista pode ser preso. Ou, algo ainda mais aterrador, ele pode ser a próxima vítima. Antes que o assassino volte a atacar, Dr. Stevens precisa revelar sua identidade e expor suas emoções, medos e desejos.
Li este livro pela primeira vez há vários anos, tantos que, durante esta releitura, parecia que eu o estava lendo pela primeira vez. Foi incrível poder me surpreender novamente com cada descoberta. Mas além das boas surpresas, pude perceber algumas problemáticas na narrativa que não me chamaram tanto a atenção durante a primeira leitura. O Tenente McGreavy, responsável pela investigação dos assassinatos, protagoniza pelo menos meia dúzia de falas homofóbicas e racistas, e estas surgem no texto sem muito propósito, além de claramente retratar o cenário preconceituoso no qual a história se desenrola e de destacar a personalidade tosca do policial, além disso, Judd faz um mal julgamento de valor, que está diretamente ligado ao fato da vítima de seu escrutínio ser gordo, e por fim, uma das questões que mais me incomodou, foi o fato de um dos pacientes do psicanalista, estar se tratando com ele em busca da "cura gay", e não apenas isso, durante a história afirma-se que o dito cujo alcançou seu objetivo e após ser "curado da sua homossexualidade" está novamente apto para coabitar com seus familiares (esposa e filhos), tirando esta última questão, nenhuma das demais é romantizada, mas tão pouco problematizada de fato. Óbvio que levei em conta a época em que o livro foi escrito e como essas questões eram vistas, mesmo assim finalizei a leitura com sérias dúvidas quanto ao real posicionamento do autor, inclusive é algo que pretendo pesquisar mais a fundo.

[Resenha] Evidências de uma traição - Taylor J. Reid

6 de janeiro de 2022

Olá cariños!
É com imensa alegria e satisfação que eu informo que minha primeira leitura do ano chegou chegando. F I N A L M E N T E eu consegui verdadeiramente amar algo escrito pela Taylor Jenkins Reid, juro que já não acreditava mais ser possível gostar de uma história dessa mulher. Então é isso pessoal, me rendi, fui arrebatada pelo hype, e mesmo que este livro dela não seja tão popular quanto Dasy Jones and The Six, Os Sete Maridos de Evelyn Hugo ou Malibu Renasce, já me sinto parte da manada rs. O fato é que Evidências de uma traição possui um desenvolvimento que me encheu os olhos, e o desfecho me fez querer gritar um gigantesco "chupa babaca". Vocês não tem noção, parecia final de copa do mundo aqui em casa, não tem nada que possa dizer que transmita o nível de satisfação que senti ao finalizar esta leitura, mesmo assim ainda faltou um pouco para atingir a perfeição, quem sabe uma resposta à aquela última carta, hein?

Evidências de uma traição (Evidence of the Affair)
Autor (a): Taylor Jenkins Reid @tjenkinsreid
Publicação: Paralela *ARC
ISBN: B09LJZN7GG | Skoob
Gênero: Conto
Ano: 2021
Páginas: 101
Minha avaliação: 5/5★
Uma jovem desesperada no sul da Califórnia se senta para escrever uma carta para um homem que ela nunca conheceu – uma escolha que mudará sua vida para sempre. Pouco a pouco, a correspondência entre Carrie Allsop e David Mayer revela os detalhes de um caso devastador entre seus cônjuges. Ao longo das cartas, eles confessam seus medos e compartilham sentimentos escondidos no fundo de suas almas, tentando decidir como seguir em frente. Contada inteiramente por meio de cartas, Evidências de uma traição é uma história de decepções, mágoas e segredos, mas também de perdão e recomeços, e de como, no caso de algumas pessoas, a dor pode libertar.
Iniciei essa leitura pisando em ovos, em parte porque já tive experiências negativas com histórias dessa autora e em parte porque a temática central costuma me deixar desconfortável. Eu simplesmente odeio tudo que se refere a traição, não consigo relevar ou passar pano, mesmo quando a história é construída com intuito de nos levar a isso (Talvez um dia da Colleen Hoover que o diga). Não consigo romantizar um casal que se forma sobre o sofrimento de outras pessoas. Claro que muita gente leva em conta o fato de tais histórias (infelizmente) refletirem uma realidade comum, eu já penso que a vida é feita de escolhas, e me perdoem pelo julgamento mas não consigo ver com bons olhos uma pessoa (seja na ficção ou no mundo real) que opta por construir algo tendo como base mentiras e enganação. Em suma, não me desce nem com muito esforço. Sendo assim, eis que já estava totalmente preparada para mais uma experiência pouco proveitosa, mas felizmente o tombo veio. E que tombo meus amigos, inclusive estou digitando esse texto aqui do chão porque claramente ainda não consegui me recuperar. 

[Resenha] Desejo: Dê uma mordida - Tracy Wolff

4 de janeiro de 2022

Olá meu povo!
Durante minha adolescência consumi uma série de histórias sobrenaturais que na época eram febre e hoje são tachadas de "questionáveis". Mesmo assim, conservo dentro de mim certo carinho por tais obras, tanto que receio relê-las e perder o encanto que me envolve há tanto tempo. Sendo assim, por que não dar uma chance a novas histórias do mesmo segmento? Foi pensado em me permitir ser fisgada por novas fantasias juvenis protagonizadas por bruxas, vampiros e lobisomens que embarquei nesta história. Contudo, Desejo só me fez questionar ainda mais tudo o que já experienciei com histórias do gênero, era tudo tão ruim, fútil e superficial assim mesmo? Ou a qualidade decaiu drasticamente com o passar dos anos? Com toda a sinceridade educada que consegui reunir, preciso dizer que o Melhor YA de 2020 pela Amazon foi, para mim, uma das maiores decepções do ano, isso levando em conta que minhas expectativas com relação a ele sempre foram mínimas. Obviamente, minha opinião não é uma unanimidade, muitos leitores possuem visões completamente opostas à minha e "tá tudo certo".  

Desejo: Dê uma mordida (Crave)
Coleção: Desejo #01
Autor (a): Tracy Wolff @TracyWolff
Publicação: Astral Cultural 
ISBN: 9786555661682 | Skoob
Gênero: Fantasia
Ano: 2021
Páginas: 496
Minha avaliação: 2/5★
Meu mundo mudou por completo quando entrei na Academia Katmere. Este lugar e os alunos que estudam aqui são muito estranhos. Aqui estou eu, uma simples mortal entre deuses... ou monstros. Ainda não consigo decidir a qual dessas facções em guerra eu pertenço, ou mesmo se pertenço a alguma delas. Tudo que sei é que a única coisa que os une é o ódio que sentem por mim. E há também Jaxon. Um vampiro com segredos mortais que não sente nada há cem anos. Mas há algo nele que me atrai, algo que se quebrou e que, de algum modo, se encaixa no que se quebrou em mim. E isso pode trazer a morte para todos nós. Há uma razão para Jaxon ter erguido muralhas ao redor de si mesmo. Agora, alguém quer acordar um monstro adormecido, e eu fico me perguntando se fui trazida aqui intencionalmente, como isca.
Sendo direta e reta, esta história não traz nada realmente novo. Trata-se de um clichê típico, onde a mocinha chega cheia de si, prometendo personalidade e atitude, mas dois segundos depois de conhecer o protagonista ela se torna uma massa disforme, que não pensa, não fala e não sente nada que não esteja ligado a ele. Grace acabou de perder os pais, e está passando por uma transição muito difícil, vivendo em um lugar isolado em meio a pessoas completamente estranhas, ela inevitavelmente se sente deslocada e por vezes até desconfortável, contudo, basta poucos minutos na presença de Jaxon, o mais popular e insolente de toda a Academia Katmare, para ela esquecer todo o resto e começar orbitar ao redor dele. Desde o primeiro instante a garota se cerca de certezas que só existem na cabeça dela, basta um olhar, e ela simplesmente sabe que Jaxon está quebrado e que, pasmem, ela é capaz de concertá-lo. Ela SABE que é a salvadora da "alma atormentada" do cara que ela acabou de conhecer. Mais batido que isso, só o fato de, inicialmente, Jaxon a repelir na mesma medida que ela se sente atraída por ele.

[Resenha] Meu corpo virou poesia - Bruna Vieira

4 de novembro de 2021

Olá cariños!
Quando entrei na blogosfera há mais ou menos uns oito anos atrás, Bruna Vieira já era referência no meio. Tanto o blog como o livro Depois dos Quinze despertavam o interesse da grande maioria, e comigo não foi diferente. Eu quis conhecer esta história, e mesmo sem ler o livro de fato, eu conheci. Havia trechos da Bruna por todo lugar e eu os colhi aqui e ali, e acreditei que um dia leria algo dela, o tempo passou e este desejo ficou em suspenso, novos interesses ocuparam minha mente e varreram pra debaixo do tapete este querer antigo. Contudo, eis que quando eu menos esperava a oportunidade surgiu, Meu corpo virou poesia é o lançamento mais recente da autora, onde ela se rasga por inteiro, desta vez, através de prosas e versos. Linhas que sussurram, falam e gritam. A cada virar de página conhecemos um pequeno fragmento da menina mulher Bruna Vieira. E posso falar? Que experiência incrível. 

Meu corpo virou poesia
Autor (a): Bruna Vieira @brunavieira
Publicação: Seguinte *Cortesia
ISBN: 9788555341434 | Skoob
Gênero: Poesia
Ano: 2021
Páginas: 184
Minha avaliação: 4/5★
Em 2017, Bruna Vieira fez as malas, deixou a vida no Brasil de lado e foi escrever uma nova história em outro país, vestida de coragem e guiada por um sentimento que sempre foi sua maior prioridade: o amor. Com o tempo, porém, os dias foram ficando cada vez mais longos e solitários. Era como se naquele lugar o amor tivesse perdido o equilíbrio e se tornado uma obrigação. Foi bem perto do fim e de jeito mais frio que ela finalmente se deu conta: é impossível ser “nós” sozinha. Formado por quatro partes ― cabeça, garganta, pulmão e ventre ―, este livro é um mapa. Um mapa que leva Bruna de volta à escrita e a si mesma. São relatos reais, repletos de lembranças, aprendizados e cicatrizes, que agora deixam o corpo da autora para encontrar o seu, em forma de poesia. Ao tocar em temas como autoestima, amizade feminina e relacionamentos (com o outro e sobretudo consigo mesma), Bruna olha para dentro e nos convida a percorrer nestes versos nossa própria viagem de autodescoberta.
Poesia não é um gênero que leio com frequência, mas sempre que me permito arriscar fora da caixinha me deparo com conteúdos incrivelmente inspiradores. E dessa vez não foi diferente, Bruna se derrama por completo em cada verso, sua franqueza me impressionou e conquistou já na primeira página, e mesmo não a conhecendo intimamente, pude senti-la em cada texto. Frações  da autora dispostas em cada palavra, em cada arte. Uma obra que transpira Bruna Vieira, aborda questões tão próprias e ao mesmo tempo tão comuns. O tipo de leitura que te acolhe, te sacode e te desperta, de forma prática e certeira.

[Resenha] Cortesã por uma noite - Lisa Kleypas

4 de junho de 2021

Olá cariños!
Finalmente tive meu primeiro contato com a escrita da diva do romance de época, Lisa Kleypas. Já faz muito tempo que acompanho os elogios que as obras dessa autora recebe e por isso sempre alimentei uma curiosidade imensa por suas histórias. Depois de muito adiar, resolvi aproveitar que a editora Arqueiro irá lançar a trilogia Os mistérios de Bow Street integralmente este ano e me joguei. Admito que devido as altas expectativas, tive um receio enorme de me decepcionar, mas felizmente a autora fez jus à fama que tem e me arrebatou desde a primeira página. Cortesã por uma noite, não deixa nada a desejar e entrega tudo o que há de melhor em histórias do gênero, isso somado a narrativa magistral da Kleypas compõe um combo de fácil deleite. 

Cortesã por uma noite (Someone to Watch Over Me)
Autor (a): Lisa Kleypas @lkleypas
Publicação: Arqueiro
ISBN: 9786555650921 | Skoob
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 272
Minha avaliação: 4/5★
Certa noite, o belo e misterioso policial Grant Morgan é chamado para investigar uma vítima de afogamento no rio Tâmisa. Quando chega lá, fica surpreso ao reconhecer Vivien Rose Duvall, um de seus grandes desafetos, a mais famosa e exclusiva cortesã dos salões londrinos. Grant fica mais surpreso ainda ao perceber que a moça está viva. Sem saber o que fazer, ele decide levá-la para casa, apesar de seu desprezo por ela. Quando Vivien acorda, porém, os dois percebem que ela não se lembra de nada. Durante a investigação, logo fica claro que a moça sofreu uma tentativa de assassinato e que sua vida ainda está correndo perigo. Enquanto tenta protegê-la, Grant se sente cada vez mais atraído por ela. E Vivien, incapaz de recuperar a memória, se entrega de corpo e alma a seu salvador.
Depois de longos anos consumindo quase que exclusivamente histórias protagonizadas pela aristocracia londrina, confesso que pegar uma obra que destoa desse cenário óbvio, me empolgou. Uma cortesã e um patrulheiro, não podemos negar que isso nos tira daquele lugar comum, onde apenas duques, condes, lordes e ladys detém todo o destaque. Aqui a nata aristocrática faz figuração e os holofotes são redirecionados. A cortesã mais bela e desejada de toda a Londres, reconhecida onde quer que vá, apreciada, invejada, cortejada... não há dúvidas de que Vivien pertence a elite de seu ramo, não precisa olhar muito para perceber que ela está no topo do seu próprio mundo. E com Grant não é diferente, no universo da Bow Street, ele é o que há de melhor, um caçador nato que desempenha suas funções como ninguém, e por isso conseguiu acumular uma grande fortuna e possui uma enorme relevância. Perceberam? Quando vamos além dos títulos, dos debuts e das enormes propriedades familiares, encontramos grandes personalidades que em sua própria realidade, talvez um pouco menos pomposa, dispõe de muito prestígio e admiração. E por ter me proporcionado uma experiência como esta, dedico a Lisa Kleypas um lugar especial na minha estante e no meu coração leitor.