18 de agosto de 2016

Resenha #215 A Garota do Calendário, Março - Audrey Carlan

Oi pessoal!
E lá vamos nós para o terceiro livro da série A garota do calendário. Depois da extrema decepção que tive com o livro anterior, admito que cogitei seriamente em abandonar a série. Mas, aparentemente minha determinação é bem maior do que eu imaginava, e por isso resolvi dar uma chance a essa história, o que acabou restaurando, pelo menos por  hora, meu desejo de ler todos os livros. Felizmente, Março trouxe uma trama atraente e tornou possível ao leitor da série desintoxicar-se da forçação de barra de fevereiro.


Titulo: A Garota do Calendário, Março (A Garota do Calendário #03)
Autor(a): Audrey Carlan
Editora: Verus
Ano: 2016
N° de páginas: 144
Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Mia vai passar o mês de março em Chicago com o empresário Anthony Fasano, que a contrata para fingir ser noiva dele. A princípio Mia não entende por que um homem tão lindo e másculo precisa de uma falsa noiva.
Em Março, Mia é enviada para Chicago, onde irá se passar pela namorada de Anthony Fasano, um empresário notável em mais de um aspecto. Como já é de praxe ela fica hospedada na casa de seu cliente pelo período aproximado de um mês, tempo suficiente para que ela possa se inteirar dos dramas vividos por Tony, que por ser membro de uma família italiana tradicional, e herdeiro de uma rede super famosa de restaurantes, lida diariamente com as pressões e responsabilidades impostas por sua posição. Além de gerenciar um negócio próspero, ele enfrenta as cobranças constantes, para encontrar uma esposa que possa gerar seus herdeiros, e é pensando em ganhar tempo e aliviar um pouco o peso dessa imposição feita pela sua família, além de manter em segredo o motivo pelo qual ele não possui uma namorada de verdade, que Anthony apresenta Mia, como sua noiva, para o clã Fasano. Pela primeira vez até aqui, Mia irá questionar-se quanto a possibilidade de não conseguir cumprir com seu trabalho. Seria ela capaz de convencer os italianos questionadores de que está apaixonada pelo membro mais querido da família?

Já quero deixar claro que esse livro foi uma surpresa bem vinda, o fato da história ter se desenvolvido em torno de Tony e seus dilemas familiares ao invés da sexualidade da Mia, foi como um oásis em meio ao deserto. Apesar desse detalhe positivo, ainda foi necessário lidar com esse lado da protagonista, que sinceramente a cada livro se torna mais cansativo e frustrante. A quem diga que Mia é uma mulher bem resolvida quanto a seu corpo e seus desejos (eu também pensei assim, não acredita? Então leia a resenha de janeiro), mas eu não consigo enxergar essas características com tanta evidência, (pelo menos não mais).

Mia é uma mulher adulta que recebeu limões da vida e com eles fez uma limonada, até ai tudo bem, certo? Ela é acompanhante de luxo e para desempenhar bem o seu trabalho, pelo qual ela recebe uma fortuna (diga-se de passagem), ela precisa enfrentar tudo com a mente aberta, e ela o faz. Desde o primeiro cliente, é possível perceber nitidamente o quão rasos são os pudores da personagem, a autora até tenta passar um certo constrangimento ou algo do tipo, mas falha miseravelmente. A verdade é que Mia não está nem ai para o que pensam dela (isso é bom, né?), poucas vezes ela se questionou a cerca do seu trabalho, que não há como negar costuma ser mal interpretado por um grande número de pessoas. O que se percebe é que ela gosta do que faz e desfruta ao máximo de cada experiência, novamente não vejo problema algum nisso. Mas o que incomoda mesmo, é o desespero da personagem por sexo. Gente, sério mesmo, não estou sendo puritana ao afirmar isso. Leio livros do gênero com certa frequência e já faz bastante tempo que não me incomodo com esse tipo de narrativa, mas essa série é demais.

As situações apresentadas aqui são as mais diversas possíveis (levando-se em consideração a superficialidade da narrativa), mas o destaque quase sempre é o mesmo, Mia e sua necessidade (quase que patológica) de baixar a calcinha para todo e qualquer par de calças que cruze seu caminho, a mulher parece desesperada, não há um homem sequer no qual ela pôs os olhos, que não tenha despertado um desejo exagerado, a ponto dela querer arrancar toda a roupa de imediato. PELAMÔR, né Audrey querida? Acho super normal e saudável, sentir-se atraída por um carinha bonito e tals, mas TODOS os homens que cruzam o caminho dela, gente eu disse todos é porque são todos (menos os velhos e feios), a Mia está constantemente disposta, não importa onde ou com quem. Isso me incomodou muito, mas muito mesmo. Só pra constar, ela não chega a por em prática todos os seus desejos tá gente? Principalmente porque ela não tem oportunidade para isso (se tivesse ela faria, não tenho dúvidas), mas só o fato de sermos obrigados a ler suas fantasias excessivas, a cada cinco segundos, torna a leitura chata e repetitiva.

A garota do calendário - Março, trás uma trama um pouco mais realística que as demais e aborda (mesmo que superficialmente) temáticas relevantes, sendo o preconceito e as pressões familiares as principais delas. Além disso, temos de brinde uma participação mais que bem vida do Wes, e dessa vez não apenas por mensagens ou nos penamentos da Mia, isso mesmo galera, Wes ao vivo e a cores, não péra (vocês entenderam)... Apesar de ter criado um conceito (bem negativo) a respeito da protagonista, completamente diferente do que eu tinha no primeiro livro, continuarei lendo a série, no entanto não anseio mais em descobrir o quanto ou se a Mia irá evoluir no decorrer dos meses, meu objetivo de leitura a atual resume-se a conhecer os novos clientes e conferir o que cada nova história tem a oferecer.

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13 comentários

  1. Oi, Del! Quero destacar algumas coisas pra poder comentar, rs. Vamos lá! 1) fico contente que dessa vez a história tenha puxado mais para o lado do par da Mia, e pelo que vi, esse fato agradou vc também, né? hihihi. 2) eu não li o livro, mas só pela tua resenha (essa e as outras) consigo notar nosso gosto parecido. Eu não teria paciência com a Mia não :/ sei lá, mas não gosto de personagens compulsivos por sexo e fantasias, tanto é que NA é um gênero que leio pouco. Enquanto lia tua resenha, lembrei de 50 Tons, que com o tempo se tornou frustrante. A cada página era uma descrição de sexo diferente (e até mesmo igual, convenhamos rs) e eu só pensava que aquele casal era uma máquina ou sei lá o quê. Mas voltando ao livro em questão: Acho bacana a Mia ser dona de si, confortável consigo mesma e decidida naquilo que quer, mas que isso não seja destacado apenas qnd o assunto é sexo, né? Hahaha. Vai ver ela é uma máquina, assim como o Sr. Grey kkkkkk...

    Bjoooos

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  2. Esta serie me chamou atenção quando lançou, porém confesso que as resenhas que tenho visto não são muito positivas.

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  3. Olá, Delmara.
    Mesmo não gostando completamente da história da Mia, eu também estou lendo os livros. Uma coisa que me irrita muito na protagonista é ela fingir que está ali porque precisa do dinheiro. Não é mais desde o instante em que ela fez sexo pela primeira vez como Wes, ela está fazendo porque gosta. E também isso de ela não poder ver um homem pela frente. E só tem gostosões por lá. Fica dificil de acreditar que homens como são descritos precisem de acompanhantes.

    Blog Prefácio

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  4. Olá.
    Sua resenha está ótima, bem completa e muito explicada. Não pretendo ler essa série, por que a premissa em nada me atrai. E tenho uma lista imensa de leituras para fazer, então seleciono bem o quero realmente ler. Mas creio ser uma boa leitura para os fãs do gênero. Beijos.

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  5. Pretendo ler a série quando todos os volumes estiverem todos lançados. Tenho tique com séries

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  6. Como eu falei no livro anterior da série, eu dificilmente me sinto atraído por livros nesse estilo. Lendo essa resenha, isso só fez reforçar minha ideia de que livros assim não me atraem. A protagonista demonstra ser aquela personagem que as vezes você ama, mas as vezes você cansa. Espero que os próximos livros da série sejam melhores!

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  7. continuo não tendo interesse na série hehehe eu gosto muito de séries que tenham como tema acompanhantes, mas essa no caso passa longe das minhas favoritas.

    Bjuss

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  8. Nossa, não sabia que a Mia era assim! Pensei que ela era um pouco mais contida hahaha
    Quero ler esta série, mas vi muitos comentários negativos a respeito do segundo livro.
    Esta é a primeira resenha que leio do terceiro, parece que você gostou né? Então vou aguardar um pouquinho pra ver outros comentários sobre ele e começar a ler a série.

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  9. Oi!
    Realmente parece que a personagem que encontramos no primeiro livro acaba se perdendo ao longo da historia, pensei que não ia gostar muito do livro pelos mocinhos mas estou vendo que a narrativa da Mia acaba deixando a leitura massante, porém fiquei curiosa para saber mais sobre a historia do Tony !!

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  10. Que bom que esse livro trouxe novamente o desejo de terminar a série, ofuscando o desastre de fevereiro. Percebo que a personalidade da personagens esta sendo deixada de lado, infelizmente o livro só foca em seu desejo de sexo, o que não permite o desenvolvimento da trama, fico feliz por Wes ter retornado, os leitores devem ter comemorado muito esse retorno

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  11. Essa série está mesmo sendo bastante comentada e tenho aqui umas ressalvas: como a autora vai conseguir manter a linha de escrita com os demais livros sem se tornar repetitiva ou cansativa e previsível? Além disso em algumas resenhas que li fala que ela retrata apenas o lado ma menina e que os personagens masculinos são deixados meio que de lado, dando um furo nos livros e podendo serem mais explorados! Que pena! Mas mesmo assim quero ler. E que bom que esse foi melhor que o segundo!

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  12. Eu não estou sabendo lidar com essa série que nem comecei a ler ainda, mas que me deixa extremamente ansiosa, apesar de ouvir muitas críticas negativas também! Até agora a resenha que mais me chamou atenção foi a de janeiro, mas cada uma tem sua peculiaridade e seu quê de especial que fazem com que eu me apaixone pela série assim, de cara, apesar dos altos e baixos, pode ser até porque gosto muito do estilo ...
    Espero que você continue acompanhando a séria e postando suas resenhas, estou amando, até porque gosto da forma que você expõe seus pontos de vista!

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  13. Eu li esta serie e não consigo descrever o quanto adoro, leve rápida divertida e com toques de drama..... Amo demais melhor do que algumas escritoras que são cansativas e você ate se perde na leitura.
    Cada mês que acaba me da um desespero para Ler o próximo, o Wes é tudo de BOM

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