28 de junho de 2016

Resenha #200 Azeitona - Bruno Miranda

Oi galerinha!
Quem ai está super curioso pra saber mais sobre o livro de estréia do booktuber Bruno Miranda? Meu interesse por esse livro foi imediato, assim que li a sinopse fui tomada por uma curiosidade imensa, não conseguia parar de pensar em como o Ian iria conseguir convencer a todos de que a Emília estava esperando um filho seu e por fim, como seria quando todos descobrissem a mentira. Também quer saber? Então chega mais!


Titulo: Azeitona
Autor(a): Bruno Miranda
Editora: Outro Planeta
Ano: 2016
N° de páginas: 352
Ian e Emília não trocaram mais que duas palavras desde que começaram a estudar juntos, mas é o nome dela que vem à mente dele quando precisa de uma parceira para um plano mirabolante: participar de um reality show sobre casais adolescentes que vão ser pais. Isso em troca de um cachê capaz de resolver todos os seus problemas. Ian tem dezesseis anos e foi criado pela irmã, Iris, que precisou abrir mão de oportunidades na vida para cuidar dele. Agora, quando ela finalmente vai conseguir se formar na faculdade, ele se sente na obrigação de retribuir de alguma maneira. Emília, aos dezessete anos, não quer retribuir nada a ninguém – pelo contrário, seu sonho é sair de casa o quanto antes para não discutir mais com a mãe, com quem sempre teve uma relação conturbada. O fato de que eles não são um casal nem têm planos de ter um bebê de verdade parece apenas um detalhe. Mas a vida reserva surpresas, nem sempre boas, para quem acredita que é fácil inventar a própria história.
Aos dezesseis anos Ian conta apenas com sua irmã mais velha Íris, a cumplicidade compartilhada entre ambos é o resultado de uma família que lida com perdas devastadoras, primeiro o abandono do pai e em seguida a morte prematura da mãe. Mas Ian sempre viu na irmã seu porto seguro, aquela com quem sempre podia contar e ela sempre batalhou para ser tudo o que o rapaz viesse precisar, mesmo que para isso ela tivesse que adiar seus próprios sonhos. Agora no entanto, Íris está grávida, prestes a se formar e com planos de expandir seu negócio, mas devido aos recursos financeiros limitados ela vem agindo com cautela. Para Ian, esse é o momento oportuno para retribuir todos os sacrifícios que a irmã fez enquanto lhe criava. Por isso, quando ele recebe a proposta de participar do reality show Jovens pais, acaba não pensando muito antes de aceitar. O cachê oriundo da participação seria uma ajuda bem vida que ele poderia dar a irmã, mas como ele poderia ser um dos participantes do programa se ele não estava prestes a se tornar pai?

Em um rompante Ian envolve Emília, sua colega de turma, em seu plano mirabolante. Por não estar namorando ninguém, ele precisou escolher aleatoriamente uma falsa namora para ser a mãe do seu futuro filho inexistente, ele só não consegue entender porque o nome de Emília, a garota com quem ele mal trocou duas palavras veio tão facilmente a sua mente. Além disso, quais as chances dela aceitar participar dessa loucura?

Azeitona é um emaranhado de acontecimentos, alguns fazem surgir aquele sorriso no canto da boca, outros no entanto despertam aquela sensação incômoda de um punho espremendo seu coração. A verdade é que o livro trás uma trama sutil, mas nem por isso menos marcante. O envolvimento com os dilemas dos personagens vai se tornando inevitável conforme a história vai se desenvolvendo, sendo assim, tenho que admitir que entendo perfeitamente os motivos que levaram Ian e Emília a se envolverem nessa enrascada gigantesca. O fato de Emília ter uma relação tão quebrada com a mãe, chega a ser comovente e indignante, mas também nos faz refletir e repensar nossas relações diárias. Enquanto a jovem buscava dialogar, sem as tão comuns agressões verbais de que era frequentemente vítima, a matriarca estava apenas empenhada em mostrar que detinha o poder para dar a última palavra, tornando a relação das duas algo arbitrário e irracional. Sempre acreditei que respeito deve ser conquistado e não apenas imposto por um título ou posição, por isso me tornei solidária a busca da garota por uma situação melhor.

Mesmo tendo perdido os pais tão cedo, Ian jamais se sentiu sozinho em sua família de apenas dois integrantes, ele e a irmã sempre compartilharam uma relação saudável de respeito, apoio mútuo e amor incondicional, o que torna as razões do Ian mais altruístas que as de Emília, seu foco desde o inicio era tornar menos pesado o fardo que ele se julga ser para a irmã. Apesar de entender ambas as razões não posso dizer que considero certo ou prudente a atitude dos dois, mas admito que foi importante. Ao se lançarem nessa jornada maluca, envoltos em mentiras crescentes e vivenciando de perto a realidade de jovens prestes a se tornarem pais, Ian e Emília amadureceram imensamente, moldaram ainda mais suas personalidades e descobriram a força e a coragem que levam dentro de si.

O caminho para o desfecho tornou-se angustiante em alguns momentos, mas foi válido, pois tudo se encaixou no momento certo e o melhor, de forma convincente. O que me leva a recomendar a leitura, sem receio algum. A escrita do Bruno é fluída e permite ao leitor o bônus de se perder enquanto acompanha os altos e baixos desses dois adolescentes carismáticos. Assim como toda boa história essa também aborda temáticas de alta relevância, a principal delas é a gravidez na adolescência, mas também fala-se de abuso sexual, conflitos familiares, exclusão social e parental, entre tantos outros. Considero essa uma leitura super positiva e uma obra que veio para quebrar tabus.  

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25 de junho de 2016

Resenha #199 Tudo pode acontecer (na adolescência) - Isadora Ricardo

Oi pessoal!
Hoje vocês irão conhecer mais um nacional, Tudo pode acontecer (na adolescência) foi escrito por Isadora Ricardo, uma linda garotinha de apenas treze anos. Querem saber o que tem além dessa capa magnífica? Então chega mais que eu vou contar tudo pra vocês.


Titulo: Tudo pode acontecer (na adolescência)
Autor(a): Isadora Ricardo
Editora: Novo século
Ano: 2016
N° de páginas: 120
O que você faria se, de um dia para o outro, perdesse sua privacidade e se tornasse a queridinha de todo mundo? Foi isso que aconteceu com Sophie. O mundo dela era perfeitamente bom, mas de um dia para o outro, tudo ficou de ponta-cabeça. Teve que enfrentar uma traição, se virar sozinha em outro continente, trabalhar desde muito cedo, cuidar de uma menina que nem sua filha era e virar a nova estrela pop. Sophie teve que aprender que nem tudo na vida são rosas, que devemos acreditar na realização de nossos sonhos e que TUDO PODE ACONTECER (NA ADOLESCÊNCIA).
Desde muito cedo Sophie teve que lidar com as reviravoltas que a vida da. O divórcio dos pais e mudar-se para um país estrangeiro ainda na infância foi só o começo da grande tempestade que estava por vir. Agora aos dezesseis anos ela se vê novamente em meio a um furacão de mudanças. Quando a tia (com quem vive desde o divórcio dos pais), decide mandá-la embora de casa, obrigando-a a partir para Londres onde seus pais (agora reconciliados) vivem, ela não pensa duas vezes antes de romper seu recente namoro com Harry e deixá-lo para trás. Em Londres ela inicia uma nova jornada onde mais uma vez terá que lidar com um turbilhão de acontecimentos. 

Gente, que capa é essa? Só eu que estou loucamente apaixonada por ela? Tenho certeza que não. Definitivamente a editora caprichou nessa belezinha. Tem atrativo melhor que uma bela capa e uma sinopse no minimo curiosa? Novamente, creio que não. Pois esses dois elementos combinados serviram ao propósito de me atrair e ludibriar, e nem mesmo o fato da Isadora ter apenas treze anos serviu para me deixar menos empolgada com a leitura, afinal estava tudo muito lindo e não havia motivos para eu não querer ler essa história não é mesmo? Pois bem, a trama desenvolvida por essa jovem escritora possui encantos e deficiências, como quase toda obra publicada hoje em dia, o que é perfeitamente aceitável se houver pelo menos um equilíbrio de fatores, não é mesmo? Infelizmente não foi o que vi aqui.

Logo de cara é possível perceber certas incoerências cronológicas, algo a se considerar, mas nada que incomode tanto assim, mas conforme a leitura avançou fiquei me perguntando se estava lendo um livro de fantasia ao invés de um juvenil, já que a história em grande parte é fantasiosa e incoerente. E a cereja do bolo foi a grande dificuldade na criação de um vínculo minimo com os personagens, já que a narrativa é superficial e nada detalhista, me senti como se estivesse lendo uma garotinha contando as amigas sobre seu final de semana. Em parte acredito que foi bom a autora não ter se aprofundado na narrativa, já que sempre que isso ocorria, era precedido de contradições facilmente perceptíveis.

Sophie é uma personagem deveras infantil para sua idade, apesar de durante toda a história ela ter tentado mostrar o contrário, com atitudes em grande parte consideradas comuns aos adultos, como por exemplo morar sozinha e de quebra ser responsável por uma criança de cinco anos. Eu só consegui ver uma garota impulsiva e que em nenhum momento ousou considerar o impacto que suas atitudes teriam e tiveram nas vidas de terceiros. O que nos leva a outra característica marcante da personagem, o egoísmo. Percebi que durante toda a trama a adolescente priorizou suas vontades e necessidades e tudo parecia muito normal, quando ela decidia algo não havia tempo sequer para repensar, os desejos dela eram ordens atendidas de imediato e ponto, não importa quem ousasse questionar. E no final das contas ela demonstrou ser uma adolescente (dezesseis anos) que fazia o que queria (um exemplo disso são as inúmeras viagens internacionais que ela fazia sem comunicar a ninguém a onde estava indo ou quando voltaria), quando queria e sem responder a ninguém, isso porque nem emancipada ela era. Eu sou a única que não consigo ver isso acontecendo no mundo real?

De modo geral, posso afirmar com sinceridade que achei o enredo interessante e com grande potencial, mas os caminhos escolhidos para desenvolvê-lo acabaram lhe conferindo um ar não crível, resultando em uma trama que não convence. Apesar de estar bem avançada para a idade, a Isadora é apenas uma adolescente e optou por escrever em sua primeira obra a história de uma garota três anos mais velha que ela, por isso acredito que a Isa ainda terá muito a acrescentar a literatura nacional, conforme for desenvolvendo e aperfeiçoando a escrita ela criará histórias maravilhosas, porque criatividade sei que ela possui. 

Tudo pode acontecer (na adolescência) pode ter sido um desafio não tão bem sucedido, talvez a autora queira trabalhar essa ideia melhor mais tarde, quem sabe. 

Cortesia: Novo Século
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24 de junho de 2016

Resenha #198 Encrenca - Non Pratt

Oi pessoal!
Estão preparados para conhecer um juvenil super interessante? Então chega mais, porque Encrenca de Non Pratt possui vários aspectos relevantes a serem considerados e quero dividi-los com com vocês.


Titulo: Encrenca
Autor(a): Non Pratt
Editora: Verus
Ano: 2016
N° de páginas: 307
Quando o colégio inteiro descobre que Hannah Sheppard está grávida, ela tem um verdadeiro colapso. E quem está ao seu lado é Aaron Tyler, um aluno novo e o único garoto que não parece ter segundas intenções em relação a ela. Desejando compensar seus erros do passado, Aaron toma uma difícil decisão: ele se oferece para fingir ser o pai do bebê. E, temendo revelar quem é o verdadeiro pai, Hannah aceita. Encrenca é a história de dois jovens que estendem a mão um para o outro quando todas as demais pessoas parecem lhes dar as costas. Em um período marcado por perdas, arrependimentos e esperança, os dois vão descobrir que nada se compara a encontrar o seu primeiro melhor amigo de verdade.
Hanna leva uma vida desregrada, e em meio a noitadas, bebedeiras e sexo casual, ela passa a ser considerada a garota fácil do colégio, mas sua beleza e desenvoltura lhe conferem um certo status, mesmo que em boa parte negativo. No auge dos seus quinze anos ela se descobre grávida e para piorar a situação, o nome do pai da criança deve se manter oculto, pelo menos por hora. E é assim que Aaron entra de vez na vida de Hanna, o garoto reservado, vê no infortúnio da colega de turma a possibilidade de redenção. O jovem trás marcas profundas, originadas por erros cometidos em seu passado, e na tentativa de viver uma nova história e superar a culpa gigantesca que carrega consigo, ele decide ajudar a Hanna, autodeclarando-se pai da criança que ela espera. O que ambos não imaginavam é que a aproximação necessária para que o plano funcione, lhes apresentariam uma amizade verdadeira e bem vinda a ambas as partes.

Desejei ler esse livro desde a primeira vez que li sua sinopse, primeiro porque sou fã de livros e histórias juvenis e segundo porque sentia que esse trazia elementos realísticos e que merecem atenção. Ciente de que a gravidez na adolescência tem se tornado cada vez mais comum, decidi descobrir por conta própria o quão fundo o Non foi com essa temática. E felizmente posso afirmar que o assunto foi abordado tal como deveria. A história de Hanna poderia não ser uma ficção, enquanto lia esse livro senti claramente que ela poderia ter sido facilmente baseada na história de uma adolescente real, não apenas devido as questões descritas, mas principalmente porque o autor não ousou romantizar o dilema. Não me levem a mal, sou apaixonada por romances, mas apesar disso acredito que certos temas devem ser tratados, da forma o mais verídica possível, mesmo tratando-se de uma ficção.

E é exatamente isso que o autor faz, os dramas são narrados como o tapa na cara que eles são, afinal descobrir-se grávida aos quinze anos e cursando o colegial não é o sonho de nenhuma garota, por mais inconsequente que ela possa ser. Além disso, Hanna teve que lidar com o bullying virtual, outra questão bem atual, abordada com propriedade. Claro que não poderia faltar nesse dramalhão adolescente, a incompreensão e em parte a não aceitação familiar, a exclusão do antigo ciclo social, os medos e inseguranças que uma situação inesperada desencadeiam e por fim as dificuldades de adaptação a uma vida incerta e assustadora. Todas essas situações descritas do ponto de vista de uma adolescente desestruturada, foi algo no minimo interessante de se ler.

Soma-se a isso um adolescente quebrado, mas extremamente prestativo e dedicado as causas a que se propõe, e teremos uma trama cativante para desfrutar. Aaron trás um segredo que só temos acesso pouco antes do final do livro, mas que apesar de despertar certa curiosidade e nos fazer tentar algumas teorias, não chega a tirar nosso sono. O tal segredo funciona como a peça que está faltando no quebra-cabeça que é o passado recente de Aaron (cerca de um ou dois anos atrás), quando ele vivia outra vida, em outra escola. Essa marca que ele carrega é uma das principais motivações que possibilitam a aproximação entre o filho do professor de história, com futuro promissor e outrora popular e bem relacionado Aaron e a garota cujo ciclo de amizade é deveras mal frequentado, "rodada", negligenciada pelo pai e por vezes desobediente Hanna. Foi gratificante perceber duas vidas distintas se entrelaçando e transformando seus respectivos protagonistas. Não posso dizer que Hanna foi a solução completa para os problemas de Aaron e vice versa, mas posso afirmar que um foi a tábua que o outro necessitava para se manter na superfície de um mar revolto repleto de dor, culpa e arrependimentos.  

Encrenca se mostrou uma história que vale a leitura, e ouso recomendá-lo para todos sem exceção, no final das contas não trata-se apenas da história de dois adolescentes que se encontram e se ajudam, mas de dois amigos que compartilham seus dramas com todos aqueles que se dispõem a parar algumas horas pra lê-los. Essa pode não ser a narrativa de um   amor épico que lhe arrancará muitas lágrimas, mas certamente é um livro que pelo menos despertará questionamentos e reflexões.

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15 de junho de 2016

[Resenha] A Fúria e a Aurora - Renée Ahdieh

Oi pessoal!
Hoje irei falar sobre um livro lindo que me surpreendeu muito, não só pela história, que é baseada no conto As mil e uma noites, mas também pela qualidade da narrativa, pela fluidez da trama e a capacidade de encantar e envolver o leitor. Confesso que iniciei essa leitura sem saber muito bem o que esperar, mas felizmente me deparei com um cenário incomum e de fácil leitura.
                                  
Título Original: The Wrath & the Dawn
Série: A Fúria e a Aurora #01
Autor (a): Renée Ahdieh @rahdieh
Publicação: Globo Alt (Cortesia)
ISBN: 9788525060358 | Skoob
Gênero: Fantasia
Ano: 2016
Páginas: 336
Avaliação: 5/5★
Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto. 
Tenho que admitir que nunca tive qualquer interesse em conhecer a história de As mil e uma noites, sempre senti aquele velho pré-conceito baseado no fadado "não conheço, mas não gosto", mas quem diria que a essa altura do campeonato eu iria quebrar a cara e com essa história, né? Pois foi exatamente isso que aconteceu, e foi bom que tenha sido assim, já que eu não consigo imaginar essa trama sendo contada de outra forma, Renée me fisgou com sua narrativa e fez com que eu me apaixonasse loucamente por seus personagens, tanto que mesmo agora, após o fim da leitura, não consigo tirá-los da minha mente e do meu coração.

14 de junho de 2016

Resenha #197 Doce desejo - Leandro Marçal

Oi pessoal!
Ainda estou na luta de diminuir os contos/livros não lidos e a muito esquecidos no meu Kindle, por isso vez ou outra vou estar aparecendo por aqui com uma história como esta. No momento estou dando preferência aos contos extremamente curtos, devido sua praticidade e facilidade de leitura. Então se está procurando uma história leve e rápida, vem comigo, poisa resenha de hoje é pra você.


Titulo: Doce Desejo
Autor (a): Leandro Marçal
Editora: Amazon
Ano: 2015
N° de páginas: 10
Quem nunca se apaixonou na época do ensino fundamental ou médio? Bem normal essa situação, não é verdade? E quem nunca sentiu o coração bater um pouco mais rápido quando, à sua frente, aparece aquela pessoa que você tanto gosta? É bem assim que está Laura, protagonista desse conto. Jovem estudante do ensino fundamental, melhor amiga de Nanda e a irmã mais velha dos gêmeos Guto e George. Início de agosto. As aulas voltaram. Mas o sentimento ainda continua firme e forte. Será que Laura, de uma vez por todas, vai conseguir declarar a sua paixão pelo seu colega de classe, Raoni? Será que tudo acaba em um final feliz?

3 de junho de 2016

Resenha #196 Cretino irresistível - Christina Lauren

Oi pessoal!
A série cretino irresistível está quase chegando ao fim no exterior e diante disso resolvi tomar vergonha na cara e comecei a lê-la, pra quem sabe estar em dia com a leitura quando o último título finalmente for lançado no Brasil. Felizmente a escrita das autoras é agradável e fluiu perfeitamente pra mim.


Titulo: Cretino Irresistível (Cretino Irresistível #01)
Autor(a): Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2013
N° de páginas: 252
Esperta, dedicada, prestes a cursar um MBA, Chloe Mills tem apenas um único problema: seu chefe, Bennet Ryan. Ele é exigente, insensível, sem consideração – e completamente irresistível. Um belo cretino. Bennet acaba de retornar da França para assumir um cargo importante na empresa de comunicações de sua família. Mas o que ele não poderia imaginar era que a pessoa que o ajudava enquanto ele estava no exterior era essa criatura linda, sensual e totalmente irritante que agora ele tem de ver todos os dias. Ele nunca foi do tipo que se envolve em relacionamentos no ambiente de trabalho, mas Chloe é tão tentadora que ele está disposto a flexibilizar essa regra – ou quebrá-la de uma vez – para tê-la. Por todo o escritório! Mas o desejo que um sente pelo outro cresce tanto que Bennet e Chloe terão de decidir o que estão dispostos a perder para ganhar um ao outro.
Depois de uns dois anos lendo New adults, me peguei em uma fase negra, onde nenhum enredo era bom o bastante, era sempre mais do mesmo e acabei desanimando com o estilo. Passei por essa momento dando oportunidade a outros gêneros que me ajudaram a desintoxicar e desejar novamente me aventurar pelos romances sensuais. Cretino irresistível acabou tornando-se um marco do meu retorno as leituras de NA. Um livro que trás nitidamente todas as características marcantes do gênero. 

Chloe Mills é jovem e eficiente, está trabalhando duro em busca da sua ascensão profissional, e tudo ia muito bem até a chegada do seu novo chefe. Bennet Ryan é sem sombra de dúvida o cretino mais sexy que Chloe já conheceu, o que não chega a ser um problema de fato já que eles se odeiam e apenas convivem o suficiente para fazer um bom trabalho juntos. Pelo menos é isso o que ambos deixam transparecer, mas apenas alguns centímetros abaixo da superfície profissional existe um desejo profundo e intenso que está prestes a se rebelar e acabar de uma vez por todas com o autocontrole de ambos, tornando o mais inconveniente dos conflitos, em uma paixão arrebatadora.

Eu não ia ler essa série, primeiro porque ela possui muitos títulos e não estou em condições de acumular ainda mais livros na minha lista infinita de leituras, segundo porque o gênero New adult tornou-se massante nos últimos tempos, são tantos títulos diferentes, mas que trazem um enredo absurdamente parecido que sinceramente me vi prestes a desistir desse estilo de leitura. Mas como já havia dito antes, eu gosto do ritmo intenso e frenético que a narrativa desses livros possuem. E felizmente esse ainda traz de brinde alguns elementos interessantes.

Não vou negar que o livro está repleto de clichês, a atração entre patrão e funcionária que baseia a história, pode ser encontrada em inúmeras outras obras do gênero, mas não é apenas isso que temos aqui. Em paralelo a atração desenfreada partilhada por Chloe e Bennet, as autoras exploraram elementos importantes que deram um ar realístico a história, seja a preocupação com um trabalho de fim de curso ou um parente doente ou até mesmo os conflitos diários com o chefe que não reconhece o potencial profissional da estagiária, tais elementos associados a narrativa intercalada entre os protagonistas facilitaram o desenvolvimento de uma maior empatia entre o leitor e os personagens, pois possibilitou uma maior compreensão dos conflitos, dilemas e limitações de ambas as partes. Além disso, a escrita das autoras é agradável e envolvente, se da de forma limpa, sem enrolações desnecessárias, conferindo a trama um ritmo de leitura extremamente satisfatório.

Cretino irresistível, é um romance clichê e sem muitos dramas, mas vale ressaltar que trata-se de uma história adulta e que de certa forma trás um conteúdo mais explícito. O envolvimento inicial entre Chloe e Bennet ocorre exclusivamente no âmbito sexual, todavia também destaco que sexo não é um componente exclusivo desse enredo, comprometimento, dedicação são tão presentes quanto. Uma leitura informal, que pode facilmente ser lida de forma despreocupada e sem expectativas de grandes acontecimentos.

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1 de junho de 2016

Resenha #195 A garota no trem - Paula Hawkins

Oi pessoal!
Então aqui estamos nós com a resenha de A garota no trem, sei que não faz muito tempo que as minhas Primeiras impressões foram postadas, mas como consegui finalmente concluir a leitura não quis perder tempo e trouxe logo minha opinião definitiva, a verdade é que escrever o post anterior pra vocês me estimulou ainda mais a continuar lendo e consequentemente terminar a leitura antes do previsto.


Titulo: A Garota No Trem
Autor(a): Paula Hawkins
Editora: Verus
Ano: 2016
N° de páginas: 462
Todas as manhãs, Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas dágua, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes a quem chama de Jess e Jason, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess na verdade Megan está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.
Após ler tantos elogios e assistir ao instigante trailer da adaptação, não pude mais adiar e finalmente inciei a leitura de A garota no trem, armada com uma expectativa enorme e uma curiosidade maior ainda, embarquei na conturbada história de Rachel. Em meu primeiro contato com a escrita da Paula me vi dominada por um mosaico de sensações e opiniões que devido a sua intensidade me acompanham até hoje.

Rachel viu seus medos tomarem forma após seu casamento perfeito chegar ao fim, agora tendo apenas o álcool como companhia para sua solidão, ela se vê criando histórias para um casal de desconhecidos que ela observa diariamente a caminho do "trabalho", através da janela de um trem. Em sua mente fértil, Rachel imagina uma felicidade plena e harmoniosa, entre os dois desconhecidos, aquela que ela não compartilha mais com seu ex marido, que ao contrário dela superou o término e já está casado com outra. Mas nem tudo é como parece ser na vida de Megan e seu marido, ou como a Rachel imaginava que fosse. Após presenciar a mulher que ela observa a mais de um ano protagonizando uma cena desconcertante e logo em seguida tomar conhecimento de que a mesma desapareceu, Rachel acredita que revelar o que viu pode ser o pontapé que irá direcionar as buscas que revelarão o paradeiro correto de Meg.

Como eu já havia dito antes, tive uma certa dificuldade em aceitar a personalidade e algumas (muitas/todas?) características e atitudes da protagonista. Rachel é uma personagem quebrada, e para juntar os caquinhos e conseguir olhar além da mulher decadente que ela demonstrou ser durante toda a história, tive que reler o livro assim que conclui a leitura. Isso mesmo que vocês leram, li A garota no trem não uma, mas duas vezes antes de escrever essa resenha. Fiz isso apenas porque gosto de ver os dois lados da moeda, e nesse caso específico eu tinha uma visão exclusivamente negativa a respeito da Rachel e isso me incomodou muito. Não posso afirmar que mudou muita coisa, mas passei a ter um olhar, nem que seja um pouquinho, menos inflexível a cerca da personagem.

Hoje eu vejo a Rachel como uma mulher fraca, que sucumbiu diante dos seus medos e incapacidades, que se deixou manipular e diminuir, mas que mesmo estando no fundo do poço e não conseguindo sequer colocar a sua própria vida de volta nos trilhos, deseja loucamente fazer parte de alguma coisa. Apesar de tê-la achado patética durante a maior parte do livro, também me compadeci de sua solidão e desespero. Quanto aos demais personagens, foi quase impossível achar nem que seja um fio de sanidade em qualquer um deles, sério mesmo. Todos, sem exceção apresentaram um ou vários momentos insanos, mas os destaques vão para Megan e Scott (o casal que a protagonista observava) e para Tom e Ana, ex marido de Rachel e sua atual esposa. Além disso, através das personalidades, características e atitudes dos personagens supracitados, a autora trouxe a tona a face negra do ser humano. Enquanto tentamos desvendar o mistério que o desaparecimento de Megan se tornou, podemos vislumbrar nitidamente o quão frios, sórdidos e indiferentes alguns podem ser. Em meio a momentos de irracionalidade e embriaguez, a Rachel por vezes pareceu ser um dos poucos seres humanos bons da história.  

A garota no trem, é uma história densa e surpreendente, possui uma trama instigante e um mistério convincente que desafia o leitor. É contado através da perspectiva de Rachel, Ana e Meg (geralmente fatos que ocorreram antes do seu desaparecimento), o que nos coloca dentro da cabeça dessas três mulheres tão diferentes, mas que estão ligadas de uma forma incalculada. O desfecho é inesperado, sem sombra de dúvida, (não o cogitei em nenhum momento durante a leitura) e acima de qualquer suspeita, pelo menos pra mim que tive dificuldade de acreditar mesmo algum tempo depois que toda verdade foi revelada. Não foi nem de longe a leitura mais fluída, mas devido ao seu poder aprisionador não pude ficar muito tempo longe antes de concluir. Super recomendo a leitura para os fãs do gênero e para aqueles que não se importam de ler através do ponto de vista de personagens extremamente problemáticos.

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