Resenha #217 A herdeira da morte - Melinda Salisbury

Oieee!
Esse livro está descaradamente furando a fila das resenhas, isso porque eu não podia esperar nem mais um minuto sequer para falar dele com vocês. Eu estou destruída com essa trama... Pra começo de conversa, mais uma vez eu andei shipando o casal errado (definitivamente eu não levo jeito pra isso). Mas vamos deixar esse detalhe de lado e falar dessa história incrível. Quem me acompanha sabe bem que não costumo ler todo tipo de fantasia, na verdade eu uso o gênero para sair da minha zona de conforto e diversificar o conteúdo aqui no blog, e o mais maravilhoso disso é que eu quase sempre acerto nas minhas escolhas, que ocorrem de forma aleatória, sem nenhum critério específico. Dito isso, leiam a resenha do melhor livro de fantasia que li esse ano.


Titulo: A Herdeira da Morte (A Herdeira da Morte #01)
Autor(a): Melinda Salisbury
Editora: Fantástica Rocco
Ano: 2016
N° de páginas: 320
Twylla tem 17 anos, vive num castelo e, embora seja noiva do príncipe, não é exatamente um membro da corte. Ela é o carrasco. Primeiro de uma surpreendente série de fantasia, Herdeira da Morte conta a história de uma garota capaz de matar instantaneamente qualquer pessoa que ela toca. Até mesmo seu noivo, cujo sangue real supostamente o torna imune ao toque fatal de Twylla, evita sua companhia. Porém, quando um novo guarda chega ao castelo, ele enxerga a garota por trás da Deusa mortal que ela encarna, e um amor proibido nasce entre os dois. Mas a rainha tem um plano para acabar com seus inimigos, e eles incluem os dons de Twylla. Será que a jovem se manterá fiel a seu reino ou abandonará tudo em nome de um amor condenado?
Twyla foi resgatada da pobreza e de seu lar miserável aos quatorze anos e desde então tem servido a rainha e ao seu reino. Considerada por todos a encarnação de uma deusa, ela possui a função de punir os traidores da coroa, com o toque da morte. Resignada e obediente ela cumpre sua missão sempre que solicitada, mesmo que o amargor do veneno que está sobre sua pele, tome conta da sua vida e dos seus pensamentos dia após dia. Três anos após sua chegada ao reino, Twyla, não é mais aquela garota faminta e deslumbrada, aos dezessete anos ela carrega o peso de muitas mortes em suas mãos e em sua consciência e como consequência alimenta a infelicidade de possuir um destino que já foi traçado por terceiros. Sujeita as vontades e caprichos de uma rainha má (e louca de pedra), ela vê seus dias se encherem de cor com a chegada de Lief, um rapaz cheio de vida, designado para sua guarda. Não demora muito para que a jovem se sinta acolhida pelo olhar amável e o sorriso cativante de Lief, mas com o bálsamo vem o desespero de que essa aproximação possa ser vista como uma traição a rainha e ao príncipe Mereck (herdeiro do trono e noivo de Twyla), e se assim for, a pele venenosa da garota e a impossibilidade de toque, será o menor dos problemas desse "possível" casal.

Pega desprevenida por um inicio lento e descrições detalhadas, porém necessárias (afinal o enredo se desenrola em um mundo fantástico completamente desconhecido), quase abandonei o livro. Mas decidi, acertadamente, prosseguir com a leitura e como recompensa me deparei com uma trama avassaladora repleta de tensão e reviravoltas. Conforme a leitura avançava conseguia perceber o elo personagem/leitor tornando-se forte e evidente o que conferiu a leitura um ritmo agradável. Admito que fiquei extremamente surpresa com o poder de convencimento da narrativa da Melinda, ela criou uma trama bem amarrada e ainda assim conseguiu deixar no ar a proposta que baseará o segundo livro da série, olhando de forma geral, este foi um dos pontos que mais me agradaram na escrita da autora (odeio livros com finais chocantes e extremamente abertos que nos obrigam a esperar o próximo lançamento da série para saber o que vai acontecer).

Foi impossível abandonar o conflito que me assolou durante toda a leitura, eu realmente não sabia o que esperar da trama e por isso tentei ao máximo me preservar de futuras surpresas e por isso evitei nutrir qualquer tipo de expectativa com relação aos personagens mais próximos. Admito que fui mais desconfiada que a própria protagonista que em diversos momentos se mostrou descuidada, principalmente para alguém que poderia ser morta a qualquer instante, caso cometesse algum ato que desagradasse a rainha. A história se passa quase que exclusivamente dentro do castelo, onde Twyla possui sua própria torre, na qual permanece praticamente reclusa, tendo permissão para deixá-la apenas nos dias de narração (processo no qual ela toma o veneno praga da manhã, para provar a todos ser a daunen encarnada), que é precedido das execuções dos traidores, que ela é obrigada a realizar (transferindo o veneno de sua pele para a do indivíduo através do toque). Além disso, a jovem pode visitar seu templo (ela é uma deusa, então é normal ter seu próprio templo, né?) e lá orar para os deuses.

Dito isso, torna-se fácil imaginar o quão monótona era a vida da garota antes da chegada de Lief, por isso compreendo perfeitamente ela ter deixado as reservas de lado e ter se entregado a essa amizade, o novo guarda foi como um sopro de vida para Twyla, com seus questionamentos afiados e seu humor atrevido ele preencheu cada espaço da solidão da jovem. Mas a chegada de Lief coincidiu com o retorno de Merek ao reino, após dois anos viajando e fazendo seu trabalho como príncipe (alimentando as alianças do reino e sempre que possível firmando novas), ele retorna para casa e claramente intencionado a se aproximar e conquistar o carinho de sua futura esposa. E foi exatamente nesse momento que fiquei com a pulga atrás da orelha, desde o primeiro contato Merek demonstrou a sua completa aversão ao desgoverno da mãe tirana, a todo instante ele dava a entender que ansiava por mudanças e que não compartilhava da maldade da matriarca real, e apesar de ter me solidarizado ao príncipe e ter torcido para que ele alcançasse seus objetivos, não consegui relaxar e confiar plenamente em suas declarações, esse personagem tinha tudo pra ser meu preferido do inicio ao fim, mas o fato dele ter sido uma incógnita durante quase toda a trama, interferiu no meu julgamento a cerca de seu caráter.

A sensibilidade é outro ponto a favor do príncipe, em mais de uma situação ele conseguiu perceber os incômodos de Twyla e fez o possível (e o impossível) para saná-los, chegando a interceder em prol dela perante a tão temida rainha. Por essas e por outras que mesmo desconfiada não consegui evitar completamente querer bem a esse personagem, ouso dizer que por gostar de Merek passei a nutrir certa antipatia por Lief que (considero insolente e tão descuidado quanto Twyla) apesar de ter trazido muitos benefícios a vida da garota, também a expôs a grandes perigos. Antes de concluir quero apenas deixar registrado que a tão falada rainha é um ser desprezível, do tipo que não se importa em ter que passar por cima de tudo e de todos para assegurar a sua soberania, mesmo que para isso tenha que derramar seu próprio sangue e ferir sua própria carne, mas muito mais do que odiada, ela é temida. E chega a ser irônico que na tentativa de fugir de uma vida miserável e infeliz. bem como do controle da mãe devoradora de pecados, que lhe passaria o legado, Twyla caiu em uma vida luxuosa, porém igualmente infeliz, sob o controle de uma rainha maléfica (são tantos adjetivos ruins que descrevem essa mulher...), que lhe atribuiu uma função ainda mais desprezível que a que teria em seu "lar" materno, tornando-a uma arma letal.

A herdeira da morte, é um livro recheado de mitos e lendas, e nos apresenta personagens bondosos e carismáticos, que são submetidos aos caprichos de uma líder inescrupulosa e sedenta pelo poder. A escrita da Melinda que se dá em primeira pessoa, flui maravilhosamente bem, o desfecho foi emocionante (embora não tenha sido como eu desejava) e extremamente revelador (quase nada é o que parece), e com toda certeza me fez querer continuar lendo a série, O príncipe adormecido (em tradução livre), é o segundo livro da série e foi publicado esse ano no exterior, mas não possui data prevista para ser lançado aqui no Brasil. Então se não se importar de esperar pela sequência e curtir livros do gênero, essa dica é pra você.

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Resenha #216 Sedução - Nicole Jordan

Oieeee!
Hoje vamos falar do primeiro volume da série Notorious de Nicole Jordan, que teve sua segunda edição publicada recentemente pela Ed. Planeta de livros Brasil, através do selo Essência. As novas capas dessa série foram o principal atrativo que me levaram a desejar tê-la na minha estante, isso associado a curiosidade que sempre tive de conhecer a escrita da Nicole, é claro. Agora que conheço posso afirmar que essa mulher tem um talento capaz de derrubar forninhos.


Titulo: Sedução (Notorious #01)
Autor(a): Nicole Jordan
Editora: Essência
Ano: 2016
N° de páginas: 368
Lord Damien Sinclair dedica seu tempo a seu próprio prazer - o que pode ser resumido em duas palavras: jogos e mulheres. Mas essa rotina muda quando sua irmã, Olivia, sofre um acidente em uma situação comprometedora, que pode colocar em risco a sua honra. Damien estava disposto a acabar com Aubrey, o nobre que a teria ferido, mas não esperava encontrar um obstáculo tão... sedutor: Vanessa Wyndham, a irmã do rapaz. Ela se oferece para cuidar da inválida Olivia, e assim poupar a vida do irmão. Damien aceita, mas com uma condição: ela também teria de ser sua amante. Nesse romance de intriga e sedução, a autora explora sentimentos que nem sempre são revelados. Será que os corações escaparão ilesos quando o acordo for posto em prática?
Damien Sinclair, nunca se preocupou em disfarçar sua fama de libertino, dedicado a satisfazer seus prazeres ele passou boa parte da vida visitando salões de jogos, bordéis e metido em escândalos, o que nem de longe o tornou inapto para o casamento aos olhos da sociedade, muito pelo contrário, as jovens e suas mães embarcaram em uma caçada ao pote de ouro, afinal quem seria a jovem capaz de fisgar e aprisionar o coração de um dos maiores libertinos (rico, muito rico por sinal) de Londres? Damien se vê obrigado a mudar de postura (pelo menos temporariamente), quando sua irmã caçula sofre o infortúnio de ser atraída e enganada por um calhorda, o que ocasiona um acidente que resulta na invalidez da jovem. O tal calhorda é ninguém mais ninguém menos que o irmão de Vanessa Wyndham, uma viúva determinada que fará o impossível para proteger sua família dos anseios de vingança de Damien.

De má fama e de reputação duvidosa são dois dos possíveis significados da palavra Notorius, e não posso negar que Damien se encaixa perfeitamente em ambas. Sinceramente não me recordo de ter lido um personagem tão cínico como o protagonista desse livro, o que não chega a incomodar de fato, já que costumo apreciar o humor ácido dos libertinos londrinos. No entanto, não posso garantir-lhes que essa é uma característica universal da trama, já que o lorde possui sua cota de conflitos internos, desencadeados após seu primeiro encontro com Vanessa (claro, né?). O que nos trás de volta a determinação dessa jovem. Primeiro quero deixar claro, que a decisão de tornar-se amante de Damien não se deu de forma leviana, Vanessa foi vítima de um casamento sem amor e de um marido libertino que morreu ao duelar por outra mulher (é, ele era um cretino), deixando para Vanessa inúmeras dívidas e a vergonha de ter que lidar com o escândalo que sua morte causou.

O que por si só já é um absurdo, afinal o finado apronta todas e as vergonhas recaem sobre a viúva? (tá, eu sei que isso era muito comum naquela época, até hoje tem disso, né?) Sem nada, ela retorna para a casa de seu nascimento, onde toma para si a função de cuidar de sua mãe e irmãos. E ela até tenta por as contas em dia e organizar as finanças, mas Aubrey (irmão, tolo e inconsequente), é o único responsável legal pela fortuna (inexistente, só para constar) da família. Uma péssima combinação de responsabilidade e jovem imaturo, que aparentemente não se cansa de meter os pés pelas mãos, que resulta em um problemão. Primeiro o rapaz enganou a irmã de Damien e depois perdeu todas as propriedades que lhe restavam para o mesmo, o que tornaria sua mãe e irmãs sem teto. E chegamos (finalmente), ao motivo por trás da decisão desesperada de Vanessa, ela não poderia permitir que as burradas de seu irmão prejudicassem tao diretamente a única família que lhe restou e por isso decide aceitar a proposta infame do lorde, mesmo que isso possa arruinar de uma vez por todas sua reputação.

Um ponto que me agradou muitíssimo é que o título do livro retrata perfeitamente os acontecimentos da trama, o envolvimento entre Vanessa e Damien possui um desenvolvimento que pode ser considerado lento (tendo como base o ritmo desenfreado característico do gênero), mas que possibilita um maior envolvimento entre leitor e personagem, bem como põe em prática o poder de convencimento da trama. Com o desenrolar da história, a evolução entre o casal se torna nítida e é possível vislumbrar, o medo e a desconfiança de Vanessa se transformando em entrega e paixão. Admito que todos os méritos devem ser atribuídos a Damien e seu poder de sedução, sem deixar de lado sua paciência de jó. Mas Vanessa não é a única a se render, com o passar do tempo Damien vê sua má impressão inicial desvanecer e em seu lugar surgem sentimentos deveras perigosos que podem arruinar de uma vez por toda sua imaculada fama de libertino.

Sedução, é uma obra charmosa de leitura agradável que possui um desenvolvimento próprio. Nos apresenta uma história previsível, mas ao mesmo tempo instigante, além de personagens muio bem desenvolvidos tanto em suas histórias de vida, como em suas personalidades, sendo assim me arrisco a dizer que este não é apenas mais um adulto por ai, há diversos elementos a serem apreciados e absorvidos, conforme a narrativa se desdobra, Nicole conseguiu reunir os aspectos mais atraentes do gênero em uma única história, por isso recomendo para todos aqueles que curtem livros eróticos, mas que estão cansados do ritmo desvairado do gênero, e procura de uma trama que se aproxima do realismo de outrora.

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Resenha #215 A Garota do Calendário, Março - Audrey Carlan

Oi pessoal!
E lá vamos nós para o terceiro livro da série A garota do calendário. Depois da extrema decepção que tive com o livro anterior, admito que cogitei seriamente em abandonar a série. Mas, aparentemente minha determinação é bem maior do que eu imaginava, e por isso resolvi dar uma chance a essa história, o que acabou restaurando, pelo menos por  hora, meu desejo de ler todos os livros. Felizmente, Março trouxe uma trama atraente e tornou possível ao leitor da série desintoxicar-se da forçação de barra de fevereiro.


Titulo: A Garota do Calendário, Março (A Garota do Calendário #03)
Autor(a): Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
N° de páginas: 144
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva.
Em Março, Mia é enviada para Chicago, onde irá se passar pela namorada de Anthony Fasano, um empresário notável em mais de um aspecto. Como já é de praxe ela fica hospedada na casa de seu cliente pelo período aproximado de um mês, tempo suficiente para que ela possa se inteirar dos dramas vividos por Tony, que por ser membro de uma família italiana tradicional, e herdeiro de uma rede super famosa de restaurantes, lida diariamente com as pressões e responsabilidades impostas por sua posição. Além de gerenciar um negócio próspero, ele enfrenta as cobranças constantes, para encontrar uma esposa que possa gerar seus herdeiros, e é pensando em ganhar tempo e aliviar um pouco o peso dessa imposição feita pela sua família, além de manter em segredo o motivo pelo qual ele não possui uma namorada de verdade, que Anthony apresenta Mia, como sua noiva, para o clã Fasano. Pela primeira vez até aqui, Mia irá questionar-se quanto a possibilidade de não conseguir cumprir com seu trabalho. Seria ela capaz de convencer os italianos questionadores de que está apaixonada pelo membro mais querido da família?

Já quero deixar claro que esse livro foi uma surpresa bem vinda, o fato da história ter se desenvolvido em torno de Tony e seus dilemas familiares ao invés da sexualidade da Mia, foi como um oásis em meio ao deserto. Apesar desse detalhe positivo, ainda foi necessário lidar com esse lado da protagonista, que sinceramente a cada livro se torna mais cansativo e frustrante. A quem diga que Mia é uma mulher bem resolvida quanto a seu corpo e seus desejos (eu também pensei assim, não acredita? Então leia a resenha de janeiro), mas eu não consigo enxergar essas características com tanta evidência, (pelo menos não mais).

Mia é uma mulher adulta que recebeu limões da vida e com eles fez uma limonada, até ai tudo bem, certo? Ela é acompanhante de luxo e para desempenhar bem o seu trabalho, pelo qual ela recebe uma fortuna (diga-se de passagem), ela precisa enfrentar tudo com a mente aberta, e ela o faz. Desde o primeiro cliente, é possível perceber nitidamente o quão rasos são os pudores da personagem, a autora até tenta passar um certo constrangimento ou algo do tipo, mas falha miseravelmente. A verdade é que Mia não está nem ai para o que pensam dela (isso é bom, né?), poucas vezes ela se questionou a cerca do seu trabalho, que não há como negar costuma ser mal interpretado por um grande número de pessoas. O que se percebe é que ela gosta do que faz e desfruta ao máximo de cada experiência, novamente não vejo problema algum nisso. Mas o que incomoda mesmo, é o desespero da personagem por sexo. Gente, sério mesmo, não estou sendo puritana ao afirmar isso. Leio livros do gênero com certa frequência e já faz bastante tempo que não me incomodo com esse tipo de narrativa, mas essa série é demais.

As situações apresentadas aqui são as mais diversas possíveis (levando-se em consideração a superficialidade da narrativa), mas o destaque quase sempre é o mesmo, Mia e sua necessidade (quase que patológica) de baixar a calcinha para todo e qualquer par de calças que cruze seu caminho, a mulher parece desesperada, não há um homem sequer no qual ela pôs os olhos, que não tenha despertado um desejo exagerado, a ponto dela querer arrancar toda a roupa de imediato. PELAMÔR, né Audrey querida? Acho super normal e saudável, sentir-se atraída por um carinha bonito e tals, mas TODOS os homens que cruzam o caminho dela, gente eu disse todos é porque são todos (menos os velhos e feios), a Mia está constantemente disposta, não importa onde ou com quem. Isso me incomodou muito, mas muito mesmo. Só pra constar, ela não chega a por em prática todos os seus desejos tá gente? Principalmente porque ela não tem oportunidade para isso (se tivesse ela faria, não tenho dúvidas), mas só o fato de sermos obrigados a ler suas fantasias excessivas, a cada cinco segundos, torna a leitura chata e repetitiva.

A garota do calendário - Março, trás uma trama um pouco mais realística que as demais e aborda (mesmo que superficialmente) temáticas relevantes, sendo o preconceito e as pressões familiares as principais delas. Além disso, temos de brinde uma participação mais que bem vida do Wes, e dessa vez não apenas por mensagens ou nos penamentos da Mia, isso mesmo galera, Wes ao vivo e a cores, não péra (vocês entenderam)... Apesar de ter criado um conceito (bem negativo) a respeito da protagonista, completamente diferente do que eu tinha no primeiro livro, continuarei lendo a série, no entanto não anseio mais em descobrir o quanto ou se a Mia irá evoluir no decorrer dos meses, meu objetivo de leitura a atual resume-se a conhecer os novos clientes e conferir o que cada nova história tem a oferecer.

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Lançamentos Ed. Novo Século | Agosto/2016

Oieee!
Olha só quem está na área... É, parece que esse mês vai ser bem complicado pra quem (eu) está tentando se controlar, hein? A Ed. Novo século, liberou uma news lacradora, não acreditam? Pois bem, são quase quarenta títulos que estarão disponíveis esse mês. Isso mesmo que você leu, Q.U.A.R.E.N.T.A novos livros, oriundos apenas de um grupo editorial, imaginem como está essa leitora que vos fala, daquele jeito, pode acreditar que Delmara está desmaiada... Diante da fartura, resolvi trazer os lançamentos que mais me interessaram, um total de quinze livros que chamaram minha atenção e que eu leria sem problemas. Confiram logo abaixo as capas e as sinopses:


Resenha #214 Identidade Roubada - Chevy Stevens

Olá meus queridos!
Hoje eu irei falar a respeito de mais uma leitura surpreendente. Na última resenha, comentei a respeito do meu novo hábito de não ler as sinopses previamente, tomei essa decisão para me poupar do teor revelador que algumas sinopses possuem... Mas porque você está falando isso de novo Dai? Bom, a questão é: ao ver a capa e ler o título desse livro, cheguei a uma conclusão completamente errada, deduzi que a personagem principal poderia ter sido substituída por outra pessoa, ou algo do tipo, mas bem longe disso, o que acontece na história é algo que eu jamais poderia ter imaginado, tendo como base apenas a capa e o título. 


Titulo: Identidade Roubada
Autor(a): Chevy Stevens
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
N° de páginas: 256
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.
Annie é corretora de imóveis, uma das melhores da sua cidade. Ela possuía uma vida considerada normal, tinha um bom emprego, um namorado encantador e uma cadelinha. Tudo ía muito bem na vida de Annie, porém ao final de um de seus plantões, ela foi abordada por um homem, aparentemente bondoso e inofensivo, ela só não imaginava que esse homem estava prestes a destruir seu mundo.

O livro é bem forte e nos traz uma grande reflexão. Não tem como não sentir, como não imaginar tudo o que Annie passou durante o período que ficou em cativeiro. Ela foi abusada de várias formas, espancada e ameaçada. Com o passar da leitura ficava nítido o processo através do qual a sua identidade/personalidade foi roubada, conforme os meses iam passando a Annie cativa se distanciava ainda mais da jovem cheia de planos do inicio da trama.

Annie vem de uma família desestruturada, seu pai e irmã morreram quando ela ainda era uma criança e sua mãe, para superar a dor, se entregou ao álcool. Por isso ouso dizer que Annie, não desfrutava plenamente de sua vida, em muitos momentos ela apenas existia, como muita gente na "vida real", sendo esse, um dos motivos que a tornaram alvo do maníaco que a sequestrou. Confesso que, esse detalhe em especial me lembrou o filme Jogos Mortais, pois, assim como no filme, o maníaco queria lhe dar uma segunda chance para viver (pelo menos foi isso que ele quis passar). 

Pode parecer estranho, mas também consigo compreender a motivação do maníaco, que no auge de sua loucura, buscava uma família perfeita para si. Já que ele também é oriundo de uma família desestruturada, onde sua mãe o havia abandonado ainda recém-nascido, em seguida foi adotado por uma mulher, a qual ele julgava ser "uma boa pessoa", mas que era claramente uma pessoa insana. Isso não quer dizer que eu esteja justificando seus atos, muito pelo contrário, abomino suas ações, mas apesar disso foi fácil entender, durante o desenrolar do enredo, os pensamentos, ideais e o gatilho que levou ele a agir de tal maneira.

Os acontecimentos desse livro são surpreendentes. Juro que quando terminei só conseguia pensar “OH MY GOD, o que foi isso?” Não acreditei nos fatos até não ter mais pra onde correr. A narrativa é envolvente, capaz de transportar o leitor para dentro da trama. 

Identidade Roubada traz as experiências de Annie O’Sullivan antes, durante e após ser sequestrada pelo “maníaco”, a forma que Annie trata seu sequestrador durante praticamente toda a narrativa. Eu simplesmente amei a história, principalmente pela facilidade com a qual me envolveu e comoveu, bem como me fez parar e pensar no quão real a situação da protagonista. Sim, o caso da Annie é uma ficção, mas existem tantas pessoas no mundo que são sequestradas, tantas pessoas que não voltam, que não conseguem contar sua própria história, pessoas que ninguém, além delas mesmas sabem o que viveram e o que estão vivendo nesse exato momento. Todos nós sabemos que o carcere privado é uma realidade assustadora, mas muitas vezes, enquanto vivemos nossas vidas esquecemos completamente da existência desses casos reais (quem costuma parar pra pensar nas pessoas que são sequestradas e abusadas diariamente? Com a rotina é quase impossível). Mas a cada página que eu lia, eu parava e pensava nessas pessoas. 

Eu recomendo essa história para todos que curtem thrillers psicológicos, e tramas comoventes e reflexivas.

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Antes tarde do que nunca: O quarto de Jack

Olá queridhêeenhos!
Esse mês eu estou uma coisa... Se vocês prestarem bastante (nem precisa tanta assim) atenção nas postagens até aqui, vão perceber um padrão bem nítido entre elas, a começar pelas resenhas de gênero unânime, juro que não fiz de propósito e já estou trabalhando para concertar, e além disso há é claro, o meu lado mais falante e por fim a Del cinéfila claramente atacada (ahhh! Essas fases), isso porque ando assistindo filmes que me trazem bons questionamentos, dos quais não consigo parar de falar. Vocês já perceberam onde quero chegar, não é mesmo? Então é isso galera, hoje vamos falar de mais um filme que mexeu comigo e que quero muito conversar a respeito. Chega mais e vamos falar sobre O quarto de Jack.


Lançamentos Ed. Planeta de Livros | Agosto/2016

Olá queridos!
Como andam suas leituras? E as metas, estão cumprindo direitinho? Por aqui andam uma loucura, pra vocês terem uma ideia do nível de loucura em que estou, vou confessar, que já perdi as contas do número de vezes que alterei minha meta desse ano, isso porque não li nem cinco livros da minha lista original, e querem saber porque? É simples, não consegui resistir aos lançamentos... Ao invés de estar lendo os livros da minha estante, me tornei a louca dos lançamentos e a cada mês acrescento novos livros a bendita meta, e acho que nem preciso dizer que dessa vez não vai ser diferente não é mesmo? Vejam os novos títulos que serão lançados este mês pela Ed. Planeta de Livros Brasil e me contem qual deles derrubou seu forninho.


Resenha #213 Perdão Mortal - Robin LaFevers

Olá galerinha!
Ultimamente tenho evitado ler sinopses, confesso que as vezes eu acabo me dando mal, já que algumas capas e alguns títulos nem de longe refletem o conteúdo. Não me levem a mal pessoal, não estou “julgando livros pela capa”, sei bem que tal atitude é um grande erro, decidi fazer isso apenas no intuito de me privar das sinopses extremamente reveladoras que tenho visto por ai. Diante disso, hoje trago a resenha de uma leitura que realizei as cegas e que (graças a Deus) funcionou muito bem, então continue lendo e confira a resenha do livro Perdão Mortal, primeiro volume da trilogia O Clã das Freiras Assassinas.


Titulo: Perdão Mortal (Clã das Freiras Assassinas #01) 
Autor(a): Robin LaFevers
Editora: V&R Editoras
Ano: 2015
N° de páginas: 408
Por que ser uma ovelha, quando você pode ser o lobo? Ismae Rienne, dezessete anos, escapa da brutalidade de um casamento arranjado no santuário do convento de São Mortain, onde as irmãs ainda servem deuses antigos. Lá ela aprende que o deus da Morte abençoou-a com perigosos dons e um violento destino. Se ela optar por ficar no convento, será treinada como uma assassina e servirá a Morte. Para reclamar sua nova vida, deve destruir a vida de outros. A mais importante atribuição de Ismae leva-a direto para o tribunal superior da Bretanha—onde se encontra terrivelmente sob preparada não só para os jogos mortais de intriga e traição, mas pelas impossíveis escolhas que deve fazer. Como entregar a vingança da Morte em cima de um alvo que, contra sua vontade, roubou seu coração?
Ismae cresceu com a rejeição, tanto de seus pais, como de todos os habitantes da pequena aldeia onde vivia. Todos a consideravam filha do próprio Deus da Morte, pois ela havia sobrevivido a tentativa de aborto na qual sua mãe quis lhe fazer vítima, tentativa essa que lhe causou uma cicatriz imensa nas costas, provocada pelo veneno utilizado no processo. Ismae, com apenas dezessete anos, foi vendida por seu próprio pai a Guillo (e desposada por ele), um homem do campo, grosso e totalmente desprezível, tanto por seus pensamentos machistas, como por suas atitudes. Viver todos esses infortúnios no entanto, não transformaram a jovem em uma mulher amarga (o que seria perfeitamente compreensível), muito pelo contrário, Ismae carrega em si uma doçura e é detentora de uma compreensão gigantesca o que a faz estar sempre a procura de explicações para os sentimentos e más atitudes dos outros. 

Após uma noite de núpcias fracassada Ismae foge de sua vila, do seu marido e da sua antiga vida. Ela é levada até a abadessa Saint Mortain, onde é transformada de uma simples camponesa, em uma serva, uma Filha de Mortain (Deus da Morte). No convento, Ismae e suas outras “irmãs” aprendem todas as maneiras possíveis de como se matar um homem, seja pela sedução, o que as torna mulheres dispostas a fazerem qualquer coisa por seus objetivos, levando-as a relaciona-se com aqueles os quais estão dispostas a tirar as vidas. Ou pela habilidade em luta. Pois a missão de suas vidas é servir e matar todos aqueles que seu “pai” (Mortain) marcou para morrer.

Após três anos no convento, Ismae é enviada a sua primeira missão, onde conhece Graviel Duval, um homem misterioso, que pode ser um traidor. Ismae terá que descobrir se Durval é o traidor e salvar a Duquesa e seu reino da invasão dos franceses. Apesar de se sentir preparada e honrada em servir ao seu “pai” em qualquer um de seus desejos, durante essa missão a jovem será apresentada a descobertas que poderão, mais uma vez, mudar seu destino.

Perdão Mortal é um livro que possui uma história forte e envolvente. Carrega em suas páginas temas relevantes, tais como: preconceito, machismo, superação, vingança, fé, amizade e amor, o que me fez me interessar ainda mais pela história. Ismae, não é o tipo de personagem feminina que fica se lamentando pela vida que teve (e convenhamos que foi uma vida bem difícil). É uma personagem forte e decidida, muitas vezes teimosa, que me conquistou com suas atitudes e escolhas. Todos os personagens são bem construídos e a leitura é fluida. O livro Está carregado de ação, o que me deixou muito animada a cada cena. O único ponto negativo na minha opinião, é o fato da revelação final não trazer emoção alguma, tive a impressão que a autora desejava revelar logo o traidor para que o livro terminasse de uma vez. 

Mas, mesmo com esse pequeno detalhe, Perdão Mortal está super recomendado. Robin desenvolveu uma boa trama, com personagens incríveis, e de quebra com um romance encantador. Já adianto que o enfoque não está no romance, então não espere aquelas milhares de cenas voltadas para o mesmo. Eu indico o livro a todos os amantes de uma boa aventura, de personagens femininas fortes, de um romance nada enjoativo e para quem gosta de livros com temas um tanto quanto polêmicos. 

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Quotes: O ar que ele respira, Brittainy C. Cherry

Oieee!
Quem gosta de quotes levanta a mão \o/. Eu confesso que sou super desatenta com esse negócio de citação, quando pego um livro pra ler, mergulho tão profundo na trama, que raramente me lembro de marcar ou anotar os quotes, mas quando um livro tem trechos tão marcantes como os que encontrei nessa história fica impossível passar batido. Digo isso porque não precisei de esforço algum para selecionar minhas passagens favoritas enquanto lia O ar que ele respira


Resenha #212 O ar que ele respira - Brittainy C. Cherry

Olá amorecos!
Esse mês eu estou em uma vibe só... Nem tinha percebido isso até ler um comentário na última resenha, prometo que já estou providenciando ler outros gêneros para variar. Pode até parecer, mas nem sou tão fã de new adult assim, apesar disso, tenho um negócio com esse tipo de leitura que quando começo não consigo mais parar. Enfim, O ar que ele respira, é bem mais tranquilo do que os que eu postei até agora, então fiquem tranquilos porque a Brittainy criou uma obra que trás muita coisa legal.


Titulo: O ar que ele respira (Elementos #01)
Autor(a): Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Ano: 2016
N° de páginas: 308
Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.
Tristan viveu uma vida plena e feliz ao lado de sua esposa e filho, mas um acidente causou a morte de ambos e destruiu o coração do rapaz, tornando-o um homem quebrado e sedendo por solidão, ao se refugiar em Meadows Creek (uma cidadezinha do interior), ele conseguiu se afastar de quase tudo que pertencia a vida feliz que perdeu, menos é claro das suas próprias lembranças, que tornavam cada vez mais dolorosa a ferida que crescia em sua alma. Em meio a essa realidade caótica Tristan conhece Elizabeth, uma mulher que assim como ele enfrenta a dor de uma grande perda, ela ficou viúva a um ano e desde então tem tentado sem muito sucesso juntar os caquinhos e retomar sua vida, com Emma, sua filhinha de apenas cinco anos para cuidar, Elizabeth não tem muitas opções além de ser forte e seguir em frente. A aproximação entre essas duas almas devastadas ocorre de forma caótica, mas conforme suas dores são expostas, torna-se inevitável o surgimento de uma forte ligação, que poderá levá-los a destruição definitiva ou ao tão merecido recomeço.

Esse é o meu primeiro contato com a escrita da Brittainy e felizmente fiquei bastante satisfeita com o conjunto geral da obra. A autora desenvolveu com maestria, uma história que apesar de previsível apresenta um ou outro ponto surpreendente. Os protagonistas me ganharam desde o primeiro minuto, pois apesar de estarem lidando com suas dores, em nenhum momento perderam suas características, (o Tristan se tornou um ogro, mas foi temporário), esse fato me alegrou especialmente porque a trama tem como cenário uma cidadezinha, onde todos se conhecem e nada (nada mesmo) fica escondido, então imaginem só o falatório que surgiu, quando a recém viúva (já fazia um ano, mas para as fofoqueiras de plantão era como se houvesse passado apenas uma semana) se aproximou (mesmo que pra conversar) do cara mais grosso e solitário da cidade, considerado por todos um homem perigoso. Imaginou? Agora multiplique por mil. É, foram muitos julgamentos, pitacos e intromissões, e por isso amei ver o Tristan e a Elizabeth simplesmente anulando todas essas más influências externas que poderiam ter prejudicado o conforto que um proporcionava ao outro.

Não posso negar que o sentimento que aproximou esses dois inicialmente pode-se facilmente ser considerado mórbido, já que um buscava no outro a possibilidade de resgatar as lembranças de seus conjugues mortos, isso foi algo bem estranho de se ler, apesar de compreensível. Por outro lado, sentir de pertinho a intensidade de sentimentos tão profundos (me refiro a saudade e a dor de ter perdido alguém) sendo compartilhados de forma tão crua e livre de pudores, foi no mínimo envolvente. A forma sofrida e desesperada com a qual Tristan e Lizzie tentam sobreviver a morte de seus amores compõe um cenário angustiante e desolador, capaz de mexer com as emoções do leitor, que se propor a ler essa história com o coração aberto.

Um livro cheio de sentimentos, construído através de uma escrita maravilhosa, que nos apresenta personagens incríveis, que buscam desesperadamente recuperar o fôlego para voltar a vida. Durante toda a leitura me fiz diversos questionamentos a respeito dessa dor que eu nunca senti (e que não gostaria de sentir jamais, afinal quem quer, não é mesmo?), nunca perdi alguém que amo e por isso não faço ideia de como lidaria com algo dessa dimensão, me tornei solidária aos medos e limitações dos personagens e torci para que ele conseguissem pelo menos dar inicio ao processo de cicatrização, para quem sabe um dia voltarem a ter a chance de serem plenamente felizes. O desfecho apresentou uma reviravolta bem dramática e inesperada, que apesar de deslocada, movimentou a trama que se desenvolveu em um ritmo regular. 

O ar que ele respira, é o primeiro volume de uma série que irá trabalhar com os quatro elementos: água, terra, fogo e ar. As histórias de cada livro possuirá desenvolvimento independente, podendo ser lidas fora da ordem de publicação. O segundo volume será The Fire Between High & Lo (O fogo entre High & Lo, em tradução livre), mas não possui previsão de lançamento aqui no Brasil. A autora deixou no ar a possibilidade de escrever um algo sobre a Faye, melhor amiga doidinha da Lizzie, que merece posição de destaque devido sua tendência para loucuras e espontaneidade (sem falar das coisas absurdas que ela solta com uma facilidade impressionante), porém não se sabe será um conto dessa série, ou um livro específico e isolado e muito menos quando será publicado. Aguardemos!

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Batendo na mesma tecla: Como eu era antes de você

Genteeee!
Eu preciso falar! Quero pedir licença aqui pra falar de um assunto que já está mais batido que a minha vitamina de banana. Eu tinha prometido pra mim mesma que não, eu não iria falar desse filme, até porque todo mundo já falou e eu sei, gente eu sei mesmo que vocês estão carecas de saber tudo que acontece. Tenho certeza que até quem não assistiu ao filme ou leu o livro já sabe de cór cada detalhe, isso porque os spoilers foram e continuam sendo generosos e podem ser vistos em todas as plataformas possíveis. Mesmo assim eu quero falar, tá? Prometo que serei breve, e quem sabe aborde alguns pontos novos (ou talvez menos falados).


Bate papo literário: Sobre o discurso de valorização

Hey pessoal!
Finalmente resolvi me posicionar sobre o assunto do momento (será que ainda é?), no meio literário nacional. Vocês já ouviram falar da hastag #VALORIZEOBOOKTUBER? Tenho certeza que quem acompanha o youtube e o twitter sabe (nem que seja superficialmente) do que eu estou falando. Quem não sabe ainda, ou quem deseja saber o que eu penso a respeito, chega mais porque vamos conversar. Antes de mais nada quero deixar claro que não estou julgando ninguém, essa postagem tem o objetivo exclusivo de expressar minha opinião acerca do assunto e talvez não seja condizente com a realidade, mas é o que percebi e senti em relação ao "movimento". Não sou uma utilizadora assídua da plataforma youtube, na verdade eu quase nunca assisto vídeos por lá e já faz muito tempo que não penso e nem tenho vontade de ter um canal. Isso porque não me identificava com o formato de apresentação, não conseguia me imaginar falando para uma câmera ou algo do tipo. 


Resenha #211 Para sempre minha - Abbi Glines

Oieee!
E mais uma vez, estou aqui para falar de um livro da interminável série Rosemary Beach. Quem me acompanha sabe muito bem o quanto sou refém dos livros da Abbi, e mesmo lendo mais do mesmo, lançamento após lançamento, ainda não consegui me libertar desse povo. Fazer o que, né? Cada um faz o que pode com o que tem. E o que temos pra hoje é mais um new adult clichê. Ah! Antes que eu me esqueça, sou completamente cuidadosa com a liberação de spoilers, porque sei que tem muitos leitores que se incomodam bastante com isso, e até aqui acredito que minhas resenhas não trouxeram nenhum (ou quase nenhum), mas nessa aqui não deu pra evitar, ta pessoal? Por favor, não me odeiem, afinal são nove livros interligados direta e indiretamente e a essa altura do campeonato não tem como falar dos demais personagens sem liberar spoilers dos outros livros, pois os secundários desse, são protagonistas dos outros, mesmo assim tomei muito cuidado e falei muito pouco, mas se não quiser arriscar, basta pular o penúltimo parágrafo.


Titulo: Para Sempre Minha (Rosemary Beach #09)
Autor(a): Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
N° de páginas: 256
Alguns dos jovens de Rosemary Beach consideram Tripp Newark um herói. Há oito anos, ele abandonou uma vida meticulosamente planejada pelos pais para conquistar a independência. Pilotando sua Harley, Tripp desapareceu da cidade para viajar pelo mundo. E essa decisão o fez perder muito mais do que os milhões que herdaria. Bethy Lowry está vivendo o pior momento de sua vida. Há um ano e meio, Jace, seu namorado, morreu afogado ao salvá-la de uma forte correnteza. Sofrendo um período turbulento e ainda consumida pela culpa, ela vive sua rotina de maneira automática, com a certeza de que nunca mais voltará a amar. No entanto, sua vida está prestes a mudar. Quando tinha apenas 16 anos, Bethy teve um tórrido romance com Tripp, que é primo de Jace. Esse segredo continuaria enterrado para sempre se não fosse por um detalhe: Tripp Newark está de volta e determinado a reconquistá-la.
Tripp Newark sempre soube o que não queria ser, cansado da vida fútil que levava e decidido a não se render as imposições do pai que queria obrigá-lo a assumir os negócios da família ele traçou um plano, aquele seria seu último verão em Rosemary Beach, uma espécie de despedida da vida que não desejava, e quando o verão chegasse ao fim ele viajaria o mundo sem olhar pra trás. Mas o destino decidiu intervir, e o que já era uma decisão acertada acabou provocando reviravoltas inesperadas. Após cinco anos de andanças sem destino, Tripp está de volta a Rosemary, assim como sua partida, seu retorno tem objetivo certo, ele precisa concertar algo que está quebrado em sua vida, e sua felicidade depende do sucesso dessa nova missão, que ele pretende desempenhar com afinco, leve o tempo que for. Maduro o suficiente para não desejar fugir das dificuldades que se apresentarão Tripp irá reviver dores que marcaram não apenas a sua alma, mas também a da jovem Bethy Lowry, que após ser destroçada por uma perda irreparável será obrigada a encarar de frente os sentimentos controversos do seu passado, que apesar de presos em um coração machucado permanecem vivos e desejosos de liberdade.

Confesso que estava a espera desse livro desde que percebi que havia uma certa tensão entre Tripp e Bethy, se não me engano a uns três ou quatro livro atrás. Conforme novas histórias iam sendo lançadas a ligação dos dois ganhava mais evidência e minha curiosidade aumentava, mesmo já fazendo alguma ideia do que havia rolado (afinal as histórias da Abbi são extremamente previsíveis), queria tomar conhecimento de todos os detalhes e quem sabe me surpreender (o lance da surpresa não rolou). Mas agora que sei todos os detalhes, preciso confessar que estou bem decepcionada com todo o barulho que foi feito em torno de um drama tão básico.

Mais uma vez faltou diálogo entre os protagonistas. Não consigo parar de achar absurdas as relações dos casais de Rosemary Beach. Gente, eles fazem de tudo (na intimidade), mas não tem coragem de sentar e ter uma conversa franca com o "parceiro"? (só lembram de falar o que importa no final de cada livro). Como assim, Tripp conhece a garota, se apaixona, planeja a vida de ambos juntos e vai embora sem dizer nada sobre as decisões que ele tomou e que envolve o futuro dos dois? Será que era pra garota ter uma bola de cristal ou o poder da vidência? Porque só assim pra ela não se imaginar abandonada. Ah! Mas tem aquela velha desculpa clichê, que ambos eram muitos jovens e não pensaram direito em suas decisões (desculpa miga, mas não colou). Soma-se a isso os dramas em excesso, que são superados magicamente por uma paixão irresistível. Más decisões que foram tomadas por ambas as partes e reverberaram de forma negativa na vida de terceiros me deixou ainda mais chateada com esse casal, o fato de Bethy agir durante quase todo o livro como uma criança mimada que bate o pé, grita e faz pirraça também me incomodou bastante, até quando ela mudou a postura (o que ocorreu de forma abrupta demais, a meu ver), não me fez menos insatisfeita com a história.

Tá, então o que eu gostei nesse livro afinal? O de sempre, é resposta?  Vai ter que ser! Porque foi exatamente isso o que eu gostei no livro, a escrita e o ritmo, mesmo não tendo me identificado com os personagens ou me comovido com seus dramas, consegui ler o livro super rápido, o que não é grande coisa, já que ele não possui muitas páginas, mas a narrativa fluída da autora também contribuiu bastante. Além disso, gostei da atitude de Tripp (não a parte que ele rasteja como um verme nos pés da Bethy), o fato dele voltar a Rosemary para corrigir seus maus passos do passado e mesmo tendo dado de cara com uma muralha quase intransponível de dor, raiva e mágoa, e  não ter desistido me deixou levemente orgulhosa, sua determinação e dedicação quase me comoveram e tornaram a trama mais aceitável.

Quanto aos personagens dos outros livros, estão todos lá, Rush, Blare e Nate (já fala e tem dois aninhos, coisa mais fofa da tia :D) formando a família de comercial de margarina, Grant (superou o Rush ao babar a cria), Harllow e Lila Kate são todos Alice (vivem constantemente no mundo das maravilhas), Woods e Della continuam no processo de construção da família perfeita e pela primeira vez não temos sequer um vislumbre da Nan, a ruiva maligna não foi nem citada e confesso que não senti a menor falta, só lembrei dela no instante em que estava digitando esse paragrafo. A participação de todos eles dessa vez teve caráter meramente figurativo, já que Tripp e Bethy resolveram lidar sozinhos com seus fantasmas do passado. Conforme os segredos foram se revelando pouca coisa mudou, já que não havia muito o que ser feito antes que ambos se curassem de suas mágoas e culpas.

Para sempre minha, esclarece muita coisa relacionada a partida de Tripp e trás o porque de Bethy ter se tornado uma mulher tão quebrada, mas também trás a possibilidade de um futuro melhor para ambos, que mesmo tendo compartilhado um passado inicialmente lindo, que se tornou doloroso, e estarem vivendo um presente amargo, ainda não desistiram do felizes para sempre, e alguém duvida que todos nessa cidade praiana encontrará o seu em algum momento? Tenho certeza que o sol irá brilhar para todos em Rosemary Beach e agora que cheguei até aqui pretendo ir até o final, mas será que ainda demora muito gente? Estamos no nono livro e sei de pelo menos mais cinco que estão vindo por ai, só eu que estou achando exagerado? Enfim, recomendo o livro para todos os fãs da série, para os que curtem clichês sensuais (dentre os nove esse é o mais leve nesse quesito), que não se incomodam com drama em excesso e que tem curiosidade de conhecer a série. Aconselho que leiam os livros na ordem de publicação pois facilita a compreensão das histórias paralelas que estão presentes em todos os livros.

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Em breve nas telonas: Nerve - Um Jogo Sem Regras

Hey peoples!
Dia 25.08, estreia o filme Nerve - Um jogo sem regras, inspirado no livro homônimo de Jeanne Ryan, lançado recentemente pela Ed. Planeta de Livros Brasil, esse suspense tem me deixado ansiosa. Apesar de só ter tomado conhecimento dessa produção a bem pouco tempo, já me considero uma das pessoas que mais deseja assistir a esse longa. Enquanto o filme não sai, que tal falarmos um pouquinho do que está por vir?  


Vem aí: Nerve

Olá queridos!
E tem lançamento bafônico chegando... A ed. Planeta de livros Brasil irá lançar Nerve, o livro de Jeanne Ryan que deu origem ao filme com Emma Roberts e Dave Franco, que estréia no final desse mês aqui no Brasil, mas antes de correr para as telonas, que tal conferirem o livro primeiro? O lançamento pelo selo Outro Planeta, está previsto para a segunda semana de agosto, ou seja, está muito perto, então não percam tempo e garantam seu exemplar na pré-venda.