19 de julho de 2016

Resenha #208 Como ela sabe o que eu penso? - J.C.Virgínio

Oi pessoal!
Estão lembrados desse carinha aqui? Como ela sabe o que eu penso?, foi apresentado a vocês na coluna Dia de nacional e hoje trago uma impressão mais completa para que vocês finalmente saibam tudo o essa história singular lhes reserva. Ao ler a sinopse desse livro pela primeira vez fui assolada por uma curiosidade extrema, como assim ler os pensamentos através do toque das mãos? Acredito que assim como eu, muitos ficaram interessados em descobrir como um romance que conta com um "toque" extra tão peculiar se desenrolou no final das contas. Curiosos? Então confiram a resenha.



Titulo: Como ela Sabe o Que eu Penso?
Autor(a): J.C.Virgínio
Editora: Talentos da Literatura Brasileira
Ano: 2016
N° de páginas: 173
O que você faria se descobrisse que a pessoa que você ama e com a qual pretende se casar pode ouvir seus pensamentos toda vez que segura sua mão, mas nunca disse uma palavra sobre isso? Anne é uma jovem arquiteta, bonita e bem-sucedida, que tem o que muitas mulheres gostariam de ter: a capacidade de ouvir os pensamentos de seu amor. Apaixonou-se à primeira vista por Eduardo, sabendo de antemão tudo o que se passava em sua cabeça. Eduardo não acredita que alguém tão especial possa se apaixonar por um homem comum sem ser ciumenta e possessiva. Anne não revela ao parceiro sua curiosa habilidade, mas não consegue se controlar ao ouvir os pensamentos estereotipados dele. Acompanhe esta história e ria, emocione-se e divirta-se!

Desde a primeira vez que Anne viu Eduardo, algo se transformou dentro dela, apesar disso sua timidez a impediu de se aproximar e descobrir onde essa sensação a levaria de fato. No entanto, cinco anos depois ela se vê novamente cara a cara com aquele que tem povoado seus pensamentos, e após um primeiro contato meio desastrado Anne descobre que pode ouvir os pensamentos do rapaz, mas não sem antes lhe dar um pequeno choque. Isso mesmo que vocês leram, ao tocar a mão de Eduardo a jovem lhe transmite uma pequena corrente elétrica que lhe permite ouvir os pensamentos dele. Situação duplamente incomum, não é mesmo? Apesar disso nenhum dos envolvidos se importa com essa situação inusitada, ambos estão encantados e não pretendem deixar passar a oportunidade de se conhecerem e quiçá se relacionarem.

A escrita informal do Jean confere a trama uma desenvoltura ainda maior, o que facilita o entrosamento e aumenta a credibilidade dessa história tão surreal. O fato de não termos uma explicação definida para esse "dom?" de Anne não chega a incomodar, pois mesmo a narrativa ocorrendo na terceira pessoa, expressa apenas os fatos que os envolvidos tem conhecimento, e Anne nuca teve certeza do porque dela ter essa capacidade, mesmo que ela já tenha dado choque em seu pai durante a infância, Eduardo é o primeiro que ela consegue ouvir os pensamentos. Confesso que quando iniciei a leitura, achei invasivo e desonesto o fato dela continuar ouvindo tudo o que ele pensava sem lhe informar o que estava acontecendo, mas conforme os pensamentos de Eduardo iam se revelando dei completa razão a garota.

Não que tamanha invasão de privacidade se justifique, mas Anne amava e desejava verdadeiramente ter um relacionamento com Eduardo, que por diversas vezes se mostrou no mínimo um escroto de marca maior, com sua mente extremamente afiada por pensamentos que iam do machismo ao possível adultério. Não sou ingênua ao ponto de acreditar que os pensamentos sexistas do personagem sejam mera ficção, muito pelo contrário, tenho certeza que muitos homens, se não todos (pelo menos em um ou outro momento da vida) pensam: "nossa que mulher gostosa" ou "preciso pegar ela", o fato de essas e outras expressões terem surgido com certa frequência nos pensamentos de Eduardo me incomodaram um pouco. Mas o mais difícil de digerir, foi o fato de Anne "ouvir" tudo isso e achar tudo muito normal, afinal os homens pensam essas coisa mesmo, né? Eu sinceramente acho que não. Não achei normal Eduardo estar com Anne e pensar tão descaradamente em "se aliviar" com outra, e se esse tipo de pensamento é comum na mente de todos os homens como o autor quis passar, eu jamais saberia lidar com um "poder" como esse, no mínimo eu morreria solteira (e feliz), porque sou extremamente drástica com minhas opiniões de valores. 

Em contrapartida a evolução de Eduardo é nítida, conforme seu envolvimento com Anne vai amadurecendo é possível vê-lo abandonando, pelo menos em parte, certas ideologias furadas. Outro ponto no qual o personagem apresentou crescimento considerável foi em sua insegurança diante do fato de Anne ser uma arquiteta bem sucedida e com um poder aquisitivo confortável, diferente dele que mesmo cheio de projetos promissores, não estava tão estável financeiramente. Essa situação incômoda para Eduardo foi uma das poucas coisas que ele não conseguiu externar, mas que felizmente com o desenrolar da trama foi perdendo força. Já Anne sempre se mostrou uma personagem mais tranquila e sem muitas neuras, apesar de mimada e inflexível em determinadas situações, suas inseguranças se resumiam basicamente a se Eduardo a amaria e a aceitaria de verdade, bem mais compreensíveis, pelo menos pra mim. 

Como ela sabe o que eu penso?, foi uma leitura cheia de altos e baixos, com um desfecho extremista porém surpreendente e necessário. Em um conjunto geral posso dizer que a carga dramática é bem maior que a humorística, poucos foram os momentos em que eu ri com a leitura, mas por outro lado senti raiva, me solidarizei e torci, mas torci loucamente para que Eduardo abandonasse seus pensamentos engessados e jurássicos, e por fim, quero acreditar que isso de fato ocorreu. Além disso, a trama nitidamente nos faz refletir sobre os limites que devem existir para que uma relação seja saudável para ambas as partes e que ultrapassar esses limites poderá acarretar sérias consequências aos envolvidos, bem como nos mostra que o respeito é essencial para se desenvolver a confiança necessária para que um envolvimento se torne real e duradouro. Recomendo a leitura para quem está a procura de uma premissa singular, permeada de clichês e que se desenvolve de forma naturalmente leve, com um toque de humor.  

Cortesia: J.C.Virgínio
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14 de julho de 2016

Resenha #207 Talvez um dia - Talvez Um Dia

Oieee!
Sabe quando você está nadando contra a maré, mas nenhum esforço é suficiente pra te levar onde você quer ir? Então, esta sou eu tentando não ler esse livro. Genteee, daqui a pouquinho o ano acaba e eu quase não li nenhum livro da minha minha meta anual, são tantos lançamentos... E esse eu quis ler de imediato, se não bastasse ser uma obra da diva Colleen Hoover, ainda tive que lidar com o bombardeio de críticas positivas e os milhares de elogios, por isso e somente por isso eu sucumbi. Não aguentei mais e li mesmo, agora estou aqui para contar pra vocês o resultado disso. Vamos lá!


Titulo: Talvez Um Dia (Maybe #1)
Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Ano: 2016
N° de páginas: 368
Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex- melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.

Desde o meu primeiro contato com a escrita da Colleen Hoover soube que leria tudo que essa mulher publicasse, dois anos depois ainda estou bem longe de cumprir com esse desejo, mas estou na luta, quando soube do lançamento de Talvez um dia, admito que me juntei aos fãs da escritora e fui a loucura, estava desesperada para descobrir o que ela havia nos reservado dessa vez. E quando finalmente li o livro me vi dividida, entre o que a autora quis passar e o que eu realmente achei da história, no final das contas decidi ficar com o que eu senti, e é isso que irei contar pra vocês agora.

Após descobrir que seu namorado tem um caso com sua melhor amiga, Sydney abandona o apartamento que divide com a traidora e se muda para o apartamento de Ridge, o cara misterioso que ela conhece a duas semanas e com o qual trocou apenas algumas mensagens de texto. Tendo a paixão pela música como fator comum, Sydney ajuda o rapaz a passar por um bloqueio criativo e juntos trabalham na composição do novo repertório para a banda que Ridge tem com o irmão caçula. Mas conforme se aproximam, uma atração crescente surge entre eles, o que não seria um problema de fato se Ridge não fosse um cara comprometido, mas ele é. Ao tomar conhecimento de que está se apaixonando pelo namorado de outra, Sydney inicia uma enorme batalha contra esse sentimento que poderia levá-la a cometer a mesma traição da qual foi vítima tão recentemente.

O conflito entre Sydney e Ridge é quase palpável, durante toda a trama vemos ambos lutando contra um sentimento arrebatador que se desenvolve facilmente. A lealdade de Ridge a Maggie, sua namorada a cinco anos é admirável. Apesar disso, tenho que deixar registrado que embora a Colleen tenha batido mais de uma vez na tecla de que a paixão que emergia entre Sidney e Ridge era algo inesperado e irrefreável, ficou claro que ambos deram muita corda para o que estava acontecendo. Senti que a atração inicial, foi algo que nenhuma das partes conseguiu prever, mas a transformação dessa faísca em sentimento foi algo que ocorreu lenta e gradativamente e devidamente alimentada pelos dois. Por mais que eles repetissem inúmeras vezes que estavam lutando para se manterem afastados (já que Ridge não pretendia trocar e nem trair Maggie com Sydney) e que desejavam inibir o sentimento que crescia em larga escala, era claro que não havia qualquer empenho de nenhuma das partes para que isso de fato não ocorresse. Gente, não tem ninguém no mundo que vai me convencer que, um ter acesso livre ao quarto do outro (e ficarem por horas trancados lá dentro), mesmo que para "comporem", bem como toques e encaradas entre outras tantas coisas, caracteriza de alguma forma a tentativa de se manter emocionalmente afastado. Eu penso que quando percebe-se a existência de uma atração tão crescente e não se deseja qualquer envolvimento, deve-se impor certos limites.

No decorrer de toda a história temos um Ridge visivelmente dividido entre dois amores, ele sabia que havia encontrado em Maggie a companheira ideal, aquela com quem imaginou viver por toda a sua vida, mas isso não lhe impediu de ver em Sydney alguém que poderia amar igualmente. O fato de Maggie ser uma garota tão divertida e em nenhum momento desconfiar do que estava ocorrendo bem debaixo do seu nariz (confiança demais meus caros, ou talvez ela só não quisesse enxergar o óbvio), só tornou a situação ainda mais incômoda para todos os envolvidos, inclusive essa leitora que vos fala. Confesso que torci para que não surgisse um casal desse triangulo, primeiro porque Maggie era boa demais e não merecia a cachorrada (me desculpem pela expressão) que os dois estavam fazendo com ela. E segundo porque não acho justo e muito menos convincente depois de tudo que li Sydney e Ridge simplesmente ficarem juntos.

Apesar de toda essa minha opinião contrária, tenho que admitir que meio que gostei de acompanhar a aproximação entre Sydney e Ridge (Tá! É muito contraditório, eu sei.), enquanto compunham eles exteriorizavam seus sentimentos de forma tão verdadeira, que era impossível não se comover de alguma forma com o dilema que viviam, além disso a sinceridade com a qual um compartilhava suas dores, medos e anseios, com o outro, é extremamente rara e foi devidamente apreciada. Não me levem a mal, entendo que todos tem o direito de se apaixonar quantas vezes desejarem e for possível, mas não consigo aceitar como tudo se desenrolou, e menos ainda como a autora resolveu concluir a trama, tudo aconteceu tão rápido e tão fácil que até agora não consigo acreditar. Foram tantas páginas de um drama gigantesco, de "eu amo as duas e não sei qual escolher", "não consigo desistir de nenhuma", mas com apenas um conversa (dolorosa, admito) de algumas horas (se tanto) e pronto, tudo estava no lugar, as dúvidas desapareceram e todo mundo estava pronto para o felizes para sempre.

Talvez um dia, me encantou e enraivou ao extremo, amei e odiei os mesmos personagens mais de uma vez e no final das contas mesmo não estando satisfeita com os caminhos escolhidos, consegui aceitar o desfecho. Não foi a leitura mais incrível da minha vida, mas foi uma leitura que me agradou justamente pelos sentimentos dúbios e intensos que despertou em mim. A escrita está impecável e a narrativa extremamente fluída como é comum nas obras da autora, além disso me apresentou a um personagem secundário que já amo mais que chocolate, Warren é o melhor amigo de Ridge e divide o apartamento com ele, Sydney e Bridgette, com esta última ele mantém uma relação conturbada que ganhou um conto de nome Talvez não (em tradução livre), ao qual já quero muitíssimo ler. Por fim, recomendo o livro para o fãs da autora e para os que não se importam com todos os pontos que listei a cima e que de fato me incomodaram.

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12 de julho de 2016

Resenha #206 O príncipe das sombras - Sylvain Reynard

Oi pessoal!
Já faz um tempinho que li a trilogia Inferno de Gabriel, e quem leu as resenhas sabe o quanto eu curti a história que foi inspirada em A divina comédia, de Dante Alighieri. Agora tive a oportunidade de conhecer mais uma obra publicada por Sylvain Reinard e me deparei com a feliz descoberta de que mesmo O príncipe das sombras possuindo uma pegada sobrenatural o que difere completamente dos livros da trilogia, possui uma ligação direta com Júlia e Gabriel, isso mesmo que vocês leram, temos mais do casal Emerson nessa nova série do autor canadense. Querem saber onde os pontos se ligam? Come on!


Titulo: O Príncipe das Sombras (Noites em Florença #0.5)
Autor(a): Sylvain Reynard
Editora: Arqueiro
Ano: 2015
N° de páginas: 128
Um conjunto muito valioso de ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia, de Dante Alighieri, é exposto na Galleria degli Uffizi, em Florença. O dono das peças é o famoso professor de literatura Gabriel Emerson. Quando se deixou persuadir por sua amada esposa, Julianne, concordando em dividir com o mundo a beleza daquelas obras de arte, Gabriel jamais poderia imaginar que estaria atraindo para si um poderoso inimigo. Mais de um século antes, aquelas mesmas ilustrações foram roubadas de seu verdadeiro dono, o Príncipe de Florença, uma criatura sobrenatural e misteriosa que governa o submundo da cidade e há muito não sabe o que é o amor. Agora um dos seres mais perigosos da Itália está disposto a recuperar o que lhe pertence e se vingar de Gabriel e Julianne. Mas logo seus planos são frustrados. Um atentado o obriga a deixar os Emersons de lado, afinal ele precisa resolver assuntos muito mais importantes. Tanto seu principado quanto sua própria vida parecem estar em risco. Passado na cidade mais artística da Itália, O príncipe das sombras é uma incrível introdução à nova série de Sylvain Reynard, Noites em Florença, e vai deixar os leitores com gostinho de quero mais. 
Recentemente eu ganhei o livro A transformação de Raven, primeiro livro da série Noites em Florença, mas ao tomar conhecimento de que havia uma obra introdutória quis conhecer de imediato, mal sabia eu que iria reencontrar Gabriel e Júlia, meu casal querido da trilogia Inferno de Gabriel. Mas assim que tomei conhecimento do fato fiquei ainda mais empolgada pela leitura, admito que pelos motivos errados, já que o enfoque do livro é no tal príncipe das sombras, e por essa expectativa mal direcionada posso não ter desfrutado do livro de forma plena.

Júlia e Gabriel estão mais uma vez em Florença, desta vez eles vem como anfitriões de uma grandiosa exposição, o professor Emerson resolveu finalmente ceder aos pedidos da esposa e compartilhou com o mundo as ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia, de Dante Alighieri, que lhe pertencem e que jamais foram expostas ao público. Apaixonados pela arte, eles decidem expor a beleza das ilustrações na Galleria degli Uffizi, que eles conhecem tão bem. Embora seja um exímio conhecedor de tais obras, Gabriel não faz ideia de toda a história sombria que se esconde por trás das ilustrações e apesar de ter entrado em alerta imediato após cruzar com um observador sombrio durante a exposição, não imagina o perigo que ele e sua amada Juliane estão correndo. 

Considerado uma criatura sombria e sem qualquer sentimento, residente do submundo florentino, o Príncipe de Florença, mantém o foco em seu objetivo maior, reaver as ilustrações de Botticelli, que foram roubadas de seu acervo pessoal a séculos e destruir o casal que se auto intitulam donos daquilo que lhe pertence. Tomado pelo ódio e uma sede de justiça deturpada o Príncipe sombrio não poupará esforços e não terá misericórdia, Gabriel Emerson e sua esposa devem morrer da forma mais lenta e dolorosa possível. No entanto, uma ameaça externa a seu principado o obriga a desviar o foco, o que pode ser a chance de salvação do casal Emerson, mas até quando o ser sobrenatural e perverso deixará impune a afronta inconsciente que lhe foi feita? 

Tenho que admitir que esse contanto inesperado com Júlia e Gabriel, me afetou bastante. Eu já estava conformada com o final da trilogia e não pensava de forma alguma em seus protagonistas, mas o fato do autor tê-los trazido de volta nesse momento e nem de longe como meros coadjuvantes, me fez desejar mais espaço para eles nos próximos livros da série, pelo menos até que ocorra o desfecho do novo dilema dos dois. Exatamente isso, o autor abriu uma porta gigantesca que torna o futuro do casal Emerson incerto e provavelmente muito doloroso e deixo claro que não me refiro a provável vingança do Príncipe sombrio. Isso está me tirando o sono, não consigo prever o que está por vir para esses dois e não entendo o porque de tal dramaticidade nesse momento, isso sem sombra de dúvidas acabou desviando boa parte da minha atenção.

Voltando ao protagonista, tenho que admitir que ainda não estou muito convencida. Durante toda a leitura, percebi que o autor desejava desesperadamente impor um ser maligno, inflexível e impiedoso, mas as vezes era possível vislumbrar certos conflitos de personalidade, acredito que conforme os demais livros da série forem sendo lançados compreenderemos melhor o que se passa com o Príncipe, que aparentemente, perdeu sua humanidade no decorrer dos séculos e acabou por se tornar um ser assombroso, além disso a ameaça iminente ao seu principado e o risco contínuo de traições, não lhe permitem demonstrar fraqueza diante dos seus inimigos e muito menos de seu "aliados". Mas seria o príncipe um ser completamente desprovido de emoções? Estou apostando todas as fichas no 'não'.

O príncipe das sombras, é uma obra introdutória, que serve para nos preparar para o que está por vir e instigar nossa curiosidade a cerca desse ser sobrenatural que transborda poder e mistério, além disso nos proporciona um breve vislumbre da vida atual dos protagonistas da trilogia Inferno de Gabriel, despertando saudade e mais uma vez curiosidade pelo futuro incerto de ambos. Apesar das decapitações e dos poderes sobrenaturais, essa não chega a ser uma trama eletrizante, pode-se dizer que a narrativa é mediana, embora um pouco massante. Estou na torcida para que a trama do próximo livro seja mais atraente. Apesar de não ter gostado tanto do conjunto da obra, irei dar três estrelas devido a participação dos Emersons que foi a parte que mais me agradou na leitura.

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8 de julho de 2016

Resenha #205 O diário internacional de Babi - Chris Salles

Oi pessoal!
Hoje estou trazendo pra vocês a resenha de um dos maiores fenômenos do Wattpad, quem usa a plataforma sabe bem e quem não usa vai saber agora. O diário internacional de Babi, ganhador Watty2015 (prêmio que homenageia os livros mais populares da plataforma), será lançado pela Ed. Planeta de Livros Brasil apenas no final de julho, mas a editora nos enviou uma prova antecipada e depois de devorar o livro, não me contive e corri aqui para contar tudo (ou pelo menos quase tudo), pra vocês. Chega mais, vamos contagiar o mundo com a minha empolgação.


Titulo: O diário internacional de Babi
Autor(a): Chris Salles
Editora: Outro planeta
Ano: 2016
N° de páginas: 298
Mudar nunca foi a palavra preferida de Bárbara. Porém, depois da separação dos pais, a garota de 15 anos se vê obrigada a migrar com a mãe e os irmãos para Orlando, a cidade americana onde os sonhos ganham vida. E descobre que a fronteira entre o real e o ilusório pode ser mais difícil do que parece. 
Meu interesse por esse livro foi imediato, assim que soube do lançamento desejei lê-lo, primeiro porque (já repeti mil vezes) amo juvenis e segundo porque só tenho tido boas experiências com o selo Outro planeta, além de que fiquei super interessada pela premissa, sendo assim não pensei nem duas vezes antes de agarrar com todos os membros do meu corpo a oportunidade de conhecer essa história antes do lançamento. O que nos trás a esse momento do mais puro e completo deslumbramento, em que estou vivendo.

Bárbara estava feliz com sua vida em Estrela, amava sua escola e seus amigos e nunca havia cogitado sair de lá, mas após o divórcio dos pais a garota se viu obrigada a deixar tudo para trás e partir com a mãe e os irmãos rumo a um recomeço em Orlando (terra do Mickey), a cidade dos sonhos. Mas só se for os sonhos dos outros, porque Bárbara queria mesmo é permanecer no Brasil ao invés de ter que se adaptar com outras pessoas, outra língua e em outro país. Se não bastasse todas essas mudanças impostas, ela ainda terá que lidar com o fato de ser um grande imã que atrai para si as mais diversas confusões. Através do seu diário, Babi nos apresenta suas dúvidas, dilemas, e micos, muitos micos mesmo.

Apesar de não utilizar a plataforma Wattpad, tenho plena consciência de que muitos livros bons são revelados por lá, o fato desse ter se destacado não só pelo número de leituras, mas também ter recebido um prêmio, elevou minhas expectativas a um nível considerável. Expectativas essas que além de alcançadas, foram também superadas, já que de cara somos fisgados pela escrita dinâmica e envolvente da Chris, e conforme vamos avançando na leitura que é 100% narrada pela Babi em seu diário, vamos nos envolvendo e encantando com a protagonista super carismática. Por ser uma leitora assídua de livros do gênero, sei o quanto é comum nos irritarmos vez ou outra com alguma atitude de personagens adolescentes, mas por incrível que pareça, não experimentei essa sensação em nenhum momento durante toda a trama, mesmo sendo muito estabanada e se metendo nas mais diversas enrascadas, Babi me cativou do inicio ao fim da leitura.

A escrita da autora é leve e flui facilmente, prova disso é a facilidade com a qual eu me perdi no tempo enquanto concluía a leitura em algumas poucas horas. O envolvimento é tão natural, que diversas vezes me senti como se estivesse vivenciando cada acontecimento narrado nesse diário. Uma trama bem construída que não deixa margem para dúvidas, o enredo é completo e realístico, a gama de personagens é riquíssima e cada um possui um peso com maior ou menor relevância para o amadurecimento da história. A relação da protagonista com a mãe e os irmãos, é um dos pontos importantes que nos faz refletir a cerca da real importância que as palavras não faladas possuem para se manter um bom relacionamento familiar. A vezes pensamos que por sentirmos tudo tão intensamente, nossos esforços e mágoas que estão sempre ali na superfície são perceptíveis a todos, o que nem sempre (quase nunca) ocorre de fato, o que nos trás a importância da exteriorização dos nossos sentimentos, nem que seja no meio familiar mais próximo.

O diário internacional de Babi, é uma história adolescente em todos os sentidos, cheio de dramas e exageros, mas acima de tudo é um livro incrivelmente adorável, capaz de despertar aquele sorriso bobo que surge quando se está absorto em uma narrativa irreverente. Tudo isso somado a um romance singelo, construído pacientemente enquanto desviava de maus entendidos e decisões precipitadas, foi capaz de preencher e trasbordar meu coração (eternamente adolescente). Além disso contamos com a composição de uma playlist incrível, e a cada capítulo somos presenteados com uma indicação maravilhosa. Indico esse livro para todos, mesmo aqueles que não curtem juvenis, se você é ou já foi (algumas pessoas dizem ter pulado essa fase) adolescente em algum momento da sua vida, leia esse diário, tenho certeza que a escrita da Chris irá te prender e apresentar a uma história maravilhosa que no mínimo te arrancará muitas risadas. Por fim, como não desejar mais e mais dessa história? Por sorte já posso adiantar que a autora está trabalhado na sequência, que torço para que não demore a sair.

Está tentando sair de uma ressaca literária? Então corre, esse é o livro certo.

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5 de julho de 2016

Resenha #204 Anna vestida de sangue - Kendare Blake

Oi galerinha!
Aqui estamos nós, mais uma vez! E para não perdermos o costume, senta que lá vem resenha bafônica. Sinceramente eu não imaginava o que encontraria nas páginas de Anna vestida de sangue, mas apesar do receio resolvi arriscar e matar minha curiosidade crescente e descobrir os mistérios em que essa garota estava envolvida e olha, o negócio apesar de não ser aterrorizante, é bem sinistro.


Titulo: Anna vestida de sangue (Anna #01)
Autor(a): Kendare Blake
Editora: Verus
Ano: 2016
N° de páginas: 252
Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro.Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Por que Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?
Desde a morte brutal de seu pai, Cas tomou para si a responsabilidade de caçar e matar os mortos que teimam em vagar pelo mundo dos vivos, cometendo os mais bárbaros assassinatos. Intrigado pela história da sua mais recente caça, ele se vê diante de um desafio incomum, seria ele capaz de finalizar esse último trabalho, antes de partir em busca da criatura que matou seu pai? Anna está morta a mais de cinquenta anos, e pouco se sabe da sua história, ou o que a tornou um ser tão cruel e poderoso. Cas precisa destruir essa entidade que mata com uma facilidade assustadora todos aqueles que ousam pisar em sua casa. Em uma tentativa mal sucedida de reconhecimento de campo, o jovem caçador de fantasmas se vê cara a cara com Anna e de imediato percebe que ele jamais seria páreo para ela, mas Anna contrariando todas as expectativas sequer tenta atacar o rapaz. Agora ainda mais curioso e envolvido com o fantasma de Anna, Cas se lança na busca de respostas as suas infindáveis perguntas. O que está por trás da história dessa garota e o que a impediu de mata-lo, são questionamentos que dominam cada instante dos dias de Cas, que não descansará até solucionar o mistério e terminar mais esse trabalho.

Embora Cas seja determinado e deveras corajoso, ele é apenas um garoto com uma missão imensamente assustadora, diga-se de passagem. Eu não teria coragem nem de cogitar a possibilidade de caçar um fantasma, quem dirá viajar de um lado para o outro em busca de vários deles. Mas todo esse trabalho de Cas, funciona nada mais, nada menos que um treinamento para ele. O rapaz busca se aperfeiçoar e ganhar força para poder matar aquele que ele estuda a mais de dez anos. A criatura que matou seu pai, é o ser mais poderoso que ele tomou conhecimento, até ele se encontrar com Anna vestida de sangue. A morte de Anna apresenta várias lacunas, que podem ser fatores determinantes, para se compreender tudo o que ela se tornou, e enquanto as peças do quebra cabeça vão se juntando o leitor pode se deliciar com um suspense ora sutil, ora assustador.

O livro é narrado em primeira pessoa por Cas, um personagem sarcástico, detentor de um humor ácido e super irreverente, o que facilita o entrosamento com a história. Mesmo não sendo um livro de terror extremo, possui um enredo que transborda horror. Anna é violenta e protagoniza cenas sangrentas e pavorosas, extremamente imprevisível, a jovem morta nos deixa intrigados com sua história passada e presente. Mas em paralelo a isso, conhecemos diversas histórias de fantasmas que habitam as caçadas do passado de Cas e nos envolvemos com personagens secundários, que apesar de terem tido pouco espaço significativo na trama, chamam atenção por disporem de carisma em excesso. A interação entre os personagens se da de forma natural e agradável de se ler, Kenadare Blake, possui uma escrita dinâmica e envolvente que da vida a uma trama deliciosamente peculiar.

Anna vestida de sangue é o primeiro livro de uma duologia, descobrir isso me deixou extremamente feliz, já que não estava conseguindo me conformar com o desfecho que apesar de ocorrer com maestria e deixar todas pontas bem amarradinhas, sugere a possibilidade de uma reviravolta impressionante. Se por acaso fosse obrigada a imaginar para sempre o que teria acontecido depois daquela última página, não sei o que seria da minha sanidade, pois terminei o livro essa madrugada e desde então não consigo parar de pensar nos possíveis caminhos que esses personagens queridos, aos quais já me sinto ligada, poderiam ter trilhado. Agora só me resta torcer muito pra sequencia não demorar a sair. Recomendo o livro para aqueles que já curtem o gênero e para os que querem ler um suspense bem construído, mas que não fará seu coração parar em definitivo durante a leitura, embora certamente ele irá acelerá em diversas cenas.

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2 de julho de 2016

Resenha #203 Garoto 21 - Matthew Quick

Oi pessoal!
Finalmente tive minha primeira experiência com a escrita do Matthew, apesar de possuir outro títulos dele na minha estante, nunca havia tido o incentivo necessário para desbravar pelos mundos criados por esse autor tão aclamado. Mas como tudo na vida tem o tempo certo para acontecer, eis que eu resolvi dar uma olhada nas primeiras páginas de Garoto 21, e foi assim, sem pretensão nenhuma que fui fisgada de cara por essa história que transborda encanto.


Titulo: Garoto 21
Autor(a): Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
N° de páginas: 272
Repetir um movimento várias e várias vezes ajuda a clarear a mente uma lição que Finley aprendeu muito cedo, nas quadras de basquete. Numa cidade comandada pela violência do tráfico e da máfia irlandesa, vestir a camisa 21 e dar o sangue em quadra é sua válvula de escape. Vinte e um também é o número da camisa de Russ, um gênio do basquete. Ou pelo menos era. Recém-chegado à cidade de Bellmont depois de ter a vida virada de cabeça para baixo por uma tragédia, a última coisa que ele quer é pegar de novo numa bola. Russ está confuso, parece negar o que lhe aconteceu e agora se autointitula um alienígena de passagem pela Terra. Finley recebe a missão de ajudá-lo a se recuperar e, para isso, precisará convencê-lo a voltar a jogar, mesmo sob o risco de perder seu lugar como estrela do time. Contra todas as probabilidades, Russ e Finley se tornam amigos e, por mais estranho que pareça, a presença de Russ poderá transformar a vida de Finley completamente. Uma emocionante história sobre esperança, amizade e redenção, com a prosa sensível e inteligente de Matthew Quick.
Finlay vive com o pai e o avô deficiente, é um garoto tranquilo e resignado, que teve a infância marcada pela violência, e desde muito cedo aprendeu que falar pode ser perigoso. E foi durante a fase mais obscura de sua vida que ele descobriu uma grande paixão pelo basquete. Finaly claramente não possuía o tão sonhado talento nato para jogar basquete, mas era persistente e dedicado, e através de horas infindáveis de treino pesado ele conseguiu conquistar seu lugar no time da escola. Mesmo não sendo um jogador indispensável, ele se empenhava ao máximo para manter sua posição, pois dessa forma poderia, quem sabe um dia conseguir uma bolsa para a faculdade e finalmente sair de Bellmont, um lugar dominado pelo tráfico, onde os moradores de bem eram reféns das leis e imposições de mafiosos. Por ter sentido na pele os mandos e desmandos desses criminosos o rapaz busca desesperadamente meios para deixar esse lugar pra trás.

Mesmo sendo um garoto de poucas palavras Finlay conseguiu conquistar e ser conquistado por Erin, a garota falante e cheia de vida que apareceu em seu quintal e jogou basquete com ele em um dos dias mais tristes de sua infância, tornando-se desde então sua melhor amiga, confidente e namorada. Toda a rotina de Finlay é completamente abalada quando ele é incumbido pelo seu treinador a ajudar Russ a se enturmar. Finlay não entende o porque de tal tarefa, mas obedece sem questionar. Por ser extremamente discreto Finlay guarda em segredo os delírios de Russ e o medo crescente que ele vem sentindo de que o Garoto 21 (Russ), o prodígio do basquete venha a tomar seu lugar de armador titular do time. Mas nem a insegurança que esse medo pode causar poderia ser empecilho para que Finlay percebesse que além de um jogador brilhante que pode tomar seu lugar, Russ é um garoto que precisa muito da sua ajuda.

Gente a escrita do Mattew é incrível, confesso que não estava nem um pouco interessada na trama, decidi apenas folhear o livro para ver o que achava e me deparei com uma narrativa viciante que me fisgou e conquistou de imediato, e conforme a leitura foi evoluindo me vi gostando da trama e torcendo muito pelos personagens, que aprendi a admirar. Finlay por si só, já pode ser considerado um personagem excêntrico, o rapaz caladão mas que vive com a mente em um turbilhão de opiniões e conjecturas que ele evita a todo custo externar, é refém de um silêncio que surgiu como consequência de graves agressões que ele e sua família sofreram, e que resultou no avô sem as duas pernas e em seu pai cabisbaixo e sem muita alegria de viver. Os três compõem uma família arrasada, mas que apesar do medo, da dor e da culpa que carregam e compartilham, enquanto se arrastam pela vida, amam-se incondicionalmente, são três homens abnegados, que se isolaram de tudo e de todos, mas que cuidam com afinco de todos aqueles que ousaram tentar e por fim conseguiram penetrar na fortaleza de indiferença que criaram para si.

Inicialmente Finlay ajuda Russ, apenas para atender ao pedido do seu treinador, ao qual ele obedece incondicionalmente, mesmo que essa obediência conflitue com seus interesses, mas conforme vai conhecendo melhor o garoto 21, que passa a ser sua sombra, Finlay percebe inúmeras semelhanças que ambos compartilham, o fato de ambos terem sido testemunhas da violência que seus familiares mais queridos sofreram, sendo a principal delas.

Enquanto a história vai se revelando e os segredos vão sendo externados, se torna impossível não se sentir solidário a história desses dois garotos, ambos sofrem grandes dores e passaram por perdas ainda maiores, mas cada um lida com isso da sua forma, um simplesmente se cala e guarda para si tudo o que pensa e sente e o outro cria um mundo paralelo e assume uma outra identidade, duas formas distintas mas com o mesmo objetivo, isolar-se de tudo e de todos. Por mais estranho que possa parecer, eu consigo entender a atitude de ambos, pois as vezes quando se está muito ferido, não se consegue abrir espaço para que ninguém mais entre, tudo que se quer é ficar sozinho consigo mesmo e lamber as feridas até que elas cicatrizem. Chega um momento que dizer que está tudo bem, quando se está quebrado em mil pedacinho se torna algo cansativo e você só quer fugir, dos olhares condolentes, e das perguntas para as quais ninguém quer ouvir a verdadeira resposta. Claro que essa introspecção pode chegar a um ponto insalubre, dando inicio a uma depressão, e é por isso que é preciso existir alguém ou algo, não qualquer pessoa ou qualquer coisa, é preciso ser A PESSOA, aquela que não se importe o quão fundo você chegou no poço, aquela que estará lá ao seu lado te ajudando ou simplesmente esperando a hora para o retorno a superfície. Erin foi a pessoa de Finlay e agora ele pode vir a ser a pessoa de Russ, mas para isso existe uma grande probabilidade de que ele tenha que abrir mão de uma de suas duas maiores paixões.

Garoto 21, foi sem sombra de dúvidas uma surpresa bem vinda. Jamais poderia ter imaginado a carga emocional que estava por trás dessa capa vibrante. Essa história me marcou de tantas maneiras, que nem em mil anos poderia narrar todas elas, mas me conformo em deixar registrado que absorvi tudo ou quase tudo que esse livro tem a oferecer, senti cada palavra e desfrutei de cada emoção e sensação, e me apaixonei perdidamente por essa história, que de forma sutil ensina a importância da verdadeira amizade, que não importa quão fundo seja seu poço sempre haverá esperança e que a redenção é um direito daqueles que a desejam. Por fim, recomendo esse livro a todos sem exceção, mesmo sendo classificado como um romance, o livro vai muito além disso, trás verdadeiras lições e uma bela história para se apreciar e refletir.

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