Resenha #222 A garota do calendário, Abril - Audrey Carlan

Oieee!
Estava preparando uma outra resenha pra vocês, mas devido alguns imprevistos tive que adiá-la. Então vamos de garota do calendário? Já chegamos ao quarto volume (ainda faltam oito) e posso dizer que a cada livro gosto menos da protagonista (e da série). Mas Del porque você continua lendo essa série então? Vai saber né? No fundo nutro aquela esperança doentia de que algo de maravilhoso aconteça, além do mais os livros são extremamente curtos e consigo lê-los dentro de poucas horas. Sendo assim, sigo meu dilema de amor e ódio até quando não for mais possível. Sem mais delongas, confiram a resenha de A garota do calendário, abril.  


Titulo: A Garota do Calendário, Abril (A Garota do Calendário #04)
Autor(a): Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
N° de páginas: 160
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... O cliente de abril é o astro do beisebol Mason Murphy, de Boston, que precisa de Mia a seu lado para melhorar sua imagem com os patrocinadores. Mason não está acostumado a ouvir “não” de mulher alguma, e Mia vai representar o desafio supremo para ele.
Quando comecei a ler essa série a mais de um mês atrás, não imaginei que entraria no limbo em que estou atualmente. Sério gente, nunca quis tanto abandonar uma série como estou querendo abandonar essa, sabe a euforia inicial? Passou totalmente. Pra vocês terem uma ideia li esse livro assim que foi lançado, mas não tinha me animado a escrever a resenha até o momento, quanto aos demais livros comprei os e-books de maio e junho, mas não consigo me forçar a lê-los, nem sei se vou continuar comprando os físicos (talvez eu os compre apenas para não deixar a série incompleta na minha estante). O fato é que desenvolvi um antipatia quase que irreversível pela Mia e quase tudo que ela fala ou faz me irrita, então já adianto que essa é minha tentativa extrema de ser imparcial com essa história.

Mason é o primeiro cliente que não se mostrou um gentleman desde o primeiro instante. Acostumado a ter todas as mulheres que deseja aos seus pés, ele criou altas expectativas de que não seria diferente com sua acompanhante, e não seria, caso ele não houvesse ferido o orgulho da garota no primeiro instante. Afinal o jogador é lindo e claramente chamou a atenção de Mia, como já é de costume, ela se rendeu a beleza dele no primeiro instante e no segundo estava fantasiando com ele, mas Mason fala... E meu Deus, o egocentrismo dele chegou a me incomodar. Sabe aquele carinha gato (garota no caso dos rapazes) que você admira a distância, mas que quando você finalmente tem a oportunidade de se aproximar e conversar, te bombardeia com tanta bobagem que da vontade de arrancar a própria cabeça ou sair correndo? Pois bem, esse é o Mason a primeira vista.

Mas felizmente, até mesmo um erótico de poucas páginas apresenta evolução, certo que nada espetacular, mas está valendo (melhor que nada). Conforme se adapta a sua nova condição de namorada de mentirinha, Mia passa a compreender a vida de Mason, e tenho que admitir que coisas legais nos são apresentadas a partir daí, primeiro conhecemos Rachel, uma jovem doce e centrada que se apaixonou pelo patrão mulherengo (ele mesmo, o tal do Mason Murphy) e em seguida a família composta só de homens do nosso astro, a mãe de Mason foi vítima de câncer de mama (olha o tema relevante aqui) e deixou ele, os irmãos e o pai órfãos de amor e carinho feminino, os rapazes se viram como podem para manterem as tradições de família e são um grupo bem agradável de se ler.

Voltando a Rachel, não demora muito para que Mia perceba que a garota está interessada no seu cliente de abril e que o interesse pode ser recíproco, dessa forma decide unir esse casal improvável, certo que unir um mulherengo a uma quietinha não é algo muito fácil de se fazer, mas Mia é determinada e não se deixa abalar pelas dificuldades que surgem no caminho. Óoooh! Mas como a Mia é legal, tanto empenho para unir duas pessoas "que se amam"... Não se engane, o sentimento dura pouco, porque ela é a Mia, né gente? Então sim, ela mete o pé na jaca e faz algo que julgo no mínimo desrespeitoso (não vou entrar em detalhes para não dar spoilers, mas é o tipo de coisa que ninguém gostaria de ser vítima).

E para dar mais dramaticidade a trama, eis que surge ele... O querido de janeiro, o surfista gato, o cineasta irresistível, o meu, o seu, o nosso Weeeees. Maaas, nem tudo são flores nessa pequena aparição do Wes, o que vou falar a seguir pode ser considerado spoiler, para mim é apenas algo que natural e previsível que iria acontecer em algum momento, então lá vai...

Caso não queira ler pule para o próximo parágrafo, durante uma ligação descobrimos que o Wes está se relacionando com Gina, a protagonista do seu novo filme, essa notícia cai como uma bomba no colo de Mia, que fica arrasada e revoltada com a "infidelidade" do príncipe Wes. Ah, gente! Me poupe, né? O cara pede a ela que fique com ele, diz que vai ajudá-la a resolver seus problemas, entrega a chave da casa dele pra que ela volte pra ele quando ela quiser e ela diz: não muito obrigada, vou ficar doze meses deitando e rolando com quem eu quiser e quanto tudo acabar se tiver que ser, eu volto pra você, tá? E enquanto isso você vira um celibatário e espera eu resolver minha vida. Claro que não, né meu povo? Wes está certo, ele é jovem e lindo, tem mais é que curtir a vida mesmo. Não considero infidelidade, pois não há compromisso algum entre eles (ela não quis), sem falar que se for infidelidade ela ficou com o Alec pouco mais de uma semana após ter saído da casa do Wes, isso por si só já faz a revoltinha dela parecer ridícula e peço desculpas aos que ficaram "decepcionados" com o Wes, migos! Menos né? O cara é livre e fica com quem quiser, então quer dizer que a Mia pode correr atrás da liberdade (libertinagem) sexual e o cara tem que ficar lá, um ano olhando pela janela, esperando ela voltar. Isso não faz sentido algum e ponto final. Além do mais, agora é SPOILER (pule para o próximo parágrafo), ela não exitou em correr para a cama do Alec, novamente. Isso mesmo, em abril a dona Mia, vai atrás de um replay com o cliente de fevereiro. Agora vê se eu aguento ficar lendo mimimi sobre o Wes?

A garota do calendário - Abril, é em mais de um aspecto, bem parecido com o volume anterior, o fato de Mia ter trabalhado como cupido e ter incentivado uma linda campanha visando arrecadar fundos para ajudar mulheres com câncer de mama, atenuaram e muito o incômodo crescente que venho nutrindo pelas atitudes da personagem (e só por isso dei três estrelas), mas nem de longe reacendeu o meu velho interesse pela história, muito pelo contrário, fico me perguntando como conseguirei chegar aos últimos livros, já que esse é apenas o quarto e eu já estou quase que completamente saturada disso tudo, provavelmente não acompanharei as publicações que já estão quase chegando ao fim, mas mesmo que de forma espaçada, ainda pretendo insistir na leitura, vai que eu me surpreendo, né? Estou tão desanimada com esses livros, que não ouso indicá-los a ninguém, então se gostou de alguma coisa do que eu disse, e quer saber mais a respeito da trama, leia e descubra por si só se vale a pena, pra mim (com toda a sinceridade do mundo) não está valendo.

|| Skoob || Compare e compre: AmazonSaraivaSubmarino || Gênero: Erótico || Acompanhe a série ||

Vaza trailer não oficial de "Fallen"

POST ATUALIZADO ~ Ao contrário do que se foi dito nos últimos dias o tão aguardado trailer de Fallen, a adaptação do primeiro livro da série homônima de Lauren Kate, ao qual tivemos acesso não é a versão oficial. O vídeo que deixou os fãs eufóricos (não conseguindo levar em conta a ausência de créditos e outros aspectos comuns em produções oficiais) é composto por imagens oficiais do filme, mas não foi liberado pela produtora (ou seja, vazou mesmo). Em breve será divulgado a versão final que será publicada em uma conta oficial (affs! pra que tanto oficial?), o trailer será em HD e virá acompanhado da divulgação do pôster (vocês já sabem o que). Não há data confirmada para a estréia, mas acredita-se que chegará ao cinema nos próximos meses (só Deus sabe quantos). Diante dessas novas informações acredita-se que os fãs já podem ir ao delírio e afastar de vez o medo de que o filme não chegue aos cinemas (será?), pelo menos ao que parece agora é certo que sai.



Responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado, Lucinda Price (Addison Timlin) vai para um reformatório. Em Sword & Cross ela se aproxima de Daniel Grigori (Jeremy Irvine), sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios, e também não consegue se manter afastada de Cam Briel (Harrison Gilbertson), outro que luta há tempos por seu amor.

CURTIRAM?
BEIJOS E ATÉ A PRÓXIMA.


Conheçam a capa do terceiro livro da série "Para todos os garotos que amei"

Foi revelada a capa de Always and Forever, Lara Jean de Jenny Han. O terceiro livro da série Para todos os garotos que amei, publicada pela Ed. Intrínseca já tem data marcada para chegar as livrarias nacionais e estrangeiras (já que terá lançamentos simultâneo). E não é só isso, devido ao grande sucesso de vendas a série poderá vir a ser adaptada para as telonas, pelo menos os direitos para que isso ocorra já foram adquiridos.

O LANÇAMENTO ESTÁ PREVISTO PARA ABRIL DE 2017


Lara Jean está aproveitando ao máximo o último ano do ensino médio. O namoro com Peter está indo bem, seu pai finalmente vai se casar com a vizinha, Sra. Rothschild, e Margot estará de volta nas férias, a tempo de participar da cerimônia. Mas muitas mudanças estão prestes a acontecer. Apesar de Lara Jean estar se divertindo ajudando a organizar a festa do pai, ela não pode ignorar as grandes decisões que estão pela frente. Mais precisamente, escolher em qual faculdade vai estudar e descobrir como lidar com o impacto que essa resolução poderá ter em seu relacionamento com Peter. Lara Jean acompanhou de perto as consequências das decisões de Margot, e agora será sua vez de deixar para trás a família — e, possivelmente, o garoto que ama. Quando o coração e a cabeça dizem coisas diferentes, qual deles devemos ouvir?
É ISSO GALERA!
BEIJOS E ATÉ A PRÓXIMA.

Chega ao Brasil o novo livro de Cecelia Ahern

A Ed. Novo conceito irá publicar a mais nova obra de Cecelia Ahern, autora de Simplesmente acontece e P.S eu te amo. Imperfeitos, é o primeiro livro de uma série distópica onde não é permitido cometer erros. A Warner Bros adquiriu os direitos de adaptação do livro que será produzido por Wendy Finerman e Michelle Chydzik os mesmos produtores de P. S. Eu Te Amo.

IMPERFEITOS JÁ ESTÁ EM PRÉ-VENDA E CHEGA AS LIVRARIAS BRASILEIRAS EM OUTUBRO


DEEM UMA OLHADA NA SINOPSE
Celestine North vive em uma sociedade que rejeita a imperfeição. Todos aqueles que praticam algum ato julgado como errado são marcados para sempre, excluídos da comunidade, seres não merecedores de compaixão. Por isso, Celestine procura viver uma vida perfeita. Ela é um exemplo de filha e de irmã, é uma aluna excepcional, bem quista por todos do colégio, além do mais, ela namora Art Crevan, filho da autoridade máxima da cidade, o juiz Crevan. Em meio a essa vida perfeita, Celestine se encontra em uma situação incomum, que a faz tomar uma decisão instintiva. Ela faz uma escolha que pode mudar o futuro dela e das pessoas a seu redor. Ela pode ser presa? Ela pode ser marcada? Ela poderá se tornar, do dia para a noite Imperfeita? Nesta distopia deslumbrante, a autora best-seller Cecelia Ahern retrata uma sociedade em que a perfeição é primordial e quem cometer qualquer ato falho será punido. A história de uma jovem que decide tomar uma posição que poderá custar-lhe tudo.

É ISSO PESSOAL!
ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DA NOVIDADE.


Lançamentos Grupo Companhia das Letras | Agosto e Setembro/2016

Olá meu povo!
Hoje estou trazendo novidades em dobro pra vocês... E vou começar dizendo que sim, fomos aprovados na seleção de parceiros do Grupo companhia das letras. E vocês querem saber como estou lidando com isso, é simples, estou S.U.R.T.A.N.D.O. Vocês não fazem ideia do quanto estou feliz, afinal foram quase quatro anos tentando e finalmente chegamos lá. Estou muito, mas muito orgulhosa dessa conquista e espero sinceramente que esse seja o primeiro ano de vários. A segunda novidade vocês já sabem qual é né? Estreando nossos posts de lançamentos do grupo, tempo uma dobradinha de lançamentos, isso isso isso, trouxe para vocês os principais lançamentos de agosto e setembro e já adianto que tem muito livro bom que certamente entrarão para a lista de vocês.


Novidades da semana: Enlouquecendo os fãs

Oieee!
Primeiramente quero me desculpar por não ter postado as novidades da semana no sábado passado, eu juro que comecei a fazer o post, mas acabei não conseguindo terminar a tempo. E pra compensar, resolvi aperfeiçoar a coluna e de agora em diante o post virá com mais informações (por assim dizer). Ah! Antes de continuarem lendo, quero agradecer imensamente os comentários carinhosos de vocês, eu leio todos e vou sentar pra responder, viu? Vocês tem enchido tanto a minha bola que estou me sentindo um peixe boi HAHAHA, mas falando sério obrigada mesmo, vocês não tem noção do quanto ler esses comentários colore meu dia, esse feedback é muito importante pra mim e me sinto o ser humano mais feliz do mundo porque vocês gostam da forma que eu escrevo \o/. Mais uma vez obrigada por me deixarem saber.


Resenha #221 A garota perfeita - Mary Kubica

Oieee!
Preparado (a) para mais um triller psicológico? Então chega mais porque hoje é dia de A garota perfeita, uma leitura super comentada que adiei por tempo demais, mas como diz aquele ditado, "antes tarde do que nunca", não é mesmo? Um livro capaz de despertar no leitor não apenas os sentimentos contraditórios que os demais livros do gênero,mas que guarda em suas páginas algo mais. Quer ir além do que acreditamos ser certo ou errado? Ler através das pessoas e de suas ações? Descobrir o quão poderosas algumas motivações podem ser? E por fim, quer se envolver em uma trama que pode facilmente funcionar como um jogo de ilusão? Se a resposta para essas perguntas for sim, você está no lugar certo. Mas se por acaso respondeu não, para alguma ou todas elas, se aproxime e me deixe convencê-lo do contrário.


Titulo: A garota perfeita
Autor(a): Mary Kubica
Editora: Planeta de Livros Brasil
Ano: 2016
N° de páginas: 336
Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida. Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso. Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?
É muito difícil conseguir prever alguma coisa tendo como base apenas a sinopse de um thriller psicológico, se você tentar é quase certo que irá errar feio, eu pelo menos nunca acerto, sendo assim nem me esforcei muito para capturar algo que fizesse sentido nesse mini textinho. E agora que li o livro, posso afirmar que essa sinopse não descreve nem a pontinha do iceberg. Acredito que assim como aconteceu comigo, certos questionamentos estão rondando a sua cabeça, pra começo de conversa, o que levou Mia a inventar de passar a noite com um desconhecido? Levar mais um bolo do namorado apenas, não me pareceu uma justificativa plausível e pra você? Além disso, o que aconteceu durante o tal sequestro que deixou a garota em um estado de choque tão profundo a ponto de afetar sua memória? E qual foi o motivo do sequestro mesmo? Esses e inúmeros outros questionamentos são respondidos no decorrer da trama que leva o leitor para um lugar ermo no fundo de sua própria mente.

Mia Dennett sempre possuiu sonhos e ambições bem diferentes das de sua família, desde cedo contrariou o desejo do pai e seguiu o caminho oposto ao que o Juiz Dennett vinha traçando para ela, não, Mia não faria faculdade de direito e não seguiria os passos do pai autoritário que nunca lhe dedicou o amor de que precisava, ao invés disso ela decidiu ser professora de artes e ajudar jovens que buscavam profissionalizar-se, mas que não possuíam recursos para cursar uma universidade. Isso bastou para que ela ganhasse a desaprovação completa do pai, afinal era inadmissível para um homem tão poderoso e influente, ter uma de suas filhas dando aulas para jovens carentes ao invés de advogando nos grandes tribunais, mas o juiz ainda tinha Grace Dennett, sua filha mais velha e orgulho pleno, ao contrário da irmã, Grace fez tudo certo e tornou-se uma grande advogada cuja carreira segue em ascensão. No meio disso tudo está Eve Dennett, esposa e mãe, que não possui voz ativa dentro do seu próprio lar (se é que se pode chamar a casa dos Dennett de lar), submissa ao marido e quase sempre indiferente as filhas, Eve existe em uma vida sem cor e sem afeto. Essa é claramente a descrição de uma família esfacelada, certo? Mas o que não podemos ver e muito menos imaginar são as grandes surpresas que podem se esconder embaixo de alicerces tão abalados... Algo está prestes a desmoronar, mas já adianto que nem tudo será destruição.

Mary criou uma suspense cheio de possibilidades, juro que durante a leitura tracei incontáveis teorias para o desfecho, mesmo assim deixei de cogitar a mais óbvia de todas. Sério mesmo, quando virei a última página fiquei com aquela sensação incômoda de porque eu não pensei nisso? Talvez a razão para que eu tenha deixado passar uma linha de pensamento tão simples, seja a procura incessante pelo indecifrável, o que me levou a pensar em todas as vezes que complicamos uma situação tão insignificante, a ponto de não encontrarmos nenhuma saída ou talvez seja culpa da autora que me direcionou para teoria errada de propósito. E esse livro é assim, simples, não existe nada inimaginável por trás da história, nem reviravoltas mirabolantes capazes de dar um nó em nosso cérebro. Na verdade, a narrativa é tão estável e morosa que me obrigou a intercalar a leitura com outros livros, já que o ritmo desse não é tão frenético como imaginei.

A narrativa ocorre de forma intercalada, entre Eve, Colin (sequestrador) e Gabe (investigador), que por sua vez alterna entre e passado e presente. Tenho que admitir que esse detalhe me incomodou muito, mas muito mesmo no começo da leitura, cheguei a pensar que não conseguiria ler o livro, mas conforme os capítulos foram passando me vi presa nessa narrativa que de forma sutil me conquistou, no fim eu já estava tão habituada a essa oscilação de tempo que contava as páginas até o próximo (vai entender né?) Durante todo a história senti muita falta do ponto de vista de Mia, mas começava a me resignar com essa ausência quando de repente, , eis que surge um capítulo, assim do nada, narrado por Mia, e olha o negócio é punk. A autora deixou ao encargo de nossa protagonista a responsabilidade de nos mostrar qual foi a real de tudo, como já disse antes, não trata-se de algo inimaginável, e justamente por isso mexeu tanto comigo, como assim isso nem sequer passou pela minha cabeça? Acho que nunca vou me recuperar dessa frustração.  

Como já pôde perceber não vou falar muito mais a respeito da história em si, vou deixar que desfrute desse ar de mistério que envolve a trama e descubra por si só onde estão as peças que faltam no quebra cabeças (porque você vai ler, né?), apesar disso posso e quero deixar registrado o quanto fiquei satisfeita com os rumos que as coisas tomaram, com exceção de um ou outro detalhe (significativo, admito) que deu errado, não tenho do que reclamar. Ah! Além de tudo o que já falei até aqui, não posso deixar de destacar a evolução positiva de Eve, lembram que e falei de sua apatia no começo da resenha? Então, ela trabalha isso durante a história e é muito legal vê-la se levantando das cinzas, tal qual uma fênix (a comparação é clichê, mas vai por mim, se encaixa perfeitamente). 

A garota perfeita, é uma trama simplista que desperta as sensações mais inesperadas e contraditórias, conforme conhecemos as histórias e as cargas dos personagens, nos vemos reféns de uma afeição pegajosa que não nos abandona nem mesmo após o término da leitura. Isso mesmo que você leu, conforme conhecemos os dois lados da moeda se torna impossível não tornar-se solidária aos dramas vividos tão intensamente nessas páginas, seja uma mãe que vê sua filha desaparecer, um garotinho abandonado pelo pai que e que assumiu para si a responsabilidade de cuidar da mãe doente (quem será esse, hein?) ou uma garota ignorada e desprezada pelo pai... Essas e tantas outras são cargas distintas, mas que provocam a mesma dor e solidão, personagens quebrados e perdidos que após o sequestro de Mia Dennett viram o trem de suas vidas finalmente entrar nos trilhos ou descarrilhar completa e irreversivelmente. Considere tudo o que eu disse acima e se depois de ler essa resenha ainda querer muito ler esse livro, então leia e absorva tudo o que essa história tem a lhe apresentar.

 || Skoob || Compare e compre: AmazonSaraivaSubmarino || Gênero: Suspense ||

Resenha #220 A sua espera - Abbi Glines

Volteiiiii!
Quanta saudade eu senti de vocês... Ficar sem internet é péssimo, acho que bati o record de ligações para os responsáveis técnicos que estavam enrolando o concerto da minha rede, mas felizmente deu resultado positivo e cá estou eu para falar de mais um livro da série (infinita) Rosemary Beach. Dessa vez a experiência foi positiva, primeiro porque o Mase não é um completo troglodita, apesar de vez ou outra agir como tal e a Reese, gente, essa garota passou por um drama bem pesado que me comoveu bastante. Ficaram curiosos? Então pode sentar que lá vem mais uma resenha caliente.


Titulo: À Sua Espera (Rosemary Beach #10)
Autor(a): Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
N° de páginas: 240
Mase sempre preferiu a vida simples em seu rancho no Texas à agitação do mundo do pai em Rosemary Beach. Na verdade, ele quase nunca visita o famoso astro do rock e Nan, sua meia-irmã mimada e egoísta. Mas tudo muda quando conhece uma das empregadas da casa, uma garota linda que, sem saber da presença dele, o desperta com seu canto desafinado. Depois de anos sendo maltratada pela família e pelos colegas por causa de um distúrbio de aprendizagem, Reese conquistou sua liberdade e mora sozinha trabalhando como diarista para as famílias ricas da cidade. No entanto, seu sustento fica ameaçado quando ela causa um acidente na casa de Nan Dillon. Ao ser salva por Mase, um rapaz atencioso e com charme de caubói, Reese fica surpresa pelo gesto dele e, depois, apavorada quando ele demonstra interesse nela. Nunca na vida Reese conheceu um homem em quem pudesse confiar. Será que Mase pode ser diferente? Nessa ardente paixão que nasce entre a doce e batalhadora Reese e o centrado e sexy Mase, Abbi Glines mais uma vez mescla tristezas da vida real com amores de contos de fada e nos faz suspirar até a última página.
Sim meus caros, a Nan voltou! Na resenha passada cheguei até estranhar sua ausência, mas parece que falei cedo demais, e para completar o pacote ela está mais venenosa que nunca. Mas deixemos a serpente ruiva de lado e foquemos no que realmente interessa, Mase Maning (vulgo cowboy tudibaum). Desde a primeira vez que li algo sobre esse personagem (nos livros anteriores) soube que ele tinha muito, mas muito a oferecer, só não sabia o que a autora faria para levá-lo até Rosemary Beach, afinal o cowboy texano não combina muito com nosso paraíso praiano, não conseguia ver nada que pudesse atraí-lo para lá, isso porque não atentei para o quanto Mase é ligado a Harlow, claro que em algum momento ele iria visitar a irmã caçula que ele tanto ama, né? Pois então, e não precisou muito para que ele se visse preso a Rosemary. Conhecer Reese foi inesperado, porém bem vindo. Não é segredo para os que acompanham a série que o filho de Kiro possui um coração gigantesco, sendo assim não foi surpresa alguma perceber o quanto ele se empenhou para ajudar Reese, uma jovem desamparada pela vida. Mas óbvio que essa não foi a única razão.

Devido aos grandes traumas que viveu no passado Reese se tornou uma mulher insegura e com grande potencial para se auto denegrir, ela realmente se julga inferior a todos, isso ocorre em decorrência dos vários anos de abusos sofridos por ela. Vítima do padrasto, da própria mãe, dos professores e colegas de escola, ela teve que lidar com todo tipo de agressão durante boa parte de sua vida. Por essas por outras Reese se fechou para o mundo ao seu redor. Além disso, ela possui dislexia (Distúrbio do aprendizado caracterizado pela dificuldade para ler.) que não foi diagnosticada na infância, devido a negligência familiar, e que lhe causou muitos transtornos e  abalou seriamente sua autoestima, que é praticamente inexistente. Considerada burra e achincalhada por todos que conheceu, ela aprendeu a não esperar coisas boas ninguém, principalmente dos homens. Mas a vida prega peças e ao nutrir uma empatia imediata e inesperada por Mase, ela se vê frente a frente com uma possibilidade significativa de felicidade plena, mas para isso ela teria que abrir seu coração e deixá-lo entrar. Tão assustador quanto promissor, se envolver com alguém como Mase seria um tiro no escuro, estaria Reese disposta a se arriscar? 

Genteee! O Mase é um amor, que homem... Possui uma personalidade protetora e felizmente não se deixa deslumbrar facilmente, claro que isso tem muito a ver com a forma que ele foi criado. Além disso, a ligação que ele tem com a mãe é tão linda que não tem como não ficar embevecido. Ele é um homem trabalhador, e gentil, que não pensa duas vezes antes de tomar partido daqueles que ama, mas também tem aquele lado possessivo e ciumento (mesmo que atenuado) que todo personagem masculino da Abbi possui, atribuo isso aos genes herdados do pai roqueiro. O fato dele estar decidido a respeitar o tempo e os desejos de Reese, me fez admirá-lo ainda mais, ele realmente cuidou dela da forma que pôde e se entregou por inteiro a relação de ambos. Empenhado em ajudá-la a superar as dores do passado ele conseguiu chegar onde nenhum outro jamais poderia ter chegado, com muito cuidado e dedicação Mase foi capaz de se aproximar e conquistar a possibilidade de ganhar o coração machucado de Reese.

A essa altura do campeonato não é novidade alguma a fórmula que a Abbi utiliza em suas histórias e apesar de alguns elementos já estarem batidos e até de certa forma cansativos, não me canso de vislumbrar o desenrolar desses dramas previsíveis, mas que não perdem a atratividade. Algumas coisas como, os maus entendidos causados por interpretações precipitadas, os momentos em que os caras resolvem tratar as namoradas como sua propriedade particular, as descrições quase que espelhadas das cenas sexuais, as mulheres que aceitam todas as vontades dos namorados mesmo que elas difiram das delas, entre outras coisas, ainda estão lá e continuam me incomodando bastante. Porém a abordagem de dramas realísticos, e por vezes pouco trabalhados na literatura tem me feito gostar um pouco mais das histórias da autora, o fato de Reese ser dislexa e ter sofrido bullyng, abusos físicos e emocionais no ambiente familiar entre outras coisas, deu ao livro um ar mais interessante. Mesmo assim, o teor sexual é bem acentuado, como já é de se esperar em livros do gênero, mas a cada novo livro fica evidente que a Abbi não está completamente presa a superficialidade das histórias adultas.

Á sua espera, é um livro de leitura rápida e que aborda dramas capazes de comover o leitor, nem que seja um pouco, já que a autora não se aprofunda muito na história passada de Reese (acredito que talvez ela a trabalhe melhor no próximo livro), mas só o fato de tantas marcas pairarem durante toda a leitura já é o suficiente para sentirmos o quão tenebrosos são os fantasmas que a garota guarda no armário e vê-la lutar para superar seus estigmas e suas limitações foi sem sombra de dúvida o que mais gostei na história. Apesar de todos os pontos positivos que descrevi, a leitura não foi completamente positiva, longe disso. Sendo assim, vou recomendar a leitura para os que assim como eu já estão presos a essa série, se você já leu até o volume anterior, então leia esse também, vale a pena. Mas se você ainda não iniciou a série, não recomendo que comece por esse, até porque mesmo que os livros possuam história independentes, a leitura flui com muito mais propriedade quando se segue a ordem de publicação. Por fim, quero deixar registrado que essa é mais uma boa leitura que se aprofundada nos pontos certos poderia ter resultado em uma história de tirar o fôlego.

|| Skoob || Compare e compre: AmazonSaraivaSubmarino || Gênero: Romance || Acompanhe a série ||

Divulgada capa provisória de "Lorf of Shadows"

Oieee!
Cassandra Clare divulgou em seu instagram a capa provisória de Lorf of Shadows (Lorde das sombras em tradução livre). O segundo livro da trilogia Os artifícios das trevas que dará sequência a história de A dama da meia-noite, possui data de lançamento prevista para 23 de maio de 2017 no exterior.

Uma foto publicada por Cassie Clare (@cassieclare1) em

É pessoal! Parece que os corações dos shadowhunters não tiveram trégua esse fim de semana, não é mesmo? Apesar de não ter gostado da capa (que destoa completamente dos demais livros da autora, inclusive do primeiro dessa série), que felizmente ainda não é a definitiva, acredito que esse anúncio tenha cumprido bem seu papel de alegrar o coração dos fãs da autora e com isso tenham acendido uma centelha que os fará esperar com afinco por mais esse lançamento.

BEIJOS E ATÉ MAIS!

A série "Instrumentos Mortais" ganha edição de luxo

Oieee!
Hoje iria trazer pra vocês as novidades da semana que não consegui postar ontem, mas resolvi substituir o post em questão, e ao invés dele trouxe as artes que estão levando os fãs da série Instrumentos mortais da Cassandra Clare a loucura. Pois é meu povo, lá vem uma nova edição para esvaziar ainda mais os bolsos dos leitores fanáticos. Por outro lado, eis uma ótima oportunidade para aqueles que desejam conhecer a série.


Resenha #219 A transformação de Raven - Sylvain Reynard

Oieee!
Essa foi uma resenha extremamente difícil de se escrever. Primeiro não sabia por onde começar e quando finalmente o fiz, não conseguia controlar minha euforia em estar falando de uma leitura que gostei tanto e sempre acabava revelando demais, o que me levou a digitar e apagar esse post incontáveis vezes, nada parecia bom o suficiente e quando começava a ficar legal percebia que havia liberado spoilers importantes, então depois de horas tentando fazer uma resenha limpa e coerente, mas que transmitisse todo meu amor e admiração, cheguei a um resultado aceitável, mas bem pouco satisfatório (pelo menos pra mim), então desde já peço desculpas caso tenha deixado a desejar. 


Titulo: A Transformação de Raven (Noites em Florença #01)
Autor(a): Sylvain Reynard
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
N° de páginas: 448
Florença, o berço do Renascimento. Um lugar culturalmente fervilhante, perfeito para quem quer esconder segredos ou está em busca de uma segunda chance. Como a doce Raven, que se muda para a cidade na tentativa de esquecer os traumas do passado e se dedicar à sua maior paixão: a restauração de pinturas renascentistas. Um dia, voltando para casa do trabalho na Galleria degli Uffizi, sua vida muda para sempre. Ao tentar evitar o espancamento de um sem-teto, Raven é atacada. Sua morte parece iminente, mas seus agressores são impedidos e brutalmente assassinados. Assustada e prestes a perder os sentidos, ela só consegue vislumbrar uma figura sombria que sussurra: Cassita Vulneratus. Ao despertar, Raven faz duas descobertas perturbadoras: uma semana se passou desde o ocorrido e ela se transformou por completo. Quando volta ao trabalho, mais uma surpresa: alguém conseguiu burlar o sofisticado sistema de segurança da galeria e roubar a inestimável coleção de ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia. Em busca da verdade, Raven cairá diretamente nos braços do Príncipe de Florença – tão belo quanto poderoso, tão sedutor quanto maligno –, que lhe apresentará um submundo de seres perigosos e vingativos, cujas leis ela precisa aprender depressa se quiser se manter viva e salvar os que a cercam. A Transformação de Raven marca o início da série Noites em Florença, cujos personagens foram apresentados no prólogo O Príncipe das sombras.
Confesso que já havia me esquecido como é boa a sensação de se jogar em uma história do Sylvain, recentemente li o conto O príncipe das sombras que funciona como uma obra introdutória para essa nova série, mas que não foi capaz de me preparar para o que estava por vir. Quem leu minha resenha do livro anterior sabe bem o quanto fiquei frustrada com esse universo sobrenatural que baseia a série, e mesmo agora não posso dizer que houve alguma evolução nesse sentido. Mas em contrapartida comecei a enxergar o príncipe de Florença com outros olhos, o ser sombrio que exala ódio e poder, também possui outras faces que começam a se revelar.

Mas antes vamos falar da Raven. Não existe outra palavra para descrever a Raven que não seja “surpresa”, me surpreendi imensamente com essa personagem. Primeiro, com sua aparência física, que vai contra todos os padrões exaustivos que estamos acostumados a ler e segundo por sua bondade e anseio por proteger os outros, mesmo que ela mal consiga garantir sua própria proteção. Raven possui uma deficiência bem perceptível em sua perna direita, além de estar acima do peso. Devido sua condição física Raven está acostumada a mal ser notada pelo sexo masculino e quando isso ocorre ela se vê relegada a friendzone. Mas ela não é o tipo de mulher que se lamenta e chora pelos cantos pelas intempéries da vida, muito pelo contrário, ela está ciente da sua condição e a aceita com resignação, mesmo que no fundo sinta uma certa melancolia e solidão.

Após sofrer um ataque covarde que a deixou a beira da morte e acordar quase uma semana depois completamente transformada e sem se lembrar do que aconteceu nesse tempo, Raven se vê perseguida por criaturas sombrias e encurralada pela polícia que desconfia de que ela esteja envolvida no roubo da galeria onde trabalha, não demora muito para que ela perceba que se tornar uma mulher deslumbrante de uma hora para outra é o menor de seus problemas. Raven então, não encontra outra opção senão aceitar a ajuda e a proteção do estranho que invadiu sua vida.  E é a partir dai que tudo começa a ganhar forma. Somos apresentados a personalidade forte e presenteados com um Willian (príncipe de Florença) se debatendo em um conflito deveras perigoso para o seu principado. Ao decidir salvar a jovem restauradora, ao invés de deixá-la morrer ele pôs em risco sua imagem imponente de ser sombrio desprovido de sentimentos. Enquanto tenta manter Raven afastada do submundo florentino, Willian inconscientemente a deixa entrar em sua vida. Aos poucos a teimosia de Raven vai vencendo a escuridão que domina os dias do príncipe, tal aproximação deixa ambos vulneráveis aos mais diversos riscos.

Dois seres completamente diferentes em todos os sentidos possíveis, que encontram um no outro, a possibilidade de viver um amor épico. Gente, vocês não tem noção do quanto a mensagem passada por esse livro é intensa. Raven está acostumada com suas imperfeições e aos olhares de pena e repúdio que todos ao seu redor lhe dirigem, mas como lidar com William, um ser sobrenatural aparentemente perfeito (lindo de morrer), além de extremamente poderoso, olhando em sua direção? Ou melhor, como lidar com alguém assim, lhe respeitando, elogiando e admirando? Pode parecer algo simples, afinal, todos merecem ser amados e respeitados pelo que são, mas sejamos realistas, no mundo em que vivemos isso está ficando a cada dia mais difícil, não sou hipócrita e por isso admito que sim, é bem mais fácil desenvolver empatia quando o indivíduo trata-se de um semelhante e é claro que a cada dia que passa os padrões de beleza vem se afunilando e quem não se encaixa, acaba sendo discriminado e muitas vezes isolado do meio social, muitas vezes não de forma direta, mas quase sempre o preconceito está lá, os olhares condescendentes, as críticas não verbalizadas... Enfim, esse negócio de "ser diferente é normal", não funciona muito bem na prática. No mundo real, ser diferente, é estranho e quase sempre inaceitável.

Por isso, não consegui evitar o estado de encantamento que me dominou quando eu finalmente enxerguei a Raven através dos olhos de Willian, ele que vive a séculos, tem preservados em si os costumes do século XIII, quando ainda era humano. Um apreciador das artes renascentistas que despreza futilidades, e preza a bondade e a benevolência. E assim como Raven valoriza a atenção de alguém tão "perfeito" como Willian, ele reverencia a atenção de alguém tão puro e bondoso como Raven. Ele não se importa com o fato dela ser deficiente, não tem pena de sua condição, muito pelo contrário, ele a respeita e a admira, por ser quem ela é, por sua dedicação e cuidado com o próximo, por sua inteligência e sagacidade. Ele não a vê como alguém fora dos padrões, mas sim, como uma mulher linda e completa, que com sua força de espírito é capaz de se sacrificar em prol daqueles que ama. E através dessa perspectiva além de ver Raven além da fachada, eu pude enxergar o William por trás do príncipe das sombras, o homem escondido atrás do monstro.
Sob muitos aspectos, somos um par perfeito. Vemos um no outro o que realmente somos, mas nenhum dos dois considera o outro defeituoso.
Mais uma vez eu me vi arrebatada pela escrita do Sylvain, que além de direcionar minha atenção para a era renascentista, me fez questionar meus princípios sociais. Em Inferno de Gabriel, o autor nos instiga a querer saber mais sobre a divina comédia e em Noites em Florença somos direcionados para a Primavera de Boticelli, que passei a admirar imensamente. Sério pessoal, sempre fui uma completa ignorante quando o assunto é arte renascentista (ou qualquer outro tipo de arte), isso é vergonhoso, eu sei. Mas felizmente, o autor conseguiu me contagiar com sua paixão e hoje consigo ver tais obras com um olhar mais brando e interessado. E só por isso, já amo loucamente esse homem e suas obras. Apesar disso, compreendo que em sua grande maioria as teorias e explicações são ficcionais, mas o que importa mesmo é que o desejo de estudar a respeito está crescendo dentro de mim.

A transformação de Raven, nos apresenta uma trama extremamente atraente, recheada de suspense, ação e muito, mas muito romance. Possui um teor sobrenatural que apesar de bem demarcado, é facilmente ofuscado pelos dilemas dos protagonistas, sejam eles amorosos ou de personalidade. Considero esse um fato positivo, já que não me identifiquei muito com o lado sangrento da história. Além disso, temos um vislumbre (embora breve), da atual situação do casal Emerson, que apesar de abalados com o roubo das ilustrações, vão muito bem. O desfecho ocorreu de forma lacradora, já imaginava que algo do tipo iria ocorrer e já faço uma leve ideia do que está por vir no próximo volume que aparentemente será lançado aqui no Brasil mês que vem (oremos), apesar das minhas desconfianças, mal consigo controlar a ansiedade e não vejo a hora de poder ler a sequência dessa história apaixonante que já me ganhou por completo.

|| Skoob || Compare e compre: AmazonSaraivaSubmarino || Gênero: Ficção ||

Mais uma que se rende: Orgulho e preconceito

Oieee!
Sempre quis assistir a esse filme, me lembro vagamente de ter começado a fazê-lo, quando era mais nova e ainda não sabia absolutamente nada seu respeito, naquela época não cheguei a prestar muita atenção na trama e nem terminei de assistir. No entanto, com o passar do tempo, conforme ia tomando conhecimento da importância atribuída a essa obra em específico, da autora Jane Austen acabei ficando curiosa e desejosa de saber mais a respeito, então o que eu fiz? Corri para a livraria e comprei o livro, mas eu o li? Não, não li. Em parte por falta de vergonha na cara, admito. Mas o medo de me decepcionar, sempre foi o real motivo para uma procrastinação tão longa (mais de cinco anos). Depois de milhares de elogios a esse livro/filme e ao Sr. Darcy interpretado pelo gatíssimo Matthew Macfadyen, minhas expectativas foram infladas ao máximo, e eu definitivamente não estava preparada para lidar com um filme menos que ótimo. Por essas e por outras adiei o inevitável momento, que finalmente chegou. E já quero adiantar que como o título da postagem deixa claro eu me rendi a essa trama singela e apaixonante.


Novidades da semana: Segurem os forninhos

Oieee!
Olha só o que inventei pra hoje... Eu costumava postar as novidades por aqui conforme elas iam saindo, mas com o passar do tempo essa prática foi ficando inviável e eu acabei abandonando, mas nem por isso deixei de me informar a respeito do que anda acontecendo de novo no mundo dos livros, e por isso estava em busca de novas alternativas para poder compartilhar essas informações com vocês, pensando nisso criei o grupo de leitura do blog, mas ainda não consegui impor um ritmo legal por lá, por isso ainda estava querendo algo mais, e durante uma dessas madrugadas insones tive a ideia de fazer uns resuminhos semanais com as novidades que mais me chamaram a atenção, dessa forma vocês poderão ter acesso as notícias que deixaram passar (mesmo que de forma breve) e de quebra saber o que penso a respeito. E então, querem saber o que rolou de bafônico durante essa semana no meio literário? Então chega mais!


Resenha #218 Jogos Macabros - R. L. Stine

Oiee!
Esse é o livro que marca o retorno de Stine a Rua do medo, o “Stephen King da literatura juvenil”, ficou famoso na década de 1990 com a aplaudida coleção Rua do Medo e quase duas décadas depois do último volume, Stine atende aos pedidos dos leitores e lança o livro inédito Jogos macabros, publicado no Brasil pela Globo Alt. Querem saber do que se trata? Então chega mais!


Titulo: Jogos macabros (Rua do Medo # 52)
Autor(a): R. L. Stine
Editora: Fantástica Rocco
Ano: 2016
N° de páginas: 280
Tal como os outros títulos da coleção, a história se passa na velha cidade de Shadyside, nos EUA, conhecida por ser palco de acontecimentos misteriosos e aterrorizantes envolvendo os alunos da escola local. Todos na região conhecem a excêntrica e rica família Fear, e sabem também do passado terrível que os assombra. Apesar desses histórico nada promissor, Brendan Fear parece ser um garoto diferente de sua família. Gentil e simpático, o jovem vive rodeado de colegas e chama a atenção de Rachel Martin, uma garota simples, colega de classe dele. Quando o aniversário de Brendan está prestes a chegar, ele começa a planejar uma comemoração um tanto diferente na isolada ilha do Medo, onde existe um casarão de veraneio pertencente à família Fear. Rachel é uma das convidadas para passar o final de semana no local sombrio e, contrariando os avisos dos amigos, decide ir. No caminho, coisas estranhas já começam a acontecer e, ao chegarem à mansão, Brendan dá as coordenadas para o início de um jogo que se revelará o mais mortal de todos.
As inúmeras histórias assustadoras que rodam a família de Brendan não foram capazes de diminuir o interesse crescente que Rachel nutri pelo rapaz, muito pelo contrário, a paixonite platônica ganha força quando Brendan convida Rachel para seu aniversário de dezoito anos. Ignorando os conselhos da melhor amiga e do ex-namorado, Rachel embarca rumo a ilha do medo (nome bem sugestivo, né?), onde a família do rapaz possui um casarão (bem sinistro por sinal). Mas não demora muito para que o grupo de amigos se depare com acontecimentos assustadores, que fazem referência a jogos comuns, mas que nesse atual contexto, põem em risco a vida de todos. A partir daí começa uma corrida desesperada pela sobrevivência. Assolados por um medo desesperador e pela incerteza da sobrevivência Rachel e seus amigos irão vivenciar uma noite de aterrorizantes pesadelos.

Antes de tudo quero deixar registrado que Stine já entrou para minha lista de escritores favoritos, gente a escrita desse homem é magnífica, a leitura flui com uma facilidade impressionante, tanto que li o livro em apenas uma tarde. Além disso, a sintonia entre terror e suspense ocorre de forma tão natural que torna-se impossível não ficar preso a essa história. O livro é dividido em quatro partes e cada uma dessas partes trás seus próprios mistérios e reviravoltas arrepiantes.

Sabe aqueles personagens que de cara deixam o leitor desconfiado? Pois bem, Brendan é exatamente assim. Toda a cidade comenta as histórias macabras que rondam a família do rapaz, e chegam a considerá-los amaldiçoados, além disso é unânime a certeza de que não se deve envolver-se com um Fear, caso isso ocorra coisas muito ruins podem acontecer. Por essas e por outras não consegui comprar completamente o jeitinho de bom moço do jovem Brendan... Claro que todas as afirmações anteriores poderiam ser apenas mexericos de cidade pequena, mas e se não fossem? A verdade é que a atitude do rapaz se apresentou suspeita em demasia e conforme as coisas ficavam cada vez mais assustadoras as possibilidades se ampliavam e Brendan ia deixando de ser um suspeito e tornava-se uma vitima? Já Rachel poderia e deveria ser considerada uma personagem corajosa, mas eu prefiro conceituá-la como uma louca imprudente, que apesar de ter sido avisada de diversas formas que não deveria ir no bendito aniversário, ignorou tudo e todos e se jogou na festa mal assombrada do crush.

Outro ponto que facilita o entrosamento do leitor com a trama são as características bem delimitadas dos personagens, inclusive os secundários. De forma irreverente e breve o autor descreve o grupo de amigos através da perspectiva de Rachel que possui uma narrativa sagaz e envolvente, tornando possível a identificação entre o leitor e os personagens, o que por sua vez faz com que a trama se apresente ainda mais angustiante. Afinal é muito mais difícil temer pela vida de um personagem querido, não é mesmo? Apesar da história estar repleta de suspenses, não chegamos a ser agraciados com uma dose de terror intenso, já que o livro foi escrito para o público juvenil. Como sou medrosa, admito que o teor moderado dessa narrativa foi suficiente para me impressionar por algumas horas.

Jogos macabros nos apresenta uma trama repleta de surpresas e tensão, apesar de ter conseguido prever dois ou três acontecimentos, não considero o livro previsível, muito pelo contrário, a cada mistério solucionado, um novo toma seu lugar quase que instantaneamente. Mas como todo suspense de respeito, esse também possui outros elementos a serem considerados, pois uma história capaz de reunir espíritos, assassinatos e velhas histórias fantasiosas (e macabras) se tornando reais, em um único pacote, merece no mínimo algumas horas de atenção, não é mesmo? Por isso indico o livro para os que curtem o gênero, mas não se importam que ele se apresente de forma mais leve e para aqueles que querem muito ler algo do tipo, mas assim como eu não se arriscariam a ler algo terrivelmente assustador.  

Cortesia: Globo Livros
|| Skoob || Compare e compre: AmazonSaraivaSubmarino || Gênero: Terror ||
 

Top comentarista de Setembro | 2016

Oiee!
Já estão preparados para o TOP comentarista de setembro? Então chega mais porque essa é a hora de conhecer o prêmio desse mês. Mas antes, quero deixar avisado que o TOP de agosto já foi encerrado (e portando os comentários a partir de hoje não serão computados) e o resultado irá sair dia 05.09, preciso desse tempinho para poder conferir todos os comentários. Pronto, agora pode correr e preencher o formulário de inscrição e concorrer a um magnífico exemplar de Belgravia.