Hoje é dia de falarmos sobre Alena, uma grafic novel sueca que promete suspense, mistério e terror. Imagino que isso somado a esta capa sangrenta e o aviso de conteúdo sensível que deixei mais abaixo cause certo receio em alguns leitores em potencial, e embora a história não traga de fato o que há de pior do gênero, longe disso, preciso deixar claro que suas abordagens podem sim, causar certo desconforto. Em uma mistura de Carry a estranha e Meninas malvadas, Kim W. Andersson entrega um drama adolescente perturbador, que aborda a descoberta da sexualidade, auto aceitação, preconceito, luto, entre outras questões. Lançada originalmente em 2012, Alena foi a HQ responsável por trazer visibilidade internacional ao seu autor, chegando a conquistar o The Adamson Statue, prêmio de quadrinhos mais prestigiado da Suécia, chegou aos EUA pela Dark Horse, editora de séries famosas como Hellboy e Conan. Diante do sucesso alcançado em seu país de origem não é de se surpreender que anos após sua publicação a obra tenha ganhado uma adaptação, esta por sua vez, não tão bem avaliada.
Alena (Alena)
Autor (a): Kim W. Andersson @kimwandersson
Ilustrador (a): Kim W. Andersson
Publicação: Avec Editora
ISBN: 9788567901671 | Skoob
Gênero: Suspense +16
Ano: 2017
Páginas: 120
Minha avaliação: 3/5★
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A vida de Alena é um inferno. Desde que começou a estudar em um colégio cheio de colegas esnobes, ela sofre bullying de Filippa e das outras meninas do time de lacrosse. A melhor amiga de Alena acha que já chega de aguentar todo esse abuso. Seja da conselheira, do diretor, de Filippa ou de qualquer outra pessoa nessa escola repulsiva. Josefin promete resolver o assunto por conta própria a menos que Alena dê o troco. Só existe um problema: Josefin está morta há um ano.
Este livro contém assuntos sensíveis/gatilhos: Suicídio, violência física e psicológica, e bullying
Há quem tenha se frustrado com a previsibilidade dessa história, acredito que os amantes do terror visceral de fato não tenham encontrado aqui o que procuravam, mas isso não torna o enredo menos inquietante. Quando se acompanha a trajetória, mesmo breve, de uma adolescente que é levada ao limite repetidas vezes e de formas tão perversas, um alerta vermelho se acende instantaneamente dentro de nós. Essa foi uma daquelas leituras que iniciei de forma despretensiosa, era apenas uma lida rápida ao fim de um dia exaustivo, mais para somar em número que em qualquer outra coisa (desculpa, eu faço isso as vezes) e apesar de não ter sido uma experiência épica, admito que teve seu valor. Anderson possui traços marcantes que somados a escrita direta nos faz quase sentir na pele o desespero da personagem. Talvez as temáticas mais importantes não tenham sido abordadas da melhor forma possível, e por isso soem sensacionalistas aos olhos de quem realmente entende de tais assuntos, mas eu sendo leiga, consegui submergir o suficiente para me deixar impressionar com o conjunto da obra.





