[Resenha] Um casamento conveniente - Tessa Dare

Olá pessoas!
Ano passado tive ótimas primeiras experiências de leitura, conheci séries maravilhosas, e autores que pretendo acompanhar. A Tessa Dare é uma dessas jóias que me conquistou de imediato, então eu não poderia deixar passar uma história de sua autoria, concordam? Dizer que eu meio que amo romances de época, é como chover no molhado, então digo apenas que minha ansiedade por esse livro era tanta que depois de iniciada a leitura, levei apenas algumas horas para chegar ao desfecho. E no final, eu pude mais uma vez apreciar a capacidade da autora de transformar um drama clichê, em uma história única. Um casamento conveniente, é o primeiro livro da série Girl Meets Duke, que conta a trajetória de quatro amigas que desafiam os padrões da sociedade da época, não só na forma como vivem e pensam, mas também em como encontram o amor. A série que chegou ao Brasil este ano, terá seu terceiro volume publicado em agosto, no exterior.

Um casamento conveniente (The Duchess Deal)
Coleção: Girl Meets Duke #01
Autor (a): Tessa Dare @tdare
Publicação: Gutenberg *Cortesia
ISBN: 9788582355831 | Skoob
Gênero: Romance +18
Ano: 2019
Páginas: 256
Minha avaliação: 4/5★
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Com metade do rosto marcado e desfigurado pela guerra, não foi só a aparência do Duque de Ashbury que sofreu mudanças: a rejeição e o olhar de desprezo das pessoas mutilaram também o seu interior. E, já que precisa viver às sombras da sociedade, ele decide que passará seus dias perambulando por Londres durante a noite para assustar todos que cruzarem seu caminho. Mas o tempo passa, e em posse de um grande título, o duque sabe que precisará cumprir o dever de conseguir um herdeiro para seu ducado. Para isso, só existe uma regra: encontrar uma mulher que aceite um casamento de conveniência, lhe dê um herdeiro e desapareça de sua vida. Quando Emma Gladstone, uma costureira, aparece na casa de Ashbury para exigir o pagamento de uma dívida, ele vê ali uma grande oportunidade de acordo e lhe faz a proposta de casamento. Mas o duque deixa claro que, assim que Emma engravidar, ela deverá partir para o interior e sumir para sempre. Ele precisa de um herdeiro. Ela precisa de um bom casamento. Os dois estão dispostos a tudo, desde que não envolva seus corações. Mas será que o amor cabe nas entrelinhas de um contrato?
Se eu alguém me perguntasse, eu diria que essa trama é uma típica releitura de A Bela e a Fera. Em minha breve pesquisa, não encontrei nada que confirmasse essa minha constatação, então não posso garantir que esta foi a intensão da autora, mas existe uma série de referências explícitas, que vão além da aparência do Duque, que reforçam essa minha impressão. E onde eu quero chegar destacando isso? Simples. Em se tratando de uma narrativa composta de elementos tão familiares, é impossível não se sentir em casa, e o melhor, apesar de facilmente reconhecer aspectos já abordados em outras obras, em nenhum momento me prendi as comparações tão comuns em casos do tipo. O fato é que, a autora conseguiu dar novos rostos e identidade a um enredo clichê, além de ter tornado os dramas vividos por Emma e pelo Duque, mais profundos e críveis, o que consequentemente ampliou sua capacidade de comover o leitor. Então sim, você já deve ter lido uma história com base semelhante a esta, mas se puder olhar além das cartas marcadas, encontrará um doloroso porém encantador processo de cura.

[Resenha] Mulheres na luta - Marta Breen e Jenny Jordahl

Olá personas!
Temos vivido tempo difíceis, onde lutas centenárias em prol de direitos e liberdade passaram a ser questionadas e criticadas indiscriminadamente. Acredito na evolução e no crescimento do indivíduo como pessoa, mas tenho notado um retrocesso gritante na forma de pensar de uma parcela crescente da população. Enquanto uns estão dando o sangue, literalmente, para que todos possamos ser respeitados, vejo outros banalizando movimentos importantes, repetindo que tudo não passa de "mimimi", berrando que racismo não existe e que feminicídio é exagero. Em parte isso pode ser associado ao mal caratismo de alguns que insistem em mascarar nossa realidade evidente, mas em parte, isso se deve a ignorância. Já dizia Edmund Burke, "Um povo que não conhece a sua história, está fadado a repeti-la". Em tempos de intolerância, arrogância e empatia escassa, eu quero que vocês conheçam Mulheres na luta, um livro importante que trás a luz fatos históricos que baseiam o feminismo, uma causa legítima e essencial para a autonomia feminina. 

Mulheres na luta (Kvinner i kamp)
Autor (a): Marta Breen e Jenny Jordahl @marta.breen
Publicação: Seguinte *Cortesia
ISBN: 9788555340802 | Skoob
Gênero: HQ
Ano: 2019
Páginas: 128
Minha avaliação: 5/5★
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Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade. Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres — pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras —, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito — e tudo o que ainda precisamos conquistar.
Essa é uma daquelas leituras que quando finalizada te torna maior e melhor. Um daqueles livros que pode facilmente ser indicado para o mundo, e que carrega uma riqueza inestimável, o conhecimento puro e simples. Juntas a jornalista e escritora Marta Breen e a ilustradora e cartunista Jenny Jordahl, fizeram um trabalho esplendido que enche os olhos e o coração. Mulheres na luta é uma obra prima, de beleza inquestionável, seja no que se refere a diagramação impecável ou em seu conteúdo rico e didático. Um compilado de acontecimentos históricos que representam conquistas valiosas do movimento feminista. Durante a narrativa é possível vislumbrar o surgimento do feminismo, entender qual seu conceito e suas principais lutas, e acompanhar sua evolução através de eventos importantes que marcaram grandes conquistas para o movimento. A autora nos apresenta mulheres empoderadas que enfrentaram um sem número de dificuldades enquanto buscavam incansavelmente por direitos básicos como o voto, decidir pelo próprio corpo, pela liberdade de amar, de aprender ou simplesmente de ser.

Projeto: Lendo Sidney Sheldon

Hello peoples!
Hoje quero apresentar a vocês um projeto pessoal que a tempos venho pensando em por em prática, não consiste em nada muito elaborado, mas é algo que eu realmente quero fazer. Se houver amanhã de Sidney Sheldon, foi o primeiro livro que me fez perder o fôlego, o tipo de experiência impossível de esquecer e que me acompanha a exatos onze anos. Apesar de ter feito muitas outras leituras antes desta, considero que este livro foi o começo de tudo, foi a partir desta história que não consegui mais parar de ler. Acredito que todo leitor tenha uma obra ou autor, a quem pode responsabilizar por despertar seu amor pela literatura. Para mim foram Se houver amanhã e o Sidney Sheldon. E como não poderia ser diferente, claro que busquei saber mais desse escritor, conheci outras obras de sua autoria, passei a admirá-lo ainda mais por seus feitos e versatilidade, e assim que possível iniciei minha coleção. Tive a oportunidade de ler quase todos os livros dele, o que me proporcionou experiências positivas em quase sua totalidade, mas mesmo sendo um dos meus autores favoritos, tenho sido relapsa e não costumo falar muito de suas obras aqui. Mas isto está prestes a mudar.

Primeiras impressões: Amor nas Highlands de Suzanne Enoch

Hello peoples!
E lá vamos nós para mais um mês. Como em todos os anos anteriores, neste criei algumas metas e apesar de estar me empenhando bastante, estou longe de cumpri-las. Ainda estou buscando uma rotina confortável para conseguir conciliar todas as minhas responsabilidades atuais, por isso venho tentando de tudo um pouco para ver o que se encaixa melhor, já me permiti desacelerar, relaxar, descansar e tudo mais nesse sentido, mas eu sou o tipo de pessoa que precisa de uma certa pressão pra funcionar como se deve, então abril será o mês de me cobrar, nada intenso, só decidi seguir a risca (dentro do possível) as listas e os cronogramas que venho criando a anos. Diante disso me permitam confidenciar que o post de hoje é o improviso de uma meta não cumprida. Mas isso, é só um ponto no meio do oceano, e no final das contas vai dar tudo certo. Torçam por mim.

Lançamentos: Companhia das Letras | Março/2019

Olá pessoas!
Esse mês chegam as livrarias vários títulos pelos quais estou ansiando, e o Grupo companhia das Letras é um dos responsáveis por esse feito. Com uma linha de publicação diversificada, a Companhia das letras possui um catálogo que atende a todos os gostos e isto se reflete em seus lançamentos. Sendo assim, já vão preparando a listinha de desejados porque vocês provavelmente encontrarão, pelo menos um livro que atenda as suas preferências. Eu posso até ser suspeita pra falar, uma vez que sou apaixonada pelas obras do grupo, mas nem por isso vocês devem considerar menos quando eu digo que várias dessas novidades já garantiram espaço na minha lista de próximas leituras.

    

[Resenha] Como num filme - Lauren Layne

Olá pessoas!
Hoje vamos conversar um pouquinho sobre mais um clichê repleto de referências inesquecíveis. A história da vez é Como num filme, um prequel da série Recomeços de Lauren Layne, sendo assim, a cronologia coloca os acontecimentos desta trama antes dos que ocorrem no livro um, mesmo assim, não existe obrigatoriedade em seguir um esquema específico de leitura, mas se me permitem um conselho, considero que a experiência será melhor aproveitada se as obras forem lidas conforme a ordem de publicação. No que diz respeito aos livros da Lauren, de modo geral, meu primeiro contato com a escrita da autora foi maravilhoso, ler Mais que amigos, proporcionou aquele quentinho no coração e me fez querer ler tudo desta mulher. No entanto, o primeiro livro desta série, Em pedaços, me trouxe alguns questionamentos e incertezas, e quem leu minhas impressões sabe bem que não foi uma experiência muito positiva, mesmo assim senti uma necessidade enorme de saber o que de fato aconteceu com o Ethan. E já adianto que desta vez (e mais uma vez), fiquei bem satisfeita.

Como num filme (Isn't She Lovely)
Coleção: Recomeços #0.5
Autor (a): Lauren Layne @_laurenlayne
Publicação: Paralela *Cortesia
ISBN: 9788584391288 | Skoob
Gênero: Romance +18
Ano: 2018
Páginas: 224
Minha avaliação: 4/5★
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As únicas coisas que o mauricinho Ethan e a rebelde Stephanie têm em comum são o curso de cinema na Universidade de Nova York e o roteiro que precisam desenvolver juntos. Mas, quando a proposta de recriar clássicos de Hollywood se confunde com a realidade, eles acabam se tornando os protagonistas de uma história de amor digna de Oscar! Ela quer um quarto confortável em uma boa casa. Ele quer ficar longe de sua ex. Eles precisam de uma boa nota. Convencidos a ajudar um ao outro, os dois entram em um acordo: Stephanie será a namorada de mentirinha de Ethan enquanto ele a deixa morar em seu apartamento. Para isso, ela deverá fingir ser uma perfeita lady: discreta, arrumadinha e, claro, completamente apaixonada… igualzinha à personagem do filme que estão criando. Contudo, à medida que os dois se aproximam, Ethan se vê completamente apaixonado pela garota cheia de mistérios e contradições ao seu lado. Agora, ele vai ter que decidir: será que seus sentimentos são pela Stephanie de verdade? Ou apenas pela versão que ele criou?
Acredito que a maioria, se não todos, já ouviram falar do longa Uma linda mulher, um clássico da teledramaturgia interpretado pela diva Julia Roberts e o eterno galã Richard Gere, mas se você viveu os últimos anos embaixo de uma pedra e não sabe do que eu estou falando, fique calmo que eu te conto tudo. A enredo gira em torno de Vivian (Julia Roberts), uma garota de programa que é contratada por Edward (Richard Gere), para acompanhá-lo por uma semana, nesse meio tempo, Vivian ganha um banho de loja, presentes e como já é de se imaginar se aproxima consideravelmente do executivo. Isso é de conhecimento geral, o que eu não fazia ideia é que não só esta história mas tantas outras que seguem essa linha, como o filme Ela é demais e a novela global Totalmente demais, foram inspirados no mito do Pigmaleão, que resumidamente, fala sobre um escultor que ao tentar reproduzir a mulher ideal, acabou apaixonando-se por sua obra, nada mais nada menos que uma estátua de pedra. Tendo como base essas breves explanações, vamos a resenha!

[Resenha] Um reino de sonhos - Judith McNaught

Olá pessoas!
Hoje é dia de reafirmar minha paixão nada secreta pelos romances medievais, eu diria até que supera meu amor pelos apaixonantes romances de época. Quem me conhece sabe bem o quanto amo toda a pompa presente nas temporadas londrinas, os bailes, as debutantes e todos aqueles laços e fitas, nem preciso falar que os lordes, suas casas de campo e qualquer outra coisa envolvida neste cenário enche meus olhos, no entanto, não posso negar que os guerreiros Higlanders, os clãs e os castelos medievais, me deixam em êxtase. É nessa hora que meu desejo de ter nascido na Escócia de outros séculos fala mais alto, sendo assim, a história de hoje me leva para casa, não a que eu nasci de fato, mas aquela onde meu coração habita. Um reino de sonhos é o primeiro livro da trilogia Dinastia Westmoreland de Judith McNaught. Tendo isso em mente, venham conhecer esse hino arrebatador.

Um reino de sonhos (A Kingdom of Dreams)
ColeçãoDinastia Westmoreland #01
Autor (a): Judith McNaught @jumcnaught
Publicação: Bertrand Brasil *Cortesia
ISBN: 9788528622324 | Skoob
Gênero: Romance +16
Ano: 2018
Páginas: 378
Minha avaliação: 4/5★
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Royce Westmoreland, o “Lobo Negro”, é enviado pelo rei da Inglaterra para invadir a Escócia. Quando seu irmão, Stefan, sequestra Jennifer e Brenna Merrick, filhas de um lorde escocês, do convento onde vivem, as vidas de Royce e Jennifer se entrelaçam. Ele, um poderoso guerreiro que já ganhou muitas batalhas, não vê a hora de encontrar uma mulher que o amará pelo homem que é, não pelo medo inspirado por sua lenda. Ela, uma jovem rebelde em busca do amor e da aceitação de seu clã, mesmo na condição de prisioneira, não se deixa abalar pela fama de seu arrogante captor. Conforme os conflitos entre os dois se tornam mais frequentes, a urgência de se entregarem um ao outro só aumenta. Certa noite, quando ele a toma apaixonadamente nos braços, desperta nela um desejo irresistível. Mas, se Jennifer seguir seu coração, perderá tudo aquilo pelo que vem lutando e jurou honrar.
Sempre que me proponho a ler qualquer livro de ficção que não seja contemporâneo, procuro antes de tudo entender o ambiente em que a história se desenrola, isso porque a depender de onde ou quando as coisas acontecem, uma dose extra de compreensão passa a ser indispensável. Quem está acostumado a ler romances medievais conhece bem algumas características que estão quase sempre presentes nesses enredos e que podem gerar certo desconforto, a exemplo disso destaco os mocinhos que são quase sempre guerreiros calejados que exalam grosseria, essa é quase uma constante que pode ou não ser atenuada por uma mocinha a altura que não se deixe oprimir. Essa trama possui um pouco (muito) dos dois, ambos protagonistas possuem personalidades fortes e bem definidas o que torna os embates entre eles ora empolgantes, ora extremamente irritantes, mas o que de fato quero destacar aqui é a narrativa dinâmica, a variedade de cenários e os incontáveis acontecimentos, que tornaram esta uma das melhores histórias do gênero que já li na vida.

Lançamentos: Gutenberg | Março/2019

Olá personas!
Hoje é dia de aumentar a lista de desejados, então se preparem porque os próximos lançamentos da Gutenberg estão arrasadores. Em março, teremos uma variedade de títulos que encherão os olhos dos amantes de suspense policial e ficção juvenil, com destaque para mais um título da Lisa Gardner, autora de Bem atrás de você e os relançamentos de três sucessos do Grupo Autêntica. Eu como a apaixonada por ambos os gêneros que sou, preciso admitir minha incapacidade de escolha e declaro que quero todos. Agora é com vocês, dêem uma olhada nessas belezas e me digam qual dessas obras lhes farão mexer nas economias este mês, hein?