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Sociedade das Relíquias Literárias (#044) A Confissão de Agatha - Louisa May Alcott

16 de dezembro de 2023

Hello guys!
Esta semana eu simplesmente não consegui cumprir com meu cronograma, nem hidratar o cabelo eu hidratei, acredita? Como de praxe, estou vivendo uma correria justamente no momento em que me falta disposição, minha preguiça de existir que lute. Então hoje, indo contra o que já havia planejado, vamos comentar A confissão de Agatha, mais um conto do Clube do Livro Sociedade das Relíquias Literárias, organizado pela editora Wish. Desde que fiz a leitura de A princesa coração de gelo, não consigo parar de pensar nas outras mais de quarenta histórias deste clube que eu ainda não conheço. E desde o instante em que finalizei a leitura de A confissão de Agatha, eu decidi que as lerei o mais rapidamente possível. Embora eu já tenha ouvido/lido maravilhas a cerca de algumas obras da Louisa May Alcott, eu simplesmente não estava preparada pra me apaixonar completamente por uma de suas histórias, e não apenas isso, me tornei uma admiradora ferrenha da sua escrita direta e cativante.

A confissão de Agatha (Thrice Tempted)
Autor (a): Louisa May Alcott
Publicação: Wish
ISBN: 9788567566689 | Skoob
Gênero: Drama / Conto
Ano: 2023
Páginas: 40
Minha avaliação: 5/5★
A jovem Agatha se vê arrebatada, pela primeira vez, pela admiração de alguém. Entretanto, um dia, um olhar denuncia que aquela paixão agora seria concorrida. Uma amizade acabada, um amor em risco, uma confissão imperdoável. Agatha fará qualquer coisa para salvar seu relacionamento, mesmo que tenha que sucumbir a tentações diabólicas. A Confissão de Agatha, conto publicado em 1857, mostra um lado mais sombrio e eletrizante da autora que conquistou o mundo com Mulherzinhas.

Sempre que me proponho a ler um novo livro tenho por via de regra dosar as expectativas o máximo possível, e com A confissão de Agatha não foi diferente, pelo menos até eu iniciar esta leitura. Louisa sem sombra de dúvidas merece todo o destaque que conquistou, sua qualidade narrativa inenarrável nos aprisiona por completo e de imediato. O drama de Agatha me envolveu de tal maneira que passei a sentir na pele o medo, o desespero e a raiva que a protagonista alimentava dentro de si, era como se eu estivesse lá naquela casa assistindo ao vivo o desenrolar de todo imbróglio. E mesmo em uma história narrada em primeira pessoa, onde facilmente se pode duvidar da confiabilidade do narrador, a autora deixa indícios que podem guiar o leitor para uma interpretação menos tendenciosa. O desfecho me levou a um estado de êxtase e revolta, tal qual somente uma obra visceral é capaz de proporcionar. Mesmo agora, dias após ter lido este conto, eu me questiono até que ponto tudo ocorreu como descrito, e o que pode ter sido deturpado pela perspectiva limitada e distorcida da personagem.