[Resenha] O ar que ele respira - Brittainy C. Cherry

11 de agosto de 2016

Olá amorecos!
Esse mês eu estou em uma vibe só... Nem tinha percebido isso até ler um comentário na última resenha, prometo que já estou providenciando ler outros gêneros para variar. Pode até parecer, mas nem sou tão fã de new adult assim, apesar disso, tenho um negócio com esse tipo de leitura que quando começo não consigo mais parar. Enfim, O ar que ele respira, é bem mais tranquilo do que os que eu postei até agora, então fiquem tranquilos porque a Brittainy criou uma obra que trás muita coisa legal.

Título Original: The Air He Breathes
Série: Elementos #01
Autor (a): Brittainy C. Cherry @BrittainyCherry
Publicação: Record (Acervo pessoal)
ISBN: 9788501075666 | Skoob
Gênero: Romance
Ano: 2016
Páginas: 308
Minha avaliação: 3/5★
Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.
Tristan viveu uma vida plena e feliz ao lado de sua esposa e filho, mas um acidente causou a morte de ambos e destruiu o coração do rapaz, tornando-o um homem quebrado e sedendo por solidão, ao se refugiar em Meadows Creek (uma cidadezinha do interior), ele conseguiu se afastar de quase tudo que pertencia a vida feliz que perdeu, menos é claro das suas próprias lembranças, que tornavam cada vez mais dolorosa a ferida que crescia em sua alma. Em meio a essa realidade caótica Tristan conhece Elizabeth, uma mulher que assim como ele enfrenta a dor de uma grande perda, ela ficou viúva a um ano e desde então tem tentado sem muito sucesso juntar os caquinhos e retomar sua vida, com Emma, sua filhinha de apenas cinco anos para cuidar, Elizabeth não tem muitas opções além de ser forte e seguir em frente. A aproximação entre essas duas almas devastadas ocorre de forma caótica, mas conforme suas dores são expostas, torna-se inevitável o surgimento de uma forte ligação, que poderá levá-los a destruição definitiva ou ao tão merecido recomeço.

Fora dos livros: Como eu era antes de você

10 de agosto de 2016

Genteeee!
Eu preciso falar! Quero pedir licença aqui pra falar de um assunto que já está mais batido que a minha vitamina de banana. Eu tinha prometido pra mim mesma que não, eu não iria falar desse filme, até porque todo mundo já falou e eu sei, gente eu sei mesmo que vocês estão carecas de saber tudo que acontece. Tenho certeza que até quem não assistiu ao filme ou leu o livro já sabe de cór cada detalhe, isso porque os spoilers foram e continuam sendo generosos e podem ser vistos em todas as plataformas possíveis. Mesmo assim eu quero falar, tá? Prometo que serei breve, e quem sabe aborde alguns pontos novos (ou talvez menos falados).

ME BEFORE YOU
Lançado: 16 de junho de 2016
Duração: 1h 50min
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer
Gênero: Romance
Avaliação: 4/5 🎬

Então, quem não conhece a história (se é que existe alguém no mundo), Como eu era antes de você nos apresenta Louisa Clark uma mulher excêntrica (no mínimo), que após ser demitida do seu último emprego se vê aceitando a vaga de cuidadora de Will Traner, um jovem que a dois anos lida com tetraplegia, resultado de um atropelamento. Will vive mergulhado na infelicidade de viver uma vida limitada e Lou recebe o encargo de trazer cor ao mundo cinza do rapaz (uma tarefa nada fácil, diga-se de passagem). Aos poucos Lou consegue se aproximar de Will e podemos entender tudo ou pelo menos uma boa parte da dor constante a que ele está refém. Juntos eles compartilham momentos de melancolia, felicidade e tristeza, a vida desses dois opostos se cruzam em um momento decisivo para ambos e depois dessa convivência meio que forçada nada será como antes, sonhos são construídos e despedaçados, novos caminhos e possibilidades são descobertos e aproveitados, decisões irreversíveis e extremamente dolorosas são tomadas. Em Como eu era antes de você uma história de amor, amizade e renúncia você encontrar mais de um motivo para chorar ou se indignar e aprenderá que não importa o que aconteça o respeito as decisões alheias não lhe priva de sentir sua própria dor.

Antes de começar a falar o que achei desse filme, quero deixar claro que essa postagem não se trata de um crítica, nem nada do tipo, só gostaria de conversar um pouquinho sobre minhas percepções a cerca da obra, okay? Então apertem o play dessa playlist diva e vamos lá!

Bate papo literário: Sobre o discurso de valorização

9 de agosto de 2016

Hey pessoal!
Finalmente resolvi me posicionar sobre o assunto do momento (será que ainda é?), no meio literário nacional. Vocês já ouviram falar da hastag #VALORIZEOBOOKTUBER? Tenho certeza que quem acompanha o youtube e o twitter sabe (nem que seja superficialmente) do que eu estou falando. Quem não sabe ainda, ou quem deseja saber o que eu penso a respeito, chega mais porque vamos conversar. Antes de mais nada quero deixar claro que não estou julgando ninguém, essa postagem tem o objetivo exclusivo de expressar minha opinião acerca do assunto e talvez não seja condizente com a realidade, mas é o que percebi e senti em relação ao "movimento". Não sou uma utilizadora assídua da plataforma youtube, na verdade eu quase nunca assisto vídeos por lá e já faz muito tempo que não penso e nem tenho vontade de ter um canal. Isso porque não me identificava com o formato de apresentação, não conseguia me imaginar falando para uma câmera ou algo do tipo.

[Resenha] Para sempre minha - Abbi Glines

8 de agosto de 2016

Oieee!
E mais uma vez, estou aqui para falar de um livro da interminável série Rosemary Beach. Quem me acompanha sabe muito bem o quanto sou refém dos livros da Abbi, e mesmo lendo mais do mesmo, lançamento após lançamento, ainda não consegui me libertar desse povo. Fazer o que, né? Cada um faz o que pode com o que tem. E o que temos pra hoje é mais um new adult clichê. Ah! Antes que eu me esqueça, sou completamente cuidadosa com a liberação de spoilers, porque sei que tem muitos leitores que se incomodam bastante com isso, e até aqui acredito que minhas resenhas não trouxeram nenhum (ou quase nenhum), mas nessa aqui não deu pra evitar, ta pessoal? Por favor, não me odeiem, afinal são nove livros interligados direta e indiretamente e a essa altura do campeonato não tem como falar dos demais personagens sem liberar spoilers dos outros livros, pois os secundários desse, são protagonistas dos outros, mesmo assim tomei muito cuidado e falei muito pouco, mas se não quiser arriscar, basta pular o penúltimo parágrafo.

Título Original: You Were Mine
Série: Rosemary Beach #09
Autor (a): Abbi Glines @AbbiGlines
Publicação: Arqueiro (Acervo pessoal)
ISBN: 9788580415773 | Skoob
Gênero: Romance +18
Ano: 2016
Páginas: 256
Minha avaliação: 2/5★
Alguns dos jovens de Rosemary Beach consideram Tripp Newark um herói. Há oito anos, ele abandonou uma vida meticulosamente planejada pelos pais para conquistar a independência. Pilotando sua Harley, Tripp desapareceu da cidade para viajar pelo mundo. E essa decisão o fez perder muito mais do que os milhões que herdaria. Bethy Lowry está vivendo o pior momento de sua vida. Há um ano e meio, Jace, seu namorado, morreu afogado ao salvá-la de uma forte correnteza. Sofrendo um período turbulento e ainda consumida pela culpa, ela vive sua rotina de maneira automática, com a certeza de que nunca mais voltará a amar. No entanto, sua vida está prestes a mudar. Quando tinha apenas 16 anos, Bethy teve um tórrido romance com Tripp, que é primo de Jace. Esse segredo continuaria enterrado para sempre se não fosse por um detalhe: Tripp Newark está de volta e determinado a reconquistá-la.
Tripp Newark sempre soube o que não queria ser, cansado da vida fútil que levava e decidido a não se render as imposições do pai que queria obrigá-lo a assumir os negócios da família ele traçou um plano, aquele seria seu último verão em Rosemary Beach, uma espécie de despedida da vida que não desejava, e quando o verão chegasse ao fim ele viajaria o mundo sem olhar pra trás. Mas o destino decidiu intervir, e o que já era uma decisão acertada acabou provocando reviravoltas inesperadas. Após cinco anos de andanças sem destino, Tripp está de volta a Rosemary, assim como sua partida, seu retorno tem objetivo certo, ele precisa concertar algo que está quebrado em sua vida, e sua felicidade depende do sucesso dessa nova missão, que ele pretende desempenhar com afinco, leve o tempo que for. Maduro o suficiente para não desejar fugir das dificuldades que se apresentarão Tripp irá reviver dores que marcaram não apenas a sua alma, mas também a da jovem Bethy Lowry, que após ser destroçada por uma perda irreparável será obrigada a encarar de frente os sentimentos controversos do seu passado, que apesar de presos em um coração machucado permanecem vivos e desejosos de liberdade.

[Resenha] A garota do calendário, Fevereiro - Audrey Carlan

4 de agosto de 2016

Oiee!
Estou super atrasada com a leitura dessa série, sendo assim, decidi devorar todos os livros conforme for conseguindo adquiri-los, pois tenho em mente que se ficar pra trás nessa série de DOZE livros, não irei terminá-la tão cedo. Tudo bem, eu sei que os livros são curtinhos e tals, mas mesmo assim, sei que não vou consegui ler depois de ser bombardeada por spoilers, isso porque essa tem sido uma das séries mais comentadas nos últimos meses. Então preparem-se pois ainda estou decidida a levar esse negócio até o fim HAHAHA. 

Título Original: Calendar Girl, February
Série: A garota do calendário #02
Autor (a): Audrey Carlan @AudreyCarlan
Publicação: Verus (Acervo pessoal)
ISBN: 9788576865070 | Skoob
Gênero: Erótico +18
Ano: 2016
Páginas: 135
Minha avaliação: 2/5★
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.  Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em fevereiro, Mia vai passar o mês em Seattle com Alec Dubois, um excêntrico artista francês. No papel de musa, ela vai embarcar em uma jornada de descobertas sexuais e lições sobre o amor e a vida que permanecerão com ela para sempre.
Em fevereiro Mia desembarca em Seatle, onde conhece o seu segundo cliente, Alec Dubois, um artista renomado que transborda charme e excentricidade. Diferente de Wes (o cliente anterior) Alec não pretende desfilar a beleza da beldade por seu circulo social, muito pelo contrário o workholic está extremamente empenhado em um projeto artístico no qual terá Mia como musa. Decidida a desfrutar ao máximo de todas as experiências que essa nova fase de sua vida pode lhe proporcionar a jovem mais uma vez irá sentir seu mundo se abalar, dessa vez ela irá aprender que existem as mais variadas formas de amar e de ser amada.

[Resenha] A garota do Calendário, Janeiro - Audrey Carlan

2 de agosto de 2016

Oláaa meu povo!
Eis que finalmente consegui adentrar o universo conturbado de Mia Saunders, já faz uma eternidade (mentira, não tem tanto tempo assim) que estou querendo ler os livros dessa série, e os motivos para essa ânsia desesperada são os mais diversos possíveis, dentre eles posso listar facilmente o sucesso da série no exterior, o trabalho maciço do marketing editorial nacional, as inúmeras críticas positivas e por fim a proposta singular que doze meses e doze homens diferentes conferem a trama. 

Título Original: Calendar Girl, January
Série: A garota do calendário #01
Autor (a): Audrey Carlan @AudreyCarlan
Publicação: Verus (Acervo pessoal)
ISBN: 9788576865063 | Skoob
Gênero: Erótico +18
Ano: 2016
Páginas: 144
Minha avaliação: 5/5★
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil.  Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em janeiro, Mia vai conhecer Wes, um roteirista de Malibu que vai deixá-la em êxtase. Com seus olhos verdes e físico de surfista, Wes promete a ela noites de sexo inesquecível — desde que ela não se apaixone por ele.
Mia mais uma vez assume para si a missão de salvar o pai alcoólatra e viciado em jogo, de uma enrascada. Na tentativa de liquidar a dívida milionária do patriarca, ela se torna acompanhante de luxo, e é em seu primeiro trabalho que ela conhece Wes, um roteirista famoso (vulgo surfista gato), que apenas com um olhar foi capaz de ouriçar as borboletas no estômago de Mia, que há algum tempo jaziam adormecidas. Mia foi contratada pela mãe de Wes, com o objetivo de manter as cavadoras de ouro (aquele tipinho que não consegue ver um homem bonito e rico que já quer "flertar"), que rondavam o rapaz como mosca no mel e constantemente atrapalhavam suas tentativas de manter contatos profissionais durante os eventos sociais que ele frequentava (isso porque ele era educado demais pra fazer elas se mancarem). E é como o escudo anti-interesseiras de Wes que Mia entra em sua vida, durante três semanas eles irão compartilhar muito mais que um apartamento e estarão a mercê de emoções arrebatadoras.

Resenha #208 Como ela sabe o que eu penso? - J.C.Virgínio

19 de julho de 2016

Oi pessoal!
Estão lembrados desse carinha aqui? Como ela sabe o que eu penso?, foi apresentado a vocês na coluna Dia de nacional e hoje trago uma impressão mais completa para que vocês finalmente saibam tudo o essa história singular lhes reserva. Ao ler a sinopse desse livro pela primeira vez fui assolada por uma curiosidade extrema, como assim ler os pensamentos através do toque das mãos? Acredito que assim como eu, muitos ficaram interessados em descobrir como um romance que conta com um "toque" extra tão peculiar se desenrolou no final das contas. Curiosos? Então confiram a resenha.



Titulo: Como ela Sabe o Que eu Penso?
Autor(a): J.C.Virgínio
Editora: Talentos da Literatura Brasileira
Ano: 2016
N° de páginas: 173
O que você faria se descobrisse que a pessoa que você ama e com a qual pretende se casar pode ouvir seus pensamentos toda vez que segura sua mão, mas nunca disse uma palavra sobre isso? Anne é uma jovem arquiteta, bonita e bem-sucedida, que tem o que muitas mulheres gostariam de ter: a capacidade de ouvir os pensamentos de seu amor. Apaixonou-se à primeira vista por Eduardo, sabendo de antemão tudo o que se passava em sua cabeça. Eduardo não acredita que alguém tão especial possa se apaixonar por um homem comum sem ser ciumenta e possessiva. Anne não revela ao parceiro sua curiosa habilidade, mas não consegue se controlar ao ouvir os pensamentos estereotipados dele. Acompanhe esta história e ria, emocione-se e divirta-se!

Desde a primeira vez que Anne viu Eduardo, algo se transformou dentro dela, apesar disso sua timidez a impediu de se aproximar e descobrir onde essa sensação a levaria de fato. No entanto, cinco anos depois ela se vê novamente cara a cara com aquele que tem povoado seus pensamentos, e após um primeiro contato meio desastrado Anne descobre que pode ouvir os pensamentos do rapaz, mas não sem antes lhe dar um pequeno choque. Isso mesmo que vocês leram, ao tocar a mão de Eduardo a jovem lhe transmite uma pequena corrente elétrica que lhe permite ouvir os pensamentos dele. Situação duplamente incomum, não é mesmo? Apesar disso nenhum dos envolvidos se importa com essa situação inusitada, ambos estão encantados e não pretendem deixar passar a oportunidade de se conhecerem e quiçá se relacionarem.

A escrita informal do Jean confere a trama uma desenvoltura ainda maior, o que facilita o entrosamento e aumenta a credibilidade dessa história tão surreal. O fato de não termos uma explicação definida para esse "dom?" de Anne não chega a incomodar, pois mesmo a narrativa ocorrendo na terceira pessoa, expressa apenas os fatos que os envolvidos tem conhecimento, e Anne nuca teve certeza do porque dela ter essa capacidade, mesmo que ela já tenha dado choque em seu pai durante a infância, Eduardo é o primeiro que ela consegue ouvir os pensamentos. Confesso que quando iniciei a leitura, achei invasivo e desonesto o fato dela continuar ouvindo tudo o que ele pensava sem lhe informar o que estava acontecendo, mas conforme os pensamentos de Eduardo iam se revelando dei completa razão a garota.

Não que tamanha invasão de privacidade se justifique, mas Anne amava e desejava verdadeiramente ter um relacionamento com Eduardo, que por diversas vezes se mostrou no mínimo um escroto de marca maior, com sua mente extremamente afiada por pensamentos que iam do machismo ao possível adultério. Não sou ingênua ao ponto de acreditar que os pensamentos sexistas do personagem sejam mera ficção, muito pelo contrário, tenho certeza que muitos homens, se não todos (pelo menos em um ou outro momento da vida) pensam: "nossa que mulher gostosa" ou "preciso pegar ela", o fato de essas e outras expressões terem surgido com certa frequência nos pensamentos de Eduardo me incomodaram um pouco. Mas o mais difícil de digerir, foi o fato de Anne "ouvir" tudo isso e achar tudo muito normal, afinal os homens pensam essas coisa mesmo, né? Eu sinceramente acho que não. Não achei normal Eduardo estar com Anne e pensar tão descaradamente em "se aliviar" com outra, e se esse tipo de pensamento é comum na mente de todos os homens como o autor quis passar, eu jamais saberia lidar com um "poder" como esse, no mínimo eu morreria solteira (e feliz), porque sou extremamente drástica com minhas opiniões de valores. 

Em contrapartida a evolução de Eduardo é nítida, conforme seu envolvimento com Anne vai amadurecendo é possível vê-lo abandonando, pelo menos em parte, certas ideologias furadas. Outro ponto no qual o personagem apresentou crescimento considerável foi em sua insegurança diante do fato de Anne ser uma arquiteta bem sucedida e com um poder aquisitivo confortável, diferente dele que mesmo cheio de projetos promissores, não estava tão estável financeiramente. Essa situação incômoda para Eduardo foi uma das poucas coisas que ele não conseguiu externar, mas que felizmente com o desenrolar da trama foi perdendo força. Já Anne sempre se mostrou uma personagem mais tranquila e sem muitas neuras, apesar de mimada e inflexível em determinadas situações, suas inseguranças se resumiam basicamente a se Eduardo a amaria e a aceitaria de verdade, bem mais compreensíveis, pelo menos pra mim. 

Como ela sabe o que eu penso?, foi uma leitura cheia de altos e baixos, com um desfecho extremista porém surpreendente e necessário. Em um conjunto geral posso dizer que a carga dramática é bem maior que a humorística, poucos foram os momentos em que eu ri com a leitura, mas por outro lado senti raiva, me solidarizei e torci, mas torci loucamente para que Eduardo abandonasse seus pensamentos engessados e jurássicos, e por fim, quero acreditar que isso de fato ocorreu. Além disso, a trama nitidamente nos faz refletir sobre os limites que devem existir para que uma relação seja saudável para ambas as partes e que ultrapassar esses limites poderá acarretar sérias consequências aos envolvidos, bem como nos mostra que o respeito é essencial para se desenvolver a confiança necessária para que um envolvimento se torne real e duradouro. Recomendo a leitura para quem está a procura de uma premissa singular, permeada de clichês e que se desenvolve de forma naturalmente leve, com um toque de humor.  

Cortesia: J.C.Virgínio
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[Resenha] Talvez um dia - Colleen Hoover

14 de julho de 2016

Oieee!
Sabe quando você está nadando contra a maré, mas nenhum esforço é suficiente pra te levar onde você quer ir? Então, esta sou eu tentando não ler esse livro. Genteee, daqui a pouquinho o ano acaba e eu quase não li nenhum livro da minha minha meta anual, são tantos lançamentos... E esse eu quis ler de imediato, se não bastasse ser uma obra da diva Colleen Hoover, ainda tive que lidar com o bombardeio de críticas positivas e os milhares de elogios, por isso e somente por isso eu sucumbi. Não aguentei mais e li mesmo, agora estou aqui para contar pra vocês o resultado disso. Vamos lá!

Talvez um dia (Maybe Someday)
Coleção: Maybe #01
Autor (a): Colleen Hoover @colleenhoover
Publicação: Galera recod
ISBN: 9788501050311 | Skoob
Gênero: Romance +16
Ano: 2016
Páginas: 368
Minha avaliação: 5/5★
Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.
Desde o meu primeiro contato com a escrita da Colleen Hoover soube que leria tudo que essa mulher publicasse, dois anos depois ainda estou bem longe de cumprir com esse desejo, mas estou na luta, quando soube do lançamento de Talvez um dia, admito que me juntei aos fãs da escritora e fui a loucura, estava desesperada para descobrir o que ela havia nos reservado dessa vez. E quando finalmente li o livro me vi dividida, entre o que a autora quis passar e o que eu realmente achei da história, no final das contas decidi ficar com o que eu senti, e é isso que irei contar pra vocês agora.

Resenha #206 O príncipe das sombras - Sylvain Reynard

12 de julho de 2016

Oi pessoal!
Já faz um tempinho que li a trilogia Inferno de Gabriel, e quem leu as resenhas sabe o quanto eu curti a história que foi inspirada em A divina comédia, de Dante Alighieri. Agora tive a oportunidade de conhecer mais uma obra publicada por Sylvain Reinard e me deparei com a feliz descoberta de que mesmo O príncipe das sombras possuindo uma pegada sobrenatural o que difere completamente dos livros da trilogia, possui uma ligação direta com Júlia e Gabriel, isso mesmo que vocês leram, temos mais do casal Emerson nessa nova série do autor canadense. Querem saber onde os pontos se ligam? Come on!


Titulo: O Príncipe das Sombras (Noites em Florença #0.5)
Autor(a): Sylvain Reynard
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
N° de páginas: 128
Um conjunto muito valioso de ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia, de Dante Alighieri, é exposto na Galleria degli Uffizi, em Florença. O dono das peças é o famoso professor de literatura Gabriel Emerson. Quando se deixou persuadir por sua amada esposa, Julianne, concordando em dividir com o mundo a beleza daquelas obras de arte, Gabriel jamais poderia imaginar que estaria atraindo para si um poderoso inimigo. Mais de um século antes, aquelas mesmas ilustrações foram roubadas de seu verdadeiro dono, o Príncipe de Florença, uma criatura sobrenatural e misteriosa que governa o submundo da cidade e há muito não sabe o que é o amor. Agora um dos seres mais perigosos da Itália está disposto a recuperar o que lhe pertence e se vingar de Gabriel e Julianne. Mas logo seus planos são frustrados. Um atentado o obriga a deixar os Emersons de lado, afinal ele precisa resolver assuntos muito mais importantes. Tanto seu principado quanto sua própria vida parecem estar em risco. Passado na cidade mais artística da Itália, O príncipe das sombras é uma incrível introdução à nova série de Sylvain Reynard, Noites em Florença, e vai deixar os leitores com gostinho de quero mais. 
Recentemente eu ganhei o livro A transformação de Raven, primeiro livro da série Noites em Florença, mas ao tomar conhecimento de que havia uma obra introdutória quis conhecer de imediato, mal sabia eu que iria reencontrar Gabriel e Júlia, meu casal querido da trilogia Inferno de Gabriel. Mas assim que tomei conhecimento do fato fiquei ainda mais empolgada pela leitura, admito que pelos motivos errados, já que o enfoque do livro é no tal príncipe das sombras, e por essa expectativa mal direcionada posso não ter desfrutado do livro de forma plena.

Júlia e Gabriel estão mais uma vez em Florença, desta vez eles vem como anfitriões de uma grandiosa exposição, o professor Emerson resolveu finalmente ceder aos pedidos da esposa e compartilhou com o mundo as ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia, de Dante Alighieri, que lhe pertencem e que jamais foram expostas ao público. Apaixonados pela arte, eles decidem expor a beleza das ilustrações na Galleria degli Uffizi, que eles conhecem tão bem. Embora seja um exímio conhecedor de tais obras, Gabriel não faz ideia de toda a história sombria que se esconde por trás das ilustrações e apesar de ter entrado em alerta imediato após cruzar com um observador sombrio durante a exposição, não imagina o perigo que ele e sua amada Juliane estão correndo. 

Considerado uma criatura sombria e sem qualquer sentimento, residente do submundo florentino, o Príncipe de Florença, mantém o foco em seu objetivo maior, reaver as ilustrações de Botticelli, que foram roubadas de seu acervo pessoal a séculos e destruir o casal que se auto intitulam donos daquilo que lhe pertence. Tomado pelo ódio e uma sede de justiça deturpada o Príncipe sombrio não poupará esforços e não terá misericórdia, Gabriel Emerson e sua esposa devem morrer da forma mais lenta e dolorosa possível. No entanto, uma ameaça externa a seu principado o obriga a desviar o foco, o que pode ser a chance de salvação do casal Emerson, mas até quando o ser sobrenatural e perverso deixará impune a afronta inconsciente que lhe foi feita? 

Tenho que admitir que esse contanto inesperado com Júlia e Gabriel, me afetou bastante. Eu já estava conformada com o final da trilogia e não pensava de forma alguma em seus protagonistas, mas o fato do autor tê-los trazido de volta nesse momento e nem de longe como meros coadjuvantes, me fez desejar mais espaço para eles nos próximos livros da série, pelo menos até que ocorra o desfecho do novo dilema dos dois. Exatamente isso, o autor abriu uma porta gigantesca que torna o futuro do casal Emerson incerto e provavelmente muito doloroso e deixo claro que não me refiro a provável vingança do Príncipe sombrio. Isso está me tirando o sono, não consigo prever o que está por vir para esses dois e não entendo o porque de tal dramaticidade nesse momento, isso sem sombra de dúvidas acabou desviando boa parte da minha atenção.

Voltando ao protagonista, tenho que admitir que ainda não estou muito convencida. Durante toda a leitura, percebi que o autor desejava desesperadamente impor um ser maligno, inflexível e impiedoso, mas as vezes era possível vislumbrar certos conflitos de personalidade, acredito que conforme os demais livros da série forem sendo lançados compreenderemos melhor o que se passa com o Príncipe, que aparentemente, perdeu sua humanidade no decorrer dos séculos e acabou por se tornar um ser assombroso, além disso a ameaça iminente ao seu principado e o risco contínuo de traições, não lhe permitem demonstrar fraqueza diante dos seus inimigos e muito menos de seu "aliados". Mas seria o príncipe um ser completamente desprovido de emoções? Estou apostando todas as fichas no 'não'.

O príncipe das sombras, é uma obra introdutória, que serve para nos preparar para o que está por vir e instigar nossa curiosidade a cerca desse ser sobrenatural que transborda poder e mistério, além disso nos proporciona um breve vislumbre da vida atual dos protagonistas da trilogia Inferno de Gabriel, despertando saudade e mais uma vez curiosidade pelo futuro incerto de ambos. Apesar das decapitações e dos poderes sobrenaturais, essa não chega a ser uma trama eletrizante, pode-se dizer que a narrativa é mediana, embora um pouco massante. Estou na torcida para que a trama do próximo livro seja mais atraente. Apesar de não ter gostado tanto do conjunto da obra, irei dar três estrelas devido a participação dos Emersons que foi a parte que mais me agradou na leitura.

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Resenha #205 O diário internacional de Babi - Chris Salles

8 de julho de 2016

Oi pessoal!
Hoje estou trazendo pra vocês a resenha de um dos maiores fenômenos do Wattpad, quem usa a plataforma sabe bem e quem não usa vai saber agora. O diário internacional de Babi, ganhador Watty2015 (prêmio que homenageia os livros mais populares da plataforma), será lançado pela Ed. Planeta de Livros Brasil apenas no final de julho, mas a editora nos enviou uma prova antecipada e depois de devorar o livro, não me contive e corri aqui para contar tudo (ou pelo menos quase tudo), pra vocês. Chega mais, vamos contagiar o mundo com a minha empolgação.


Titulo: O diário internacional de Babi
Autor(a): Chris Salles
Editora: Outro planeta
Ano: 2016
N° de páginas: 298
Mudar nunca foi a palavra preferida de Bárbara. Porém, depois da separação dos pais, a garota de 15 anos se vê obrigada a migrar com a mãe e os irmãos para Orlando, a cidade americana onde os sonhos ganham vida. E descobre que a fronteira entre o real e o ilusório pode ser mais difícil do que parece. 
Meu interesse por esse livro foi imediato, assim que soube do lançamento desejei lê-lo, primeiro porque (já repeti mil vezes) amo juvenis e segundo porque só tenho tido boas experiências com o selo Outro planeta, além de que fiquei super interessada pela premissa, sendo assim não pensei nem duas vezes antes de agarrar com todos os membros do meu corpo a oportunidade de conhecer essa história antes do lançamento. O que nos trás a esse momento do mais puro e completo deslumbramento, em que estou vivendo.

Bárbara estava feliz com sua vida em Estrela, amava sua escola e seus amigos e nunca havia cogitado sair de lá, mas após o divórcio dos pais a garota se viu obrigada a deixar tudo para trás e partir com a mãe e os irmãos rumo a um recomeço em Orlando (terra do Mickey), a cidade dos sonhos. Mas só se for os sonhos dos outros, porque Bárbara queria mesmo é permanecer no Brasil ao invés de ter que se adaptar com outras pessoas, outra língua e em outro país. Se não bastasse todas essas mudanças impostas, ela ainda terá que lidar com o fato de ser um grande imã que atrai para si as mais diversas confusões. Através do seu diário, Babi nos apresenta suas dúvidas, dilemas, e micos, muitos micos mesmo.

Apesar de não utilizar a plataforma Wattpad, tenho plena consciência de que muitos livros bons são revelados por lá, o fato desse ter se destacado não só pelo número de leituras, mas também ter recebido um prêmio, elevou minhas expectativas a um nível considerável. Expectativas essas que além de alcançadas, foram também superadas, já que de cara somos fisgados pela escrita dinâmica e envolvente da Chris, e conforme vamos avançando na leitura que é 100% narrada pela Babi em seu diário, vamos nos envolvendo e encantando com a protagonista super carismática. Por ser uma leitora assídua de livros do gênero, sei o quanto é comum nos irritarmos vez ou outra com alguma atitude de personagens adolescentes, mas por incrível que pareça, não experimentei essa sensação em nenhum momento durante toda a trama, mesmo sendo muito estabanada e se metendo nas mais diversas enrascadas, Babi me cativou do inicio ao fim da leitura.

A escrita da autora é leve e flui facilmente, prova disso é a facilidade com a qual eu me perdi no tempo enquanto concluía a leitura em algumas poucas horas. O envolvimento é tão natural, que diversas vezes me senti como se estivesse vivenciando cada acontecimento narrado nesse diário. Uma trama bem construída que não deixa margem para dúvidas, o enredo é completo e realístico, a gama de personagens é riquíssima e cada um possui um peso com maior ou menor relevância para o amadurecimento da história. A relação da protagonista com a mãe e os irmãos, é um dos pontos importantes que nos faz refletir a cerca da real importância que as palavras não faladas possuem para se manter um bom relacionamento familiar. A vezes pensamos que por sentirmos tudo tão intensamente, nossos esforços e mágoas que estão sempre ali na superfície são perceptíveis a todos, o que nem sempre (quase nunca) ocorre de fato, o que nos trás a importância da exteriorização dos nossos sentimentos, nem que seja no meio familiar mais próximo.

O diário internacional de Babi, é uma história adolescente em todos os sentidos, cheio de dramas e exageros, mas acima de tudo é um livro incrivelmente adorável, capaz de despertar aquele sorriso bobo que surge quando se está absorto em uma narrativa irreverente. Tudo isso somado a um romance singelo, construído pacientemente enquanto desviava de maus entendidos e decisões precipitadas, foi capaz de preencher e trasbordar meu coração (eternamente adolescente). Além disso contamos com a composição de uma playlist incrível, e a cada capítulo somos presenteados com uma indicação maravilhosa. Indico esse livro para todos, mesmo aqueles que não curtem juvenis, se você é ou já foi (algumas pessoas dizem ter pulado essa fase) adolescente em algum momento da sua vida, leia esse diário, tenho certeza que a escrita da Chris irá te prender e apresentar a uma história maravilhosa que no mínimo te arrancará muitas risadas. Por fim, como não desejar mais e mais dessa história? Por sorte já posso adiantar que a autora está trabalhado na sequência, que torço para que não demore a sair.

Está tentando sair de uma ressaca literária? Então corre, esse é o livro certo.

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