IlustraLivro: Jungho Lee

6 de junho de 2021

Olá cariños!
Eu sou completamente apaixonada por ilustrações, principalmente as que envolvem o universo literário. Com o passar dos anos descobri vários artistas incríveis que retratam de forma tocante um pouco de tudo o que os livros representam. Apesar de ser uma amante dos livros declarada, acredito verdadeiramente que muitas vezes uma imagem comunica melhor que mil palavras. E é exatamente isso que as ilustrações do artista coreano Jungho Lee, me transmitem. Sabe quando você bate o olho em algo e diz, é isso. Nada mais precisa ser dito de fato, está tudo ali, explícito, tocando algo lá no fundo, que muitas vezes nem sabíamos que existia. É isso, simples assim. Conheci o trabalho deste ilustrador recentemente e me encantei completamente, a sensibilidade do artista é notável e enche os olhos daqueles que acreditam na magia dos livros. Separei algumas informações e ilustrações que decidi compartilhar com vocês nesta publicação, espero do fundo do coração que gostem.

[Resenha] Cortesã por uma noite - Lisa Kleypas

4 de junho de 2021

Olá cariños!
Finalmente tive meu primeiro contato com a escrita da diva do romance de época, Lisa Kleypas. Já faz muito tempo que acompanho os elogios que as obras dessa autora recebe e por isso sempre alimentei uma curiosidade imensa por suas histórias. Depois de muito adiar, resolvi aproveitar que a editora Arqueiro irá lançar a trilogia Os mistérios de Bow Street integralmente este ano e me joguei. Admito que devido as altas expectativas, tive um receio enorme de me decepcionar, mas felizmente a autora fez jus à fama que tem e me arrebatou desde a primeira página. Cortesã por uma noite, não deixa nada a desejar e entrega tudo o que há de melhor em histórias do gênero, isso somado a narrativa magistral da Kleypas compõe um combo de fácil deleite. 

Cortesã por uma noite (Someone to Watch Over Me)
Autor (a): Lisa Kleypas @lkleypas
Publicação: Arqueiro
ISBN: 9786555650921 | Skoob
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 272
Minha avaliação: 4/5★
Certa noite, o belo e misterioso policial Grant Morgan é chamado para investigar uma vítima de afogamento no rio Tâmisa. Quando chega lá, fica surpreso ao reconhecer Vivien Rose Duvall, um de seus grandes desafetos, a mais famosa e exclusiva cortesã dos salões londrinos. Grant fica mais surpreso ainda ao perceber que a moça está viva. Sem saber o que fazer, ele decide levá-la para casa, apesar de seu desprezo por ela. Quando Vivien acorda, porém, os dois percebem que ela não se lembra de nada. Durante a investigação, logo fica claro que a moça sofreu uma tentativa de assassinato e que sua vida ainda está correndo perigo. Enquanto tenta protegê-la, Grant se sente cada vez mais atraído por ela. E Vivien, incapaz de recuperar a memória, se entrega de corpo e alma a seu salvador.
Depois de longos anos consumindo quase que exclusivamente histórias protagonizadas pela aristocracia londrina, confesso que pegar uma obra que destoa desse cenário óbvio, me empolgou. Uma cortesã e um patrulheiro, não podemos negar que isso nos tira daquele lugar comum, onde apenas duques, condes, lordes e ladys detém todo o destaque. Aqui a nata aristocrática faz figuração e os holofotes são redirecionados. A cortesã mais bela e desejada de toda a Londres, reconhecida onde quer que vá, apreciada, invejada, cortejada... não há dúvidas de que Vivien pertence a elite de seu ramo, não precisa olhar muito para perceber que ela está no topo do seu próprio mundo. E com Grant não é diferente, no universo da Bow Street, ele é o que há de melhor, um caçador nato que desempenha suas funções como ninguém, e por isso conseguiu acumular uma grande fortuna e possui uma enorme relevância. Perceberam? Quando vamos além dos títulos, dos debuts e das enormes propriedades familiares, encontramos grandes personalidades que em sua própria realidade, talvez um pouco menos pomposa, dispõe de muito prestígio e admiração. E por ter me proporcionado uma experiência como esta, dedico a Lisa Kleypas um lugar especial na minha estante e no meu coração leitor.

Releases JUN/2021

2 de junho de 2021

Olá cariños!
E lá vamos nós começar mais um mês repleto de grandes lançamentos. Apesar de ainda estarmos vivendo um situação triste e atípica, é possível perceber que o universo editorial começa a retomar seu ritmo. Depois de termos vivido um 2020 bem parado, as publicações de grandes títulos voltam a crescer consideravelmente ao longo dos meses de 2021, além disso, as editoras têm se empenhado para fortalecer o vínculo com os leitores através de recursos como lives e podcasts. Tais esforços são muito bem vindos e acredito eu, garantem bons resultados para ambas as partes. A atual popularização das adaptações, é outro ponto que não passa despercebido para quem ama literatura. Os serviços de streaming Netflix, Prime Vídeo, Hulu, Passion Flix, Aple TV, entre outros, possuem um vasto acervo de obras adaptadas, inclusive nesta postagem, além dos lançamentos literários também sinalizei suas respectivas adaptações. Espero que vocês gostem.

Utilidade pública: Livros guardados na horizontal estragam mais rápido?

10 de maio de 2021

Olá pessoas!
Eu já disse pra vocês que ultimamente ando bem atenta a tudo o que vocês leem por aqui e essa semana percebi que um post em especial tem sido bem visitado, sendo assim, resolvi trazer uma versão atualizada dele e espero que vocês adotem este da mesma forma que fizeram com o anterior. Quando o assunto é arrumar a estante, quase todo mundo tem um jeitinho especial de dispor os livros, há quem os organize por cores, por tamanhos, por autores, gêneros, editoras e por ai vai. Existe também aqueles que encaixam onde dá, afinal não é tão fácil encontrar espaço livre para nossa crescente pilha de livros, né? Claro que a doação é sempre uma opção, mas por experiência própria sei que não são todos que estão preparados para esta conversa. Então, na tentativa de aproveitar todos os espaços possíveis, é comum que alguns leitores se obriguem a empilhar os livros deitados um sobre o outro. A grande questão é, guardá-los dessa forma pode estragá-los mais depressa?

Conheça o universo de "Destruidor de Mundos" nova fantasia de Victoria Aveyard

6 de maio de 2021

Olá personas!
Este mês chega ao Brasil Destruidor de Mundos, primeiro volume da nova série homônima de Victoria Aveyard, autora de A Rainha Vermelha. E como as expectativas por aqui estão altíssimas, reuni algumas informações e vim correndo dividir com vocês. Antes de tudo quero dizer que, estou apaixonada por cada detalhe que acabei descobrindo nessa minha busca, a Victória é bem meticulosa e preparou tudo com muito cuidado. É impossível não notar o carinho que ela dedicou a este novo projeto e o quanto cada detalhe foi bem pensado para fazer desta uma história inesquecível, admito que isso potencializou meu desejo de conhecer esse universo mais a fundo. O livro que está em PRÉ-VENDA no Brasil, e que será lançado por aqui em 15/MAI, já está disponível no exterior. Uma estranha escuridão cresce em Allward. Quer saber mais? Então segue lendo.

[Resenha] Isso que a gente chama de amor - Maurene Goo

4 de maio de 2021

Olá cariños!
Hoje vamos falar sobre uma história bem gostosinha e divertida que me prendeu bastante e tinha tudo pra ser maravilhosa, contudo despertou algumas ressalvas importantes. Eu tive a oportunidade de ler Isso que a gente chama de amor, bem antes do seu lançamento, mas após a leitura precisei de tempo para digerir e entender melhor a proposta da autora. Confesso que mesmo sendo apaixonada por YA's, sempre sinto um medinho de opinar sobre. Já estou chegando nos trinta e, teoricamente, não fazer mais parte do público alvo de tais narrativas, me dá um certo receio de ser rígida demais com situações que teria considerado perfeitamente plausíveis alguns anos atrás. A vida tem dessas, né? A gente cresce e muitas vezes aquela urgência adolescente deixa de fazer sentido. Mas depois de muito pensar a respeito, e de inclusive tentar justificar algumas questões, meu incômodo não diminuiu, eu diria até que foi o contrário. No final das contas eu aceitei, que mesmo esta sendo uma leitura que arrancou alguns sorrisos e que fluiu divinamente, também possui seus problemas, e tudo bem falar sobre eles. Dito isso, vamos ao que interessa.

Isso que a gente chama de amor (I Believe in a Thing Called Love)
Autor (a): Maurene Goo @maurenegoo
Publicação: Seguinte *ARC
ISBN: 9788555341328 | Skoob
Gênero: Romance
Ano: 2021
Páginas: 304
Minha avaliação: 3/5★
Desi nunca se deu bem no amor ― até decidir transformar a própria vida em uma novela coreana. Desi Lee acredita que tudo é possível, basta ter um plano. Foi assim, com método e disciplina, que se tornou a aluna mais brilhante do colégio e uma atleta talentosa. É apenas no amor que Desi nunca se dá bem, colecionando uma sucessão de desastres quando se trata de garotos. Depois de protagonizar mais um desastre na frente de Luca, um jovem recém-chegado à cidade que logo atrai seu interesse, a garota passa um fim de semana assistindo a k-dramas, certa de que os finais felizes só existem nas novelas coreanas que seu pai tanto ama. É aí que ela se dá conta de que naquelas histórias também existe uma fórmula, um passo a passo que ela poderia seguir ― e conquistar Luca. Em pouco tempo, sua vida se transforma em um enredo digno de um dorama. Mas ao contrário do que acontece na TV, isso pode não ser o suficiente para ela alcançar seu final feliz.
Apesar dos k-dramas terem explodido por aqui há um tempo considerável, a procrastinadora que existe em mim ainda não se permitiu assistir a nenhum, e por isso, andei fugindo de leituras que abordassem esse universo. Contudo, Isso que a gente chama de amor despertou meu interesse, não pela questão do dorama em si, mas porque essa jovem dedicada e perfeccionista me fez querer conhecê-la. Em meu primeiro contato com a escrita da Maurene Goo, encontrei uma trama cativante que me conquistou no ato, personagens carismáticos pelos quais é impossível não torcer e um enredo fofinho, ideal para passar o tempo. Em resumo, essa é uma daquelas histórias juvenis, sem muito apelo, baseadas em romance adolescente e com uma dose considerável de drama familiar. No entanto, apesar da leveza já descrita, confesso que certas atitudes da protagonista acenderam um alerta vermelho. Sempre pairando no limite entre o aceitável e o inadmissível, Desi pesou a mão em alguns momentos.

Releases MAI/2021

2 de maio de 2021

Olá pessoal!
Estamos começando o quinto mês do ano com tudo, e antes de falarmos sobre os vários lançamentos que estão por vir, me permitam babar o novo layout do blog. Está ou não está uma gracinha? Ainda estamos realizando alguns ajustes, mas já da pra notar as várias melhorias realizadas, né? Em breve faço um post falando mais a respeito de tudo o que mudou e o porque dessas escolhas específicas, até lá, deixo registrado que finalmente possuímos um lay responsivo, HEEEEEEE \o/. Dito isso, vamos ao que interessa! Papel e caneta na mão porque é chegada a hora que crescer essa listinha de desejados. Em maio, também teremos livros para todos os gostos, e inegavelmente os apaixonados por romances de época e fantasia, estarão muito bem servidos. Surtos leves e tênis por ai também? Então chega mais, porque isso aqui tá muito bom.

[Resenha] A morte de Sarai - J.A. Redmerski

18 de abril de 2021

Hello peoples!
Já faz uns bons anos que A morte de Sarai, primeiro livro da série Na Companhia de Assassinos, está na minha lista de leitura, mas é aquela coisa né? Estava esperando a tal da oportunidade surgir, e ela surgiu com a chegada da adaptação a Prime Vídeos. En Brazos de Un Asesino, foi produzido, dirigido e estrelado por ninguém mais, ninguém menos que Willian gato Levi, nosso querido João Miguel Romão-Alessandro Lombardo-Maximiliano Sandoval (entendedores, entenderão), deu vida ao assassino Victor e me fez correr para o livro. A série que conta com sete livros publicados no exterior e pelo menos mais um ainda em produção, começou a ser publicada aqui pela editora Suma. Contudo, entretanto, todavia, apenas os três primeiros títulos foram disponibilizados em versão nacional, em suas redes sociais a editora não deu garantias de que seguirá com o projeto. E como ninguém merece ser arrebatado por uma série que talvez não consiga finalizar, confesso que me sinto grata por ter apenas gostado desse primeiro livro.

A morte de Sarai (Killing Sarai)
Coleção: Na companhia de assassinos #01
Autor (a): J.A. Redmerski @JRedmerski
Publicação: Suma
ISBN: 9788581052571 | Skoob
Gênero: Romance +18
Ano: 2015
Páginas: 256
Minha avaliação: 4/5★
Amazon | MagaLu

Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. Em A morte de Sarai, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

Este livro contém assuntos sensíveis/gatilhos: violência, tortura, estupro, tráfico de drogas e sequestro

Até o momento eu li pouquíssimos Romances Dark, isso se deve em grande parte, ao fato de que tenho certa resistência à algumas abordagens do gênero. Sendo assim, não esperei de forma alguma que com este fosse diferente, e atendendo as expectativas, não foi. Eu não posso deixar de dizer que logo de inicio antipatizei com Sarai. Posso estar sendo insensível, mas a garota tagarela e inconsequente, embora corajosa, me pareceu fora de lugar dentro de todo o contexto que a história nos passou. Vejam bem, eu entendo plenamente que, como ela mesma deixou claro, falar sem parar era uma espécie de estratégia de auto humanização, cujo intuito era preservar sua vida. Admito que de fato foi um esforço válido e uma ideia inteligente, porém com uma execução burra. Pondo na mesa o histórico de abusos recorrentes, o risco de morte iminente e o fato dela estar totalmente a mercê de um assassino sanguinário com o qual ela não possuía qualquer familiaridade, penso que falar incansavelmente uma série de aleatoriedades, das quais pouco se aproveitava, é muitíssimo chato, pra dizer o mínimo. E foi essa a primeira impressão que tive dela, sem querer desmerecer sua trajetória, a considerei insuportavelmente chata. Felizmente a evolução está ai pra isso, não é mesmo? E para alegria geral da nação Sarai evolui lindamente.